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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

SINUSITE – Sintomas e Tratamento

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Sinusite ou sinusopatia é o nome que se damos à inflamação dos seios paranasais, também conhecidos como seios da face. A sinusite pode ser resultado de infecções (virais, bacterianas ou fúngicas), alergias ou alterações do sistema imunológico, incluindo as doenças autoimunes (leia: DOENÇA AUTOIMUNE).

Neste texto abordaremos as seguintes questões sobre a sinusite:

  • O que são os seios da face.
  • Quais são os tipos de sinusite que existem.
  • Quais são os sintomas da sinusite.
  • Quais são as complicações
  • Como é feito o diagnóstico.
  • Quais são as opções de tratamento.

O que são os seios paranasais?

Os seios paranasais, também chamados de seios nasais ou seios da face, são cavidades cheias de ar dentro dos ossos do crânio e da face, que comunicam-se com a cavidade nasal.

São 4 o número de seios paranasais, a saber:

– Seio frontal.
– Seio etmoidal.
– Seio esfenoidal.
– Seio maxilar.

Os seios nasais desempenham várias funções, entre elas:

– Umidificação e aquecimento do ar respirado pelo nariz.
– Aumento da ressonância da voz.
– Equilíbrio das pressões intracranianas quando há variações na pressão atmosférica (mergulhos, viagens de avião ou subidas a grandes altitudes).
– Secreção de muco para proteção das vias aéreas superiores.
– Absorção de impacto em casos de trauma (materiais ocos absorvem mais impacto do que materiais maciços).

Os seios paranasais são bilaterais e simétricos, ligam-se à cavidade nasal por pequenos orifícios por onde é drenado o muco produzido. Quadros de alergia ou gripe, por exemplo, causam edema da mucosa nasal e aumento das secreções, obstruindo facilmente a drenagem dos seios da face. A impossibilidade de escoar o muco produzido leva à congestão dos seios paranasais e, consequentemente, à sinusite.

O termo rinossinusite (rinite+sinusite) é tecnicamente mais correto que apenas sinusite, pois enfatiza a concomitante inflamação da mucosa nasal e dos seios paranasais. Temos um texto que aborda somente a rinite alérgica: RINITE ALÉRGICA | Sintomas e tratamento.

Tipos de sinusite

A sinusite pode acometer qualquer um dos 4 seios paranasais, podendo ser bilateral ou unilateral.

A sinusopatia por ser classificada em:

– Sinusite aguda: quando os sintomas duram menos de 4 semanas.
– Sinusite subaguda: quando os sintomas duram entre 4 e 12 semanas
– Sinusite crônica: quando os sintomas duram mais que 12 semanas.
– Sinusite recorrente: quando há 4 ou mais episódios de sinusite durante o ano.

A imensa maioria das sinusites agudas são de origem viral ou alérgica, porém, a obstrução e estase do muco nos seios favorece a proliferação de bactérias, podendo levar à sinusite bacteriana. Portanto, o paciente pode ter um quadro inicial de sinusite alérgica que, após contaminação com bactérias das vias respiratórias, se transforma em um quadro de sinusite bacteriana.

As sinusites bacterianas que não são completamente curadas podem progredir para o quadro de sinusite crônica (explico a sinusite crônica na parte final do texto).

Sintomas da sinusite

Os sintomas da sinusite aguda incluem congestão nasal, corrimento nasal purulento (coriza com catarro), dor de cabeça (leia: DOR DE CABEÇA), dor facial, dor na arcada dentária superior, dor em volta dos olhos, sensação de pressão quando se abaixa a cabeça, ouvidos entupidos, tosse (principalmente noturna), hálito ruim (leia: SAIBA COMO ACABAR COM O MAU HÁLITO) e/ou diminuição do paladar e do olfato.

É comum a presença de dor quando fazemos pressão com os dedos sobre os seios nasais, principalmente nos seios frontais e maxilares, que são os mais superficiais.

A maioria dos casos de sinusite viral ou alérgica melhora espontaneamente dentro de 10 dias. Sinusites bacterianas leves também podem ser autolimitadas, mas nos casos mais sintomáticos,com febre alta e coriza purulenta, a cura geralmente só vem com tratamento antibiótico.

Quando há contaminação da sinusite por bactérias é comum surgir febre. Porém, como a gripe pode desencadear sinusopatia e também cursar com febre, nem sempre é fácil fazer a distinção entre uma sinusite viral e uma sinusite bacteriana (leia: DIFERENÇAS ENTRE GRIPE E RESFRIADO). Como já foi salientado, uma sinusopatia pode começar como uma infecção viral ou um quadro alérgico e depois de alguns dias se transformar em sinusite bacteriana.

Em muitos casos não é possível distinguir uma sinusite viral de uma sinusite bacteriana nos primeiros 10 dias de doença. A existência de uma rinossinusite bacteriana aguda deve ser suspeitada em pacientes com qualquer uma das seguintes características: 1) sinais ou sintomas de sinusite aguda com duração de 10 ou mais dias sem melhora clínica, 2) início do quadro já com sintomas mais graves, como febre maior que 39ºC e descarga nasal purulenta, com duração de pelo menos três dias consecutivos, 3) um quadro de sinusopatia aguda que melhora após poucos dias, mas subitamente volta a piorar, surgindo febre, dor na face e coriza purulenta.

Complicações da sinusite

Como os seios da face apresentam íntima relação com órgãos nobres, como olhos, ouvidos e cérebro, a sinusite bacteriana pode levar a complicações graves. Portanto, é importante procurar atendimento médico sempre que houver as seguintes situações associadas à sinusopatia:

  • Febre acima de 39ºC.
  • Edema ou vermelhidão na face.
  • Edema e vermelhidão em volta dos olhos.
  • Visão dupla ou qualquer outra alteração visual.
  • Confusão mental.
  • Dor de cabeça muito intensa.
  • Rigidez de nuca.
  • Prostração intensa.

A sinusite bacteriana, apesar de apresentar uma taxa de mortalidade baixa, é uma infecção que não deve ser negligenciada, principalmente quando existem os sinais descritos acima. Entre as suas possíveis complicações podemos citar a infecção dos olhos, meningite (leia: SINTOMAS DA MENINGITE), abscesso cerebral, infecção dos ossos da face, otites (leia: OTITE MÉDIA AGUDA) e labirintite (leia: LABIRINTITE | Sintomas e tratamento).

Diagnóstico da sinusite

Radiografia dos seios da face.

O diagnóstico da sinusite é clínico. O otorrinolaringologista pode fazer uma rinoscopia (endoscopia nasal) para tentar visualizar diretamente os seios paranasais.

Em caso de dúvida, pode-se lançar mão de exames de imagem. A radiografia de seios da face, muito usada antigamente, não é mais considerado um bom exame, pois não consegue identificar a sinusite até 40% dos casos. Quando ela é positiva, como na foto ao lado que mostra uma sinusopatia do seio maxilar esquerdo, o diagnóstica é confirmado. O problema é que se a radiografia for normal, não dá para descartar a existência da sinusite.

O exame de imagem mais utilizado atualmente é a tomografia computadorizada (TC). Compare as imagens abaixo de duas tomografias computadorizadas dos seios da face e veja como a qualidade das imagens é muito superior.

A TC da direita está normal e os seios nasais estão preenchidos apenas com ar (imagem preta). À esquerda, podemos ver uma TC de seios da face evidenciando sinusopatia bilateral, mais evidente no seio maxilar direito, que está completamente tomado por líquido (imagem cinzenta). As imagens fornecidas pela TC são muito mais bem definidas. Ao contrário do que ocorre na radiografia simples dos seios da face, uma tomografia computadorizada normal é capaz de excluir o diagnóstico de sinusite.

Tratamento da sinusite

A maioria dos casos de sinusite aguda melhora espontaneamente em 7 a 10 dias. O tratamento, portanto, é basicamente sintomático. Mesmo as sinusites bacterianas costumam ter bom prognóstico, pois as complicações são pouco comuns.

Para o tratamento das sinusopatia agudas não bacterianas estão indicados a lavagem da cavidade nasal com solução salina (soro fisiológico) e aplicação de corticoides nasais em spray (leia: INDICAÇÕES E EFEITOS DA PREDNISONA E CORTICOIDES). Compressas mornas sobre o rosto podem trazer alívio, e ingestão vigorosa de líquidos ajuda a diluir as secreções. Fora essas orientações, nada mais é muito eficaz. Ao contrário do que a maioria das pessoa pensa, não é necessário se encher de remédios para tratar uma sinusite.

Os descongestionantes nasais são geralmente usados em excesso e desnecessariamente. Quando necessário, indica-se o seu uso por no máximo 3 dias, uma vez que estas drogas estão associadas a recaídas, provocadas por congestão nasal de rebote. O paciente usa o descongestionante, apresenta alívio temporário dos sintomas, mas quando o suspende, a congestão nasal retorna rapidamente, criando-se assim um ciclo vicioso.

O uso de anti-histamínicos (antialérgicos), apesar de ser muito prescrito, não apresenta evidências de benefícios na sinusite. Se não há um processo alérgico por trás, é pouco provável que essa classe de remédios traga algum benefício.

Durante as crises é importante evitar contato com fumaça de cigarro, pois este é um importante fator de irritação das vias aéreas. Além da fumaça é importante tentar identificar outros estímulos que possam ser irritantes para as vias aéreas, como frio ou produtor químicos de odor forte.

Os antibióticos só devem ser usados quando há evidências de sinusite bacteriana. Os mais usados são amoxacilina com ácido clavulânico, Bactrim®, levofloxacino, moxifloxacino, claritromicina ou azitromicina. Deve-se ter cuidado para não usar antibiótico indiscriminadamente para que não haja seleção de bactérias resistentes. Se a sinusopatia não tiver características de origem bacteriana, não há motivos para usar antibióticos.

Sinusite crônica

A sinusite crônica é aquela que permanece por mais de 12 semanas consecutivas apesar do tratamento.

A sinusite crônica está muito associado à presença de desvio de septo nasal e/ou pólipos nasais. Os dois propiciam a cronicidade por causarem obstrução da comunicação entre os seios paranasais e as vias nasais (leia: PÓLIPOS NASAIS).

Outras causas de infecção crônica são a sinusite por fungos, doença do refluxo gastroesofágico (leia: HÉRNIA DE HIATO E REFLUXO GASTROESOFÁGICO), alergia respiratória recorrente, HIV, asma e fibrose cística.

Enquanto a sinusite aguda costuma resolver-se sozinha em alguns dias, a sinusite crônica é uma inflamação mais difícil de ser controlada, devendo ser sempre avaliada por um otorrinolaringologista. Apesar de ser de difícil cura, ela pode ser controlada com tratamento adequado.

Iremos falar sobre a sinusopatia crônica com mais detalhes em um texto à parte que será escrito brevemente.

Este post também está disponível em: Espanhol

RINITE ALÉRGICA – Sintomas, Causas e Tratamento

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Rinite alérgica é um quadro de inflamação das mucosas da cavidade nasal causada por uma reação exagerada do sistema imune a partículas alérgenas do ar.

Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a rinite alérgica:

  • O que é alergia.
  • O que é rinite alérgica.
  • Fatores de risco para rinite alérgica.
  • Sintomas da rinite alérgica.
  • Tratamento da rinite alérgica.

O que é alergia?

Alérgeno é qualquer partícula que tenha capacidade de desencadear uma reação alérgica, que nada mais é do que uma reação do sistema imune a agentes estranhos. Os alérgenos podem entrar em contato com nosso corpo por:

1. inalação, como pólen, fumaça, produtos químicos, poeira, etc.
2. ingestão, como comidas, remédios e suplementos.
3. contato com a pele, como substâncias químicas, perfumes, cremes, látex, plantas, etc.
4. inoculação na pele, como picadas de insetos.

O que causa a reação alérgica não é a ação direta e ativa do alérgeno, mas sim a resposta exagerada do organismo ao contato com o mesmo. Isto explica por que algumas pessoas têm alergia a determinadas partículas e outras não. O pólen, por exemplo, pode ser alérgeno para alguns e inócuo para outros.

Rinite é a inflamação das mucosas da cavidade nasal, causada geralmente por uma infecção viral ou por uma reação alérgica. Neste texto vamos nos ater à rinite alérgica.

Nos próximos dois parágrafos usarei um pouco mais termos técnicos para explicar o mecanismo de inflamação da rinite alérgica, mas não se assuste, procurarei usar analogias e ser o mais didático possível. A informação a seguir será importante para entender como funcionam alguns dos tratamentos.

O que é rinite alérgica?

A rinite alérgica surge quando uma pessoa alérgica inala alguma partícula que estimula o seu sistema imune. Quando criança, nós entramos em contato com diversos potenciais alérgenos sem que tenhamos maiores problemas. As pessoas alérgicas são aquelas que ao entrar em contato com determinadas partículas passam a produzir anticorpos contra elas, como se fossem agentes invasores danosos, tipo vírus, bactérias, etc.

Vamos usar o pólen como exemplo. Pessoas alérgicas ao pólen são aquelas que ao entrar contato com este alérgeno pela primeira vez produzem em grande quantidade um anticorpo chamado IgE. A partir deste momento, a mucosa nasal começa a ficar povoada com uma célula do sistema imune chamada mastócito, que possui vários anticorpos IgE em sua superfície. É como se o corpo pensasse que o pólen era um assaltante e passasse a encher a cavidade nasal de seguranças (mastócitos) altamente armados (IgE). Assim que esta pessoa entra novamente em contato com o pólen, os anticorpos IgE rapidamente o capturam, ativando os mastócitos que liberam vários mediadores químicos para destruir o invasor, sendo o mais importante a histamina, responsável pelos principais sintomas da rinite, que serão explicados mais à frente.

Os sintomas alérgicos da rinite alérgica são, portanto, um efeito colateral da guerra química que o sistema imune trava contra algumas partículas. O pólen em si não causa nenhum mal, mas o sistema imune do alérgico não pensa assim.

Pessoas não alérgicas são aquelas que entram em contato com o pólen, por exemplo, e corretamente não desenvolvem IgE específicas contra ele. Em outras palavras, o corpo reconhece o pólen como partícula estranha, mas não o vê como uma ameaça e não produz anticorpos contra o mesmo.

Fatores de risco para rinite alérgica

Como a rinite alérgica é nada mais do que uma reação alérgica da cavidade nasal, pessoas com outras doenças de origem alérgica, como asma, eczema, conjuntivite alérgica, urticária, etc. apresentam um maior risco de também terem rinite de origem alérgica.

Outros fatores de risco para rinite alérgica incluem:

– Ser do sexo masculino.
– História familiar de alergias.
– Nascimento durante a época do pólen.
– Bebês que pararam o aleitamento materno precocemente .
– Exposição frequente à fumaça de cigarro no primeiro ano (leia: MALEFÍCIOS DO CIGARRO | Tratamento do tabagismo).
– Exposição precoce a antibióticos.
– Viver ou trabalhar em ambientes ricos em potenciais alérgenos.

Sintomas da rinite alérgica

Sinais de rinite alérgica

Os sintomas da rinite alérgica incluem espirros, coriza nasal, entupimento nasal, lacrimejamento e coceira nos olhos, nariz e palato (céu da boca). A ocorrência de sinusite também é frequente, caracterizando um quadro de rinossinusite (rinite + sinusite). Falamos mais especificamente da sinusite neste texto: SINUSITE | Sintomas e tratamento). Outros sintomas comuns são dor de garganta, rouquidão, tosse e diminuição do paladar e olfato.

Dois sinais típicos da rinite alérgica são a acentuação das linhas das pálpebras inferiores (sinal chamado de linhas de Dennie-Morgan) e o escurecimento da pele abaixo dos olhos, tipo uma olheira. A foto acima ilustra bem esses dois sinais.

A rinite alérgica em algumas pessoas pode ser sazonal, ocorrendo apenas em determinadas épocas do ano. Entretanto, muitos pacientes apresentam um quadro quase constante de rinite alérgica, como numerosos episódios ao longo de todo o ano. Estes geralmente são aqueles que ficam expostos a alérgenos constantemente, seja em casa ou no trabalho.

Se o paciente convive em um meio onde está exposto ao alérgeno de forma frequente, a tendencia é de que os sintomas fiquem cada vez piores e cada vez mais uma menor quantidade de alérgeno seja capaz de desencadear as crises. Algumas pessoas se tornam tão sensíveis que outros fatores podem passar a desencadear a rinite, como exposição ao frio, fumaça ou cheiro forte.

Tratamento da rinite alérgica

Além do controle dos sintomas, o tratamento da rinite alérgica deve sempre visar a redução da exposição aos alérgenos desencadeadores das crises. Se o alérgeno for desconhecido, existem testes de alergia de pele que podem identificá-lo.

a) Solução salina: a lavagem das narinas com soro fisiológico ou outras soluções salinas é eficiente para eliminar os alérgenos aderidos na mucosa nasal naqueles casos mais leves. A lavagem pode ser feita várias vezes ao dia e pode ser usada para limpar a cavidade antes da aplicações de outros medicamentos.

b) Descongestionantes nasais: durante muitos anos os descongestionantes nasais foram as drogas mais populares no tratamento da rinite. As substâncias mais usadas são pseudoefedrina, fenilefrina e oximetazolina. Estas drogas causam uma constrição dos vasos nasais, diminuindo a secreção de muco e aliviando os sintomas. Entretanto, esses sprays nasais NÃO devem ser usados por mais do que três dias seguidos, pois costumam causar dependência, fazendo com que o nariz volte a ficar entupido a não ser que os descongestionantes voltem a ser usados repetidamente. Esta dependência é difícil de ser revertida.

c) Anti-histamínicos: como a histamina é a substância que causa os sintomas da rinite alérgica, drogas anti-histamínicas podem ser usadas para o tratamento. Entretanto, os anti-histamínicos apesar de melhorarem os espirros, a coceira e a coriza, não são tão efetivos contra a congestão nasal, sendo um descongestionante normalmente necessário. É muito comum no mercado a associação de uma solução nasal que combine um anti-histamínico e um descongestionante.

Os anti-histamínicos também podem ser tomados em comprimidos, mas geralmente causam alguma sonolência. Os mais comuns são: Loratadina, desloratadina, cetirizina, levocetirizina, difenidramina , clemastina e fexofenadina.

d) Corticoides nasais: os corticoides por via nasal são atualmente a droga de primeira linha no tratamento da rinite alérgica. Existem várias opções no mercado: fluticasona, mometasona, budesonida, flunisolida, triancinolona e beclometasona. São todos semelhantemente eficazes. Pacientes com quadro de congestão nasal muito intensa às vezes precisam usar descongestionantes nasais e anti-histamínicos por um ou dois dias antes de iniciarem o corticoide, para que este tenha maior eficácia.

Os corticoides nasais são efetivos no tratamento e na prevenção da rinite alérgica, podendo ser usados mesmo fora das crises.

Ao contrário dos corticoides sistêmicos, os corticoides nasais são drogas seguras que podem ser usadas seguidamente por muitos anos (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | Indicações e efeitos colaterais). Aconselha-se apenas que os pacientes que estão usando corticoides nasais por prolongados períodos tenham sua cavidade nasal examinada por um otorrinolaringologista periodicamente para evitar as raras complicações, como lesões da mucosa e infecções.

e) Imunoterapia: chamada também de “vacinas”, a imunoterapia é um tratamento que visa dessensibilizar o paciente aos alérgenos. Consiste na injeção de pequenas doses do alérgeno de modo a acostumar o organismo ao mesmo, diminuindo a resposta à sua exposição. A imunoterapia atualmente só existe para os alérgenos mais comuns, como pólen, ácaros, pelo de animais, etc. O tratamento dura alguns anos e não deve ser interrompido sob o risco da perda de eficácia.

Este post também está disponível em: Espanhol

SANGRAMENTO DO NARIZ – Causas e Tratamento

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O sangramento nasal, chamado em medicina de epistaxe, é uma situação muito comum, que chega a acometer mais de 60% da população em algum momento da vida. Apesar de assustar, os sangramentos do nariz raramente provocam  alguma complicação relevante.  Na imensa maioria dos casos, a perda de sangue pode ser facilmente controlada em casa, sem auxílio médico.

Neste artigo sobre sangramento nasal vamos abordar os seguintes pontos:

  • Tipos de epistaxe.
  • Causas de sangramento do nariz.
  • O que fazer quando o nariz sangra.
  • Tratamento médico dos sangramentos nasais.

Tipos de epistaxe

A cavidade nasal é altamente vascularizada e seus vasos são relativamente superficiais, principalmente na região mais anterior do nariz. O sangramento nasal é habitualmente classificado em epistaxe anterior e epistaxe posterior.

A epistaxe anterior é disparada a forma mais comum de sangramento do nariz. Ela surge quando há lesão dos vasos na região anterior da mucosa nasal, mais próxima das narinas. Nesta região, várias pequenas artérias se ligam, formando um emaranhado vascular conhecido como plexo de Kiesselbach, que é um sítio muito frágil, que sangra com facilidade.

A epistaxe posterior é mais rara, sendo responsável por apenas 5% dos casos de sangramento nasal. Apesar de ser menos comum, os sangramentos posteriores costumam ser mais volumosos e de difícil controle. Os poucos casos de epistaxe que necessitam de atendimento médico de urgência são geralmente aqueles que têm origem na região posterior da cavidade nasal.

A epistaxe é mais comum em crianças com menos de 10 anos e em adultos com mais de 45.  Isso não significa, de modo algum,  que adolescentes e adultos jovens não possam ter sangramentos pelo nariz.

Quais são as causas de sangramento do nariz?

A maioria dos casos de epistaxe surge por traumas na mucosa nasal. O ato de colocar o dedo dentro do nariz para tirar meleca é a principal causa.

Outras situações que também aumentam o risco de sangramento nasal são:

– Quando a umidade do ar encontra-se muito baixa, a mucosa nasal fica mais ressecada e irritada, fazendo com que lesões no local tornem-se mais fáceis de ocorrer. Pessoas que passam o dia em locais fechados com ar-condicionado ou aquecimento ligado são as mais susceptíveis a apresentarem sangramentos pelo nariz.

– Infecções das vias aéreas ou quadros alérgicos que provoquem irritação da mucosa nasal e rinite também são fatores de risco para a epistaxe (leia:  RINITE ALÉRGICA | Sintomas e tratamento).

– Pessoas que sofreram traumatismo na face, como em acidentes de automóvel ou agressões físicas, podem passar a ter sangramentos do nariz de forma intermitente. Pacientes com desvio de septo também costumam ter mais episódios de perda de sangue nasal.

– Em crianças pequenas, a presença de um corpo estranho (tipo grão de arroz ou feijão) inoculado dentro do nariz sem o conhecimento dos pais pode ser a causa do sangramento. A dica é a presença de sangue acompanhado de secreção purulenta.

– Pacientes  em uso de medicamentos que interferem na coagulação sanguínea, como os anticoagulantes heparina ou varfarina (leia: VARFARINA (Marevan,Varfine, Coumadin) | Controle do INR) também apresentam maior risco de epistaxe. Drogas usadas para diminuir a ação das plaquetas, como a Aspirina (AAS) ou clopidogrel também aumentam o risco de sangramentos, mas não tanto quanto os anticoagulantes (leia: ASPIRINA | AAS | Indicações e efeitos colaterais).

– Pacientes que fazem uso crônico de corticoides intranasais também estão sob maior risco. Do mesmo modo, o uso excessivo de descongestionantes nasais também pode irritar a mucosa do nariz,  favorecendo a epistaxe.

– Usuários de cocaína frequentemente apresentam lesão da mucosa nasal e sangramentos pelo nariz (leia: COCAÍNA | CRACK | Efeitos e complicações).

– Tumores da cavidade nasal costumam provocar sangramentos, mas felizmente, eles respondem apenas por uma minoria dos casos de epistaxe.

Causas menos comuns de sangramento nasal frequente incluem as doenças da coagulação, como hemofilia ou doença de von Willebrand, e má-formações dos vasos da cavidade nasal, como ocorre na doença de Osler-Weber-Rendu.

Apesar de popularmente aceito, a hipertensão arterial parece não ser causa de epistaxe. Não há consenso na literatura médica, mas a tendência atual é de não considerar a hipertensão como fator desencadeante dos sangramentos nasais. O que ocorre frequentemente é a elevação da pressão após o início do sangramento, devido à ansiedade que a perda de sangue, às vezes volumosa, provoca no paciente.

O que fazer quando o nariz sangra?

A grande maioria dos sangramentos do nariz é autolimitada e pode ser controlada em casa. Enquanto tenta-se estancar o sangramento é importante evitar que o sangue reflua posteriormente, indo em direção à faringe, o que favorece a sua deglutição ou até a a sua aspiração pelos pulmões, se o sangramento for muito volumoso. Portanto, o ato de levantar a cabeça ou deitar-se com a narina tampada por uma compressa de pepel higiênico, algodão ou gaze está errado. Isso não acelera a cicatrização e ainda pode levar o paciente a deglutir o ou aspirar sangue, principalmente no caso das crianças.

O modo correto de estacar um sangramento nasal é sentar-se, inclinar levemente o tronco e a cabeça para frente e com os dedos polegar e indicador apertar as narinas pelo lado do fora, de forma a tapar a saída de sangue. Mantenha o nariz apertado por pelo menos 5 minutos ininterruptos. Não fique tirando a pressão dos dedos a toda hora para ver se o sangramento ainda persiste. Compressas frias pelo lado de fora no nariz também podem ser usadas. Se após 5 minutos o sangramento persistir, repita a operação, agora mantendo a pressão por 10 a 15 minutos.

Após a cessação do sangramento, fique em repouso por pelo menos 1 hora. Não assoe o nariz e não faça esforço físico pelo resto do dia. Procure manter a cabeça acima do nível do coração (não deite nem ponha a cabeça entre as pernas) para reduzir a pressão sanguínea nos vasos do nariz.

Se após 20 minutos de compressão nasal o sangramento persistir, ou se houver hemorragia nasal, com sangramento for muito volumoso desde o início, procure ajuda médica.

Outros motivos para procurar ajuda médica devido a sangramentos nasais são:

– Epistaxe que surgem após traumas da cabeça.
– Epistaxes recorrentes, que vão e voltam ao longo do dia, por vários dias seguidos.
– Pacientes em uso de anticoagulantes que apresentam sangramento nasal devem procurar atendimento médico para avaliar a possibilidade de intoxicação pelos coagulantes.
– Se o paciente tiver sido submetido a algum procedimento cirúrgico na face recentemente.
– Sangramentos do nariz que surgem junto com febre e/ou dor de cabeça.

Tratamento médico do sangramento nasal

Quando o paciente se depara com uma das situações listadas acima, um tratamento mais especializado passa a ser necessário para o controle dos sangramentos nasais. Os tratamentos mais usados para o controle do sangramento são:

a) Cauterização química

A cauterização química é um processo no qual o médico usa substâncias químicas para “queimar” os vasos sangrantes e estancar a perda de sangue pelo nariz. Inicialmente, coloca-se na cavidade nasal um algodão embebido com anestésico local e uma substância vasoconstritora para diminuir o sangramento. Depois, usamos um algodão embebido com ácido tricloroacético ou nitrato de prata para cauterizar a região sangrante e seus arredores.

b) Cauterização elétrica

A cauterização elétrica é habitualmente utilizada quando a cauterização química não consegue estancar totalmente o sangramento nasal. É um procedimento mais doloroso que precisa ser feito com adequada anestesia local.

c) Cauterização endoscópica

Com o uso de endoscópio é possível visualizar diretamente os pontos sangrantes dentro do nariz. Ambas as formas de cauterização podem ser usadas (química ou elétrica). É uma forma mais efetiva de controlar os epistaxes mais posteriores.

d) Tampão nasal anterior

Se as técnicas de cauterização descritas acima falharem, o médico lançará mão dos tampões nasais para interromper a perda  e sangue pelo nariz. Os tampões são umas espumas sintéticas, feitas especialmente para absorver sangue e estancar sangramentos. Depois de implantados dentro da cavidade nasal, o tampão pode ser enchido com soro, de forma a se expandir e comprimir as paredes dos vasos com sangramento. O tampão costuma ser retirado após 48-72 horas.

e) Cirurgia

Se tudo falhar, a cirurgia para ligadura (geralmente por via endoscópica) ou embolização de artérias que nutrem a cavidade nasal é a alternativa que resta.

COMO TRATAR NARIZ ENTUPIDO

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A congestão nasal, chamada popularmente de nariz entupido ou nariz constipado, é um sintoma muito comum de diversas afecções do sistema respiratório superior.  O nariz entupido em si não é uma doença, mas sim uma manifestação clínica de alguma doença, geralmente rinite e/ou sinusite.

Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre nariz entupido:

  • O que é congestão nasal.
  • Causas de nariz entupido.
  • Tratamento do nariz entupido.
  • Como tratar o nariz entupido em bebês.
  • Nariz entupido na gravidez.

O que é congestão nasal

A sensação de nariz entupido surge sempre que a passagem de ar pela cavidade nasal encontra-se parcialmente ou totalmente obstruída.

Como a congestão nasal frequentemente vem acompanhada de coriza, muitas pessoas acham que a causa do entupimento do nariz é um excesso de muco produzido na cavidade nasal. Não é. O muco realmente atrapalha, tanto que quando assoamos ao nariz, há uma sensação de melhora temporária da congestão. Porém, o que diminui o espaço para a passagem do ar dentro da cavidade nasal é um edema (inchaço) das mucosas, causada por inflamação e ingurgitamento dos vasos sanguíneos desta região.

Nariz entupido

É importante salientar que a coriza é comum, mas nem sempre está presente nos casos de congestão nasal.

A constipação nasal na maioria dos casos não é um problema grave, mas costuma ser muito incômodo. O ato de respirar é, durante a maior parte do tempo, involuntário e inconsciente. Quando o nariz está entupido, a dificuldade do ar passar pela cavidade nasal faz com que a respiração perca essas duas características, deixando o paciente bastante incomodado. Ninguém fica à vontade tendo que respirar de forma consciente. Fora os sintomas que podem vir acompanhados da congestão nasal, principalmente nos casos de viroses respiratórias, como espirros, coceira nos olhos e nariz, tosse, cansaço, dor no corpo, etc.

A congestão nasal é geralmente um mecanismo de defesa das vias áreas. As congestão serve para reduzir o espaço para o fluxo do ar, diminuindo a passagem de estímulos nocivos para o restante das vias áreas.  A dilatação dos vasos sanguíneos da mucosa nasal também serve para aumentar o aporte de sangue e, consequentemente, de anticorpos e células imunológicas para a região, ajudando no combate dos germes invasores nas vias aéreas. O aumento da produção de muco, caracterizado pela presença da coriza, também  age como meio de defesa, servindo para “lavar” e umidificar  a cavidade nasal.

Causas de nariz entupido

Existem dezenas de causas para a congestão nasal. Em geral, as mais comuns acabam sendo derivadas de processos alérgicos ou infecciosos. Viroses respiratórias, como gripes e resfriados (leia: DIFERENÇAS ENTRE GRIPE E RESFRIADO), e rinite alérgica são as causas mais comuns (leia: RINITE ALÉRGICA | Sintomas e tratamento).

Entre as causas e estímulos que podem irritar a mucosa da cavidade nasal e causar congestão nasal, com ou sem coriza associada, podemos citar:

– Sinusite (leia: SINUSITE | Sintomas e tratamento).
– Ácaros.
– Poluentes atmosféricos (como fumaça de cigarro).
– Alergia alimentar (leia: ALERGIA ALIMENTAR | Alergia à comida).
– Odores intensos.
– Tempo seco.
– Alimentos picantes.
– Desvio de septo.
– Uso de cocaína inalatória (leia: COCAÍNA | CRACK | Efeitos e complicações).
– Presença de algum corpo estranho na cavidade nasal (como nos casos de crianças que põem grãos de arroz ou feijão dentro nariz).
– Uso abusivo de descongestionantes nasais.
– Adenoides muito grandes (leia: DIFERENÇAS ENTRE GRIPE E RESFRIADO).
– Pólipos nasais.
– Granulomatose de Wegener (leia: GRANULOMATOSE DE WEGENER).
– Estresse.

Tratamento do nariz entupido nos adultos e crianças mais velhas.

Para tratar adequadamente a congestão nasal, entender qual é a sua causa é importante. Às vezes, tratar apenas os sintomas não é suficiente, sendo necessário atacar a causa diretamente. Em outros casos , não há o que se fazer em relação à causa, sendo o tratamento sintomático a conduta mais importante.

Por exemplo, se a sua constipação nasal estiver sendo provocada por fumaças, cheiros fortes, alergia a pó, comidas picantes, pólipos nasais, corpo estranho, etc., é preciso afastar o paciente destes estímulos para se conseguir desentupir o nariz. Não adianta enchê-lo de remédios para congestão nasal ou tentar dezenas de tratamentos caseiros se o estímulo que está provocando os seus sintomas permanece atuando sobre a mucosa nasal. O que se conseguirá, no máximo, é alívio temporário do entupimento nasal.

Por outro lado, quando a congestão nasal está sendo provocada por uma virose respiratória, não há o que se fazer diretamente com a infecção. O ideal nestes casos é tentar amenizar os sintomas enquanto esperamos alguns dias até o vírus ser totalmente controlado pelo nosso sistema imunológico.

a. Tratamento caseiro para o nariz entupido

Em muitos casos, o tratamento da congestão nasal não requer remédios. Algumas medidas simples podem ajudar a melhorar os sintomas. Em geral, o tratamento caseiro se baseia no tripé: umedecer, lavar e diluir.

Para se obter resultados, sugerimos a lavagem frequente da cavidade nasal com soro fisiológico, a ingestão generosa de água para ajudar a diluir o muco e uso de umidificadores ou nebulizadores para evitar que o ar respirado fique ressecado. Banhos quentes demorados são uma opção para quem não tem um nebulizador em casa. Evite ficar em locais com aquecimento ou ar-condicionado, pois os mesmos ressecam muito o ar e as mucosas, causando irritação das mesmas e piora da congestão nasal. Nós não indicamos o uso de Vick Vaporub ou qualquer outra solução que contenha odores fortes.

Se a secreção está espessa ou amarelada, é importante lavar as cavidades com soro mais de uma vez por dia. O soro deve ser administrado por uma das narinas até que ele saia pela outra narina. Pelo menos 10 a 20 ml de soro devem ser utilizados. Já existem produtos nas farmácias desenvolvidos especificamente para facilitar essa lavagem das cavidades nasais.

Evite banhos de piscina durante as crises, pois o cloro contido na água pode irritar a mucosa nasal e perpetuar os sintomas.

À noite, use dois travesseiros ou qualquer outro método para manter a cabeça um pouco mais alta, facilitando a respiração. Cuidado apenas para não forçar o pescoço e acordar no dia seguinte com um grande torcicolo.

b. Tratamento com remédios para o nariz entupido

Quando os sintomas estão muito intensos, atrapalhando as atividades diárias e/ou o sono do paciente, alguns medicamentos podem ser usados. Os anti-histamínicos ajudam bastante, pois atacam também outros sintomas de virose e, como causam sonolência, ajudam o paciente a dormir melhor durante a noite.

Descongestionantes nasais podem ajudar em casos selecionados. Porém, é importante salientar que eles não devem ser usados por conta própria nem por mais de 3 dias seguidos, pois costumam causar um efeito rebote quando o seu tempo de ação acaba, fazendo com que o paciente, que já se sentia melhor, volte a ter o nariz entupido novamente. Algumas pessoas que abusam dos descongestionantes nasais tornam-se dependentes dos mesmos, desenvolvendo rinite crônica que só alivia com o uso constante destes remédios.

Nos pacientes com rinite ou sinusite frequente, o uso de corticoides em spray nasal, como a fluticasona, pode ajudar na prevenção de novos episódios futuros. Se você sofre constantemente com o nariz entupido, converse com o seu médico sobre essa opção.

Como tratar o nariz entupido em bebês

A congestão nasal costuma ser mais incômoda nos bebês que nos adultos pelo fato dos mesmos preferirem respirar pelo nariz, enquanto nós adultos conseguimos respirar pela boca sem maiores problemas. Outro agravante é o fato das vias nasais dos bebês possuírem um calibre bem pequeno, ficando obstruídas com muita facilidade. Para completar o quadro, bebês não sabem assoar, e, portanto, além de não compreendem o que está acontecendo, eles não conseguem o alívio temporário que o ato de assoar pode propiciar.

Para melhorar os sintomas do bebê, os tratamentos caseiros descritos acima podem ser usados, principalmente a lavagem das cavidades nasais. Se você estiver inseguro(a) quanto à maneira correta de lavar as narinas com soro fisiológico, peça para o seu pediatra lhe mostrar como se faz. Evitar ambientes seco e usar nebulizadores apenas com soro para umidificar o ar respirado são de grande ajuda. Quando usar umidificadores de ambiente, cuidado para não deixar o quarto do bebê excessivamente úmido.

Existem no mercado alguns aspiradores nasais de borracha que ajudam a retirar o muco. Porém, nem sempre é fácil utilizá-los, pois muitos bebês simplesmente não deixam que algo seja introduzido, mesmo que superficialmente, em suas narinas. Se o seu bebê permitir, eles são de grande ajuda.

Mantenha o bebê bem hidratado, oferecendo o peito com mais frequência. O movimento de sugar pode ajudar a mobilizar a secreções nas vias aéreas superiores.

Na hora de dormir, tente manter a cabeceira um pouco mais elevada, pois se o bebê ficar totalmente deitado a zero grau, ele irá ter dificuldade para dormir.

Não se indica o uso de remédios para desentupir o nariz em crianças pequenas.

Nariz entupido na gravidez

Por incrível que parece, a gravidez é uma causa comum de congestão nasal. Uma em cada 3 grávidas passa a gravidez tendo que lidar com o nariz constantemente entupido. Acredita-se que as variações hormonais e hemodinâmicas que o corpo da gestante sofre sejam a causa do aumento da circulação sanguínea na mucosa nasal, tornando-a mais túrgida e propensa a causar obstruções. Este problema é chamado rinite da gravidez.

Ao contrário da rinite provocada por alergias e viroses, a rinite da gravidez não apresenta outros sintomas, como espirros, coceira nos olhos, coceira no rosto, cansaço, etc.

O tratamento do nariz entupido na grávida é igual ao da população em geral, exceto pelo tratamento com remédios, que devem ser evitados ao máximo na gravidez.

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PÓLIPO NASAL

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O pólipo nasal é um pequeno tumor benigno que cresce dentro da cavidade nasal ou dos seios paranasais, geralmente como resultado de inflamações crônicas das vias aéreas.

Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre os pólipos nasais:

  • O que é um pólipo nasal.
  • Causas dos pólipos nasais.
  • Sintomas de pólipo nasal.
  • Tratamento do pólipo nasal.

O que é um pólipo nasal

O pólipo nasal é um tumor benigno que surge na mucosa da cavidade nasal e nada tem a ver com câncer.

Qualquer pessoa pode ter um ou mais pólipos nasais, mas eles são mais comuns em indivíduos com mais de 40 anos. Em crianças, esses pólipos são raros. Enquanto na população adulta a incidência de pólipos pode chegar aos 5%, nas crianças ele só é encontrado em cerca de 0,1%.

Os pólipos nasais podem se desenvolver em qualquer ponto do cavidade nasal ou dos seios paranasais. Eles geralmente estão associados a quadros de inflamação crônica das vias aéreas, como asma e rinite alérgica.

Pólipos nasais pequenos não costumam causar sintomas e passam despercebidos. Por outro lado, pólipos maiores ou vários pólipos nasais agrupados podem bloquear as passagens nasais e levar a problemas respiratórios, perda do olfato e infecções frequentes.

Causas de pólipos nasais

Não sabemos exatamente por que surgem os pólipos nasais. Acredita-se que haja uma relação entre predisposição genética e processos inflamatórios crônicos das vias aéreas.

Entre os fatores de risco conhecidos, podemos citar:

– História familiar de pólipos nasais.
– Rinite alérgica (leia: RINITE ALÉRGICA | Sintomas e tratamento).
– Asma (leia: SINTOMAS DA ASMA).
– Sinusite crônica (leia: SINUSITE).
– Alergia à aspirina (leia: INFORMAÇÕES SOBRE O AAS).
– Fibrose cística.
– Síndrome de Churg-Strauss.

É importante destacar que nem todos os pacientes com as doenças acima desenvolvem pólipos nasais. O paciente precisa ter alguma predisposição genética para que essas doenças sirvam como gatilho para o desenvolvimento de pólipos na cavidade nasal.

Há uma forte associação entre alergia à aspirina e a presença de pólipos nasais. Pacientes que são alérgicos à aspirina e apresentam quadros de rinite ou sinusite recorrentes devem investigar a presença de pólipos nasais. Do mesmo modo, pacientes com diagnóstico já confirmado de pólipos nasais devem evitar o consumo de aspirina.

Sintomas do pólipo nasal

Os sintomas do pólipo nasal dependem do seu tamanho ou número. Quando são grandes o suficiente para obstruir as vias nasais ou os seios nasais, os pólipos costuma causar um quadro de sinusite crônica. Entre os sintomas mais comuns, podemos citar:

– Coriza.
– Constipação nasal.
– Diminuição do olfato.
– Diminuição do paladar.
– Dor de cabeça ou na face (semelhante à que ocorre na sinusite).
– Dor nos dentes superiores.
– Sensação de peso ou pressão nos seios nasais.
– Coceira nos olhos.
– Roncos ao dormir.

A presença de pólipos além de poder causar sinusite crônica, facilita a ocorrência de infecções respiratórias. Os pólipos também podem causar crises de asma, apneia obstrutiva do sono e infecções do olhos.

O diagnóstico é habitualmente feito pelo médico otorrinolaringologista através da rinoscopia, uma espécie de endoscopia nasal. Em casos de dúvidas, uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética dos seios da face podem ser úteis.

Tratamento do pólipo nasal

O tratamento dos pólipos nasais costuma ser feito com corticoides em spray nasal, como a fluticasona, budesonida ou triancinolona. Estas drogas podem causar retração e, em alguns casos, até desaparecimento dos pólipos. Se os corticoides nasais não funcionarem, o otorrinolaringologista pode prescrever corticoides por via oral. Os corticoides em comprimido são mais efetivos, mas apresentam uma incidência maior de efeitos colaterais (leia:PREDNISONA E CORTICOIDES | efeitos colaterais). Anti-histamínicos também podem ser usados.

Antibióticos não agem diretamente nos pólipos, mas podem ser usados se houver infecção ativa das vias aéreas.

Cirurgia para pólipos nasais

Se o tratamento medicamentoso falhar, o seu otorrinolaringologista pode propor a remoção cirúrgica dos pólipos.

A cirurgia para retirada de pólipos nasais é chamada de polipectomia. Ela geralmente é realizada por via endoscópica, com anestesia local e tem duração menor que 1 hora. O tempo de recuperação é de 1 a 2 semanas. No pós-operatório, o paciente deve retornar frequentemente ao otorrino para realizar limpezas da cavidade nasal.

Os pólipos podem voltar a crescer, motivo pelo qual o uso de corticoides nasais é indicado após a cirurgia. Nos casos de recorrência, nova cirurgia pode ser necessária.

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