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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

TESTE DE GRAVIDEZ CASEIRO FUNCIONA?

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O relato mais antigo que nós conhecemos de um teste de gravidez caseiro vem do antigo Egito, no ano de 1350 a.C. Um teste descrito num papiro dizia que a mulher que suspeitava estar grávida deveria urinar em cima de sementes de trigo e cevada. Se o trigo florescesse, a mulher estava grávida de uma menina. Já se fosse a cevada a florescer, a gravidez era de um menino. Se nenhum dos dois crescesse, isso era um sinal de que a mulher não estava grávida.

Na década de 1960, uma época em que não existia a fartura de testes de gravidez cientificamente comprovados que temos hoje, um grupo de cientistas resolveu pôr à prova o teste descrito no antigo papiro. Por incrível que pareça, o estudo mostrou que o teste acertava a existência da gravidez em cerca de 70% dos casos, um percentual longe de ser brilhante, mas que com certeza mostrava algum êxito, que não poderia ser explicado apenas pelo acaso. Na época, a grande concentração de estrogênio na urina das grávidas acabou sendo a explicação para esse fato.

Esse relato é interessante, pois demonstra que os povos antigos já reconheciam (ou pelo menos imaginavam) o papel da urina no diagnóstico da gravidez. Também chama a atenção o fato de que mais de 3000 anos depois, ainda muita gente utiliza métodos caseiros, não baseados no método científico, para tentar diagnosticar uma gravidez.

Portanto, se um teste caseiro idealizado por povos tão antigos e com conhecimento científico tão primitivo pode apresentar algum grau de eficácia, qual será a real utilidade dos testes de gravidez caseiros tão propagados pela Internet?

Neste artigo vamos fazer uma crítica aos mais conhecidos testes de gravidez caseiros, incluindo o teste da água sanitária, da fervura, do cloro, do vinagre e da pasta de dente.

Testes de gravidez cientificamente comprovados

Se você é uma pessoa que procura informações apenas sobre testes de gravidez cuja confiabilidade é cientificamente comprovada, então nenhum dos testes caseiro que será descrito neste artigo serve pra você. Nenhum deles, absolutamente nenhum, é baseado em premissas científicas.

Antes de seguirmos com as explicações sobre os testes caseiros, vamos só relembrar quais são os testes de gravidez devidamente estudados e comprovados pela ciência.

O teste de gravidez mais confiável que existe é a dosagem do hormônio hCG no sangue. A taxa de acerto é próxima de 100% quando a mulher já está com pelo menos 1 dia de atraso menstrual. A sua grande desvantagem é o fato de ser um exame laboratorial que precisa de uma amostra de sangue.

Os testes de farmácia são mais simples que os teste de sangue, pois podem ser feitos em casa e precisam apenas de uma amostra de urina. A capacidade de identificar a presença do hCG é um pouco mais baixa que a dos exames de sangue, porém, ainda é bastante elevada. A taxa de acerto é altíssima se o teste for feito com pelo menos 5 dias de atraso menstrual. Atualmente, um teste de gravidez de farmácia custa algo em torno de 5 a 20 reais, dependendo da marca.

Se você quiser mais informações sobre os testes de gravidez sanguíneo e urinário, acesse os seguintes links para ler artigos exclusivos sobre o assunto:

Teste de gravidez da água sanitária (lixívia)

Como é feito o teste de gravidez da água sanitária:

O teste da água sanitária é simples, basta você misturar em um recipiente a urina da mulher com um pouco de água sanitária. Se a solução borbulhar ou mudar de cor, o teste é positivo e indica que você está grávida.

O teste supostamente se baseia na detecção indireta do hormônio hCG, que reagiria com a água sanitária provocando as alterações descritas acima.

Criticas ao teste de gravidez da água sanitária:

Quando fazemos uma rápida procura pelo Google à procura de informações sobre o teste caseiro da água sanitária, nos deparamos com um grave problema, que também está presente em quase todos os testes caseiros que iremos descrever: a completa falta de padronização e metodologia.

Repare que não há um recipiente adequado, dependendo da fonte, pode ser um copo de plástico, vidro, acrílico, cerâmica… Também não há concordância entre as quantidades de urina e de água sanitária. A concentração mais adequada da água sanitária não é descrita e ninguém diz também a partir de que momento (quantos dias de menstruação atrasada, por exemplo) o teste deve ser feito.

Essa falta de metodologia por si só seria suficiente para tornar o teste pouco confiável. Quem já teve algum contato com trabalho laboratorial sabe que uma pequena alteração na concentração de um reagente pode ser suficiente para alterar completamente um resultado.

Mas há um problema ainda mais grave com esse teste. A urina é rica em ureia e possui quantidades variáveis de amônia. A reação destas substâncias ao contato com o hipoclorito de sódio (água sanitária) é muito conhecida. As borbulhas são geradas pela produção de cloramina e gás clorino. Além da reação nada ter a ver com o hormônio hCG da gravidez, ambas substâncias são bastante tóxicas se inaladas. Em alguns casos, a quantidade de gás tóxico produzida por ser relevante, provocando uma grande reação e um odor extremamente desagradável.

O teste parece dar positivo para algumas pessoas e negativo para outras, estando elas grávidas ou não, exatamente pela ausência de padronização. Quantidades e concentrações diferentes de água sanitária, aliadas a quantidades e concentrações diferentes de urina podem gerar reações mais ou menos intensas. O teste pode ser positivo tanto em homens como em mulheres.

Veredito:

O teste de gravidez da água sanitária não só não funciona, como ainda pode gerar gases e vapores tóxicos.

Teste de gravidez do cloro

Como é feito o teste de gravidez do cloro:

O teste do cloro consiste em misturar dentro de um recipiente a urina da mulher com cloro. Se a solução borbulhar ou mudar de cor, o teste é positivo e indica que você está grávida.

Criticas ao teste de gravidez do cloro:

Na verdade, o teste do cloro é apenas uma variação do teste da água sanitária, uma vez que ambas substâncias contém o elemento químico cloro como principal componente. Assim como ocorre com a água sanitária, as substâncias naturais da urina reagem com o cloro e produzem gases tóxicos, como a tricloramina e o cloreto de cianogênio. A mudança de cor e a produção de espuma são resultados dessa reação. Não tem nada a ver com a presença do hormônio hCG na urina.

Só como curiosidade, você sabe por que em algumas piscinas sentimos um forte cheiro de cloro e nossos olhos ardem e ficam vermelhos? Não é porque essas piscinas tem cloro em excesso, mas sim porque elas estão contaminadas com grande quantidade de urina e suor. O odor forte de cloro e os olhos irritados ocorrem pelas substâncias tóxicas produzidas pela mistura de urina e do suor com o cloro da piscina.

Veredito:

O teste de gravidez do cloro não só não funciona, como ainda pode gerar gases e vapores tóxicos.

Teste de gravidez da pasta de dente

Como é feito o teste de gravidez do creme dental:

Em um copo transparente, você deve misturar urina com uma pequena quantidade de pasta de dente branca (não serve colorida). Se após 2 minutos a pasta branca torna-se azulada ou começar a espumar, o teste é positivo.

Críticas ao teste de gravidez da pasta de dente:

O teste da pasta de dente parece ser um pouquinho mais padronizado que o da água sanitária, ainda assim discrepâncias entre a quantidade de creme dental e urina são facilmente encontradas.

O teste não funciona. A mudança de cor não ocorre na maioria dos casos, mesmo quando a mulher está gravida. Já a formação de espuma é comum e ocorre até com a urina de homens. A espuma é uma reação da acidez da urina com a pasta de dente alcalina. Alguns cremes dentais também possuem lauril eter sulfato, substância que facilita a formação de espuma. Quanto mais alcalina for a pasta e mais ácida for a urina, maior é a chance de reações.

Veredito:

O teste de gravidez da pasta de dente não funciona. Resultados positivos e negativos ocorrem aleatoriamente, de acordo com a composição da pasta e a acidez da urina.

Teste de gravidez da fervura da urina

Como é feito o teste da fervura da urina:

O teste da fervura consiste em utilizar um recipiente de alumínio para ferver a urina.  Se a urina ferver como leite, criando um sobrenadante, o teste é positivo. Se ferver como água, o teste é negativo.

Criticas ao teste da fervura da urina:

A urina é um líquido rico em diversas substâncias, ao contrário da água, que é basicamente água e quantidades mínimas de alguns sais minerais. As substâncias presentes na urina têm pontos de ebulição distintos, diferentemente da água pura, que ferve de forma homogênea. É esperado que as características da fervura sejam mesmo diferentes. A sua urina só ira ferver de forma parecida com a água se ela estiver muito diluída. Para isso, você precisa beber muita água ao longo do dia.

Portanto, o teste da fervura vai dar positivo para a maioria das pessoas, mesmo mulheres não grávidas e homens.

Veredito:

O teste da fervura não funciona e dá positivo na maioria dos casos.

Teste de gravidez do vinagre

Como é feito o teste do vinagre:

O teste do vinagre é feito misturando urina e vinagre em um recipiente transparente. Se a solução mudar de cor ou espumar, o teste é positivo. Se não mudar de cor, é negativo.

Criticas ao teste do vinagre:

O vinagre é comporto por ácido acético, que é um ácido fraco. A urina também é uma substância levemente ácida. Em geral, a mistura das duas substâncias não provoca reação nenhuma, exceto pela mudança de cor, que se dá mais porque o vinagre tem coloração ou tonalidade diferente da urina. Aliás, esse é um dos problemas do teste, não há uma padronização do tipo de vinagre a ser utilizado.

Em algumas situações clínicas, a urina pode ser tornar alcalina, o que favoreceria a ocorrência de reações com o ácido acético. Mas isso nada tem a ver com a presença ou não do hormônio hCG na urina.

Veredito:

O teste do vinagre não funciona.

Conclusão sobre os testes de gravidez caseiros

Nós escolhemos 5 testes como exemplo, mas na Internet existem dezenas deles. Há ainda o teste da agulha, teste da Coca Cola, teste do Pinho Sol, teste da pimenta, etc. Não é preciso falar de um por um, pois todos são falaciosos e não seguem o método científico.

A verdade é que a urina da grávida nos primeiros dias de gravidez é basicamente igual à urina da mulher não grávida. A diferença está na presença do hormônio hCG, que encontra-se em concentrações baixíssimas nos primeiros dias. Mesmo que esses testes tivessem alguma base científica por trás, dificilmente eles seriam capazes de detectar quantidades tão pequenas do hormônio hCG.

O teste de sangue, que é o teste de gravidez mais sensível de todos, utiliza técnicas laboratoriais moderníssimas, desenvolvidas ao longo de décadas. Por isso, ele é capaz de identificar concentrações mínimas de hCG circulando no sangue materno.

Se você suspeita que possa estar grávida, mas não quer ir a um laboratório colher sangue, compre um teste de gravidez de farmácia. Eles são baratos, confiáveis e fornecem o resultado em poucos minutos. Não adianta ficar sujando panela ou copos com urina, nem gastando os produtos químicos que você tem casa. Nenhum deles funciona e, como vimos, podem até fazer mal, por liberarem vapores tóxicos.

MENSTRUAÇÃO NA GRAVIDEZ É POSSÍVEL?

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\"Menstruação
Menstruação e gravidez são dois eventos completamente incompatíveis entre si. Quem está grávida não menstrua, e quem está menstruada não pode estar grávida. Não há exceções.

No entanto, é importante deixar claro que afirmar que as mulheres grávidas não podem menstruar não é a mesma coisa que dizer que as mulheres grávidas não podem ter episódios frequentes de sangramento vaginal durante a sua gestação. A questão é que esses sangramentos podem ter várias causas, mas, com certeza, a menstruação nunca será uma delas.

Se você tem alguma desconfiança de que a afirmação acima não está correta, e não só acha que é plenamente possível uma gestante menstruar, como ainda é capaz de citar casos pessoais nos quais essa situação tenha ocorrido, sugiro que leia esse texto com atenção, pois ele irá sanar todas as suas dúvidas.

Para que você possa entender o motivo da total incompatibilidade entre a gravidez e a menstruação, precisamos primeiro explicar o que é a menstruação e como ela ocorre. Neste artigo vamos falar do ciclo menstrual de forma resumida, se você deseja informações mais detalhadas, não deixe de ler também o seguinte texto: CICLO MENSTRUAL | Como ocorre a menstruação.

O que é a menstruação?

A camada mais superficial da parede do útero chama-se endométrio. A cada ciclo menstrual, o endométrio se prepara para receber um possível embrião. Esse processo se dá através da proliferação das células do endométrio e do desenvolvimento de vasos sanguíneos, que serão responsáveis pelo fornecimento de fluidos e nutrientes para o futuro feto. A preparação do útero para a gravidez ocorre todo mês e inicia-se no primeiro dia do ciclo menstrual, sendo primeiramente estimulado pelo hormônio estrogênio e posteriormente pelo hormônio progesterona.

Se fizermos um ultrassom nos primeiros dias do ciclo menstrual vamos ver um endométrio fino, com uma camada única, com menos de 0,4 cm de espessura e pobre em vasos sanguíneos. Conforme passam-se os dias, a estimulação hormonal faz com que as células do endométrio se proliferem e novos vaso sanguíneos sejam criados. Na fase final do ciclo, o endométrio torna-se espesso, com 3 camadas, viscoso, rico em vasos sanguíneos e com cerca de 1,5 cm de espessura, que é quase 4 vezes mais espesso que no início do ciclo.

Após a ovulação, se o óvulo não for fecundado em cerca de 24 horas, ele se degenera e o estímulo para a produção de estrogênio e progesterona acaba. Como já não há mais possibilidade de surgir uma gravidez neste ciclo, não há porque o organismo manter a preparação do útero para a implantação de um embrião. Sem a presença dos hormônios estrogênio e progesterona, a espessa parede do endométrio perde o seu estimulo para se proliferar e o suprimento de sangue é subitamente cortado. Como efeito, a parede do endométrio começa a desabar, levando consigo tecido endometrial, muco, água e sangue.

A menstruação, então, nada mais é que o descolamento de parte expressiva da parede interna do útero, que ao longo do ciclo menstrual se preparou para receber um embrião que nunca foi gerado.

Portanto, para que exista a menstruação, a mulher precisa passar por 2 fases:

1- Produzir estrogênio em ritmo crescente, de forma a induzir a ovulação e proliferar o endométrio.
2- Ovular e não ser fecundada, pois a ausência da fecundação e a degeneração do óvulo é que provoca o fim do estímulo hormonal, que, por sua vez, leva ao desabamento da parece uterina.

Obs: quando a mulher usa pílula anticoncepcional, ela utiliza hormônios para enganar o sistema reprodutor, fazendo com que o endométrio se prolifere, sem, porém, induzir a ovulação. Quando a pílula é interrompida, o endométrio desaba e a paciente menstrua.

Por que a menstruação não ocorre durante a gravidez?

Quando o óvulo é fecundado, em vez dos níveis de estrogênio e progesterona caírem rapidamente, tal como ocorre quando o óvulo não fecundado degenera, eles fazem o oposto, elevam-se, mantendo o endométrio espesso e apto para receber o embrião. Esse é o primeiro ponto, se a mulher menstruasse após a fecundação, o endométrio estaria descamado e não teria condições de receber nem manter viável o embrião que acabou de chegar.

O segundo ponto é que, uma vez que o embrião tenha se implantado e esteja a se desenvolver adequadamente no endométrio, um novo hormônio começa a ser produzido: a gonadotrofina coriônica humana, também conhecida pelo acrônimo hCG. Um dos vários papeis do hCG é avisar ao organismo materno que há um bebê em desenvolvimento. Isso significa, entre outras coisas, que o ovário é ?orientado? a não mais maturar óvulos todo mês, o que, na prática, faz com que a mulher não ovule durante todo o período em que estiver grávida.

Portanto, como um dos requisitos básicos para haver menstruação é a ovulação, se a mulher não ovula nem tem as flutuações hormonais de estrogênio e progesterona que ocorrem ao longo do ciclo menstrual, ela não apresenta os estímulos necessários para que possa menstruar todo o mês.

Mas o principal motivo da incompatibilidade da gravidez com a menstruação é muito mais simples do que os mecanismos hormonais descritos acima. Pense bem, se o embrião está fixado à parede do endométrio e é dele que a placenta recebe o sangue necessário para o seu desenvolvimento, caso a mulher menstruasse, ou seja, caso a parede do endométrio desabasse, como o embrião poderia permanecer inserido no útero? Não poderia. Assim como é impossível que um quadro permaneça pendurado a uma parede que tenha sido derrubada, um embrião não consegue permanecer fixado ao útero, caso a parede deste útero tenha sido arruinada.

Resumindo, a mulher grávida não tem nenhum dos estímulos necessários para que a menstruação ocorra, mas, mesmo que tivesse, isso significaria o término imediato da gravidez, pois, assim que ela menstruasse, o embrião seria expelido junto com o tecido endometrial que desabou.

Alguns de vocês devem estar pensando: mas eu conheço mulheres que sangravam durante a gravidez, como isso é possível?

Como já referido na introdução do texto, nem todo sangramento vaginal é menstruação. Existem diversas causas para sangramento na gestante, mas nenhuma delas é a menstruação.

Causas de sangramento vaginal na gravidez

Já falamos sobre as causas de sangramento na gravidez em um artigo à parte, que pode ser acessado através do seguinte link: SANGRAMENTO NA GRAVIDEZ.

Aqui, portanto, vamos apenas explicar de forma resumida os motivos pelo qual algumas mulheres apresentam sangramento vaginal durante a gestação.

São diversas as causas de sangramento durante a gravidez, sendo que até 1 em cada 5 grávidas apresenta, pelo menos, um episódio de sangramento vaginal nas 12 primeiras semanas de gestação. Algumas dessas causas são inocentes, mas outras podem indicar problemas graves na gravidez, tais como risco de abortamento ou gravidez ectópica (leia: GRAVIDEZ ECTÓPICA | Sintomas e tratamento).

Entre as causas benignas de sangramento na gravidez está o chamado sangramento de implantação, que é uma discreta perda sanguínea que pode surgir quando o embrião se implanta na parede do endométrio. Esse sangramento, apesar de ter um aspecto bem diferente da menstruação, é frequentemente confundido com o período, pois ele costuma ocorrer ao redor da 4ª semana do ciclo menstrual, época em que a mulher está à espera da sua menstruação.

Sangramentos sem relevância clínica podem ocorrer também após um exame ginecológico ou mesmo após relações sexuais. Esses sangramentos ocorrem porque a vagina e o colo do útero encontram-se mais sensíveis, com alterações nos seus tecidos e com maior aporte de sangue durante a gravidez. Mulheres com pólipos ou miomas uterinos também podem ter episódios de sangramento vaginal ao longo da gestação (leia: O QUE É UM MIOMA UTERINO).

Entrando na área das doenças, as infecções ginecológicas, tais como gonorreia, herpes, clamídia, candidíase ou outras formas de vaginite, podem deixar a mucosa vaginal irritada, facilitando a ocorrência de sangramentos.

A partir da 20ª semana de gestação, a placenta prévia (implantação da placenta à frente do orifício de saída do útero) ou descolamento prematuro da placenta (quando a placenta solta-se do útero antes da hora do parto) são causas comuns e preocupantes de sangramento vaginal.

Independentemente da causa, todo sangramento durante a gravidez deve ser prontamente avaliado pelo obstetra. Como já referido, não existe menstruação durante a gravidez. Se você está grávida e está a perder sangue pela vagina, mesmo em pequena quantidade, não assuma que está tudo bem. Entre em contato com o seu médico e deixe que ele decida se o sangramento é ou não preocupante.

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CANDIDÍASE VAGINAL – Causas, sintomas e tratamento

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A candidíase vaginal, também chamada de monilíase vaginal, é uma infecção ginecológica provocada pelo fungo Candida albicans. Essa micose é tão comum que 3 em cada 4 mulheres terão pelo menos um episódio de candidíase vaginal ao longo da vida.

A Candida albicans provoca um quadro de inflamação na vagina e na vulva (parte exterior da vagina), motivo pelo qual ela também é conhecida como vulvovaginite por Candida. A inflação genital da candidíase caracteriza-se pelos sinais e sintomas de vermelhidão local, intensa coceira e corrimento vaginal.

A candidíase vaginal pode ser facilmente tratada com mendicamentos antifúngicos, mas algumas mulheres que têm episódios recorrentes de candidíase podem precisar de tratamento prolongado para conseguirem se livrar da infecção.

Neste artigo, vamos explicar o que é a candidíase vaginal, quais são as suas causas, sintomas e tratamento.

Vamos falar também dos casos de candidíase recorrente, que podem ser difíceis de serem eliminados.

Se você procura informação sobre a candidíase no homem, acesse o seguinte link: CANDIDÍASE NO HOMEM ? Causas, sintomas e tratamento.
Se está à procura de uma artigo sobre candidíase oral (sapinho), acesse o seguinte link: SAPINHO NA BOCA | Candidíase oral.
Se quiser ler sobre infecções pela Candida em geral, não só de origem ginecológica, acesse: CANDIDÍASE ? Sintomas, Causas e Tratamento.

Como surge a candidíase vaginal?

Conforme explicado na introdução do artigo, a candidíase vaginal é uma infecção da vagina e da vulva causada pelo fungo do gênero Candida. Dentre todas as espécies de Candida, a Candida albicans é a mais comum, sendo responsável por até 90% dos casos. A candidíase vulvovaginal também pode ser causada pelas espécies Candida glabrata ou Candida parapsilosis, mas esses casos são incomuns e tendem a ter um quadro clínico mais brandos.

A Candida é um fungo que existe naturalmente na nossa flora biológica, estando presente na boca e no sistema digestivo de até 50 a 80% das pessoas, dependendo da população estudada. Em situações normais, o nosso sistema imunológico e a presença dos outros microrganismos da nossa flora natural impedem que a Candida se multiplique exageradamente, mantendo sua população sob controle. Portanto, estar colonizado pelo fungo Candida não é sinônimo de ter uma infecção por Candida. A Candida é apenas um ente os milhões de germes que fazem parte da nossa flora natural de microrganismos.

Isso significa que a Candida é um germe oportunista, ou seja, um micróbio que pode viver inocentemente em nosso corpo sem causar doenças, mas que, ao menor sinal de fraqueza do nosso sistema imunológico ou distúrbio na nossa flora natural de germes, pode multiplicar-se e passar a provocar infecções.

Entre 20 a 50% das mulheres têm a sua vagina colonizada pelo fungo Candida sem que isso, porém, signifique haver uma infecção pela Candida. Essas mulheres são completamente assintomáticas, pois o pH ácido da vagina, o sistema imunológico e a presença da flora bacteriana vaginal impedem que a Candida consiga se multiplicar. A candidíase vaginal só surge se houver algum distúrbio em pelo menos um desses três fatores de proteção citados.

Como se pega candidíase vaginal?

A pergunta acima é muito comum, mas ela é conceitualmente errada, pois, na maioria dos casos, não se pega candidíase de ninguém; a candidíase surge porque a Candida albicans, que já existia no seu organismo, encontrou formas de ultrapassar as defesas do nosso corpo e conseguiu multiplicar-se de forma descontrolada.

Habitualmente, a Candida albicans que coloniza a vagina das mulheres tem sua origem na região perianal. A Candida que existe no trato gastrointestinal e coloniza a região perianal pode migrar pelo períneo, alcançar a vagina e se estabelecer nessa nova região. Uma forma comum disso ocorrer é através da limpeza incorreta do ânus após a evacuação. Se a mulher se limpa de trás para a frente, ela acaba trazendo germes da região perianal em duração à vagina. Isso favorece não só a colonização vaginal pela Candida, como também a ocorrência de infecção urinária por bactérias do trato gastrointestinal (leia: CAUSAS E PREVENÇÃO DA INFECÇÃO URINÁRIA).

Eventualmente, a Candida albicans pode ser transmitida de uma pessoa para outra. Como a boca e trato gastrointestinal são os habitats mais comuns da Candida no nosso organismo, o sexo oral e o sexo anal são possíveis fontes de transmissão. O sexo vaginal também pode ser uma forma de transmissão, caso o pênis do parceiro ou a vagina da parceira estejam colonizados.

Cabe aqui uma ressalva, a transmissão da Candida por via sexual não necessariamente indica que a mulher irá desenvolver candidíase. A Candida recém adquirida vai ter de enfrentar os mesmos fatores de defesa que uma Candida do próprio organismo precisa enfrentar. Como já vimos, ter o fungo Candida albicans não é sinônimo de ter infecção pelo fungo Candida albicans. Portanto, apesar da Candida poder ser transmitida pela via sexual, a candidíase em si não é considerada uma doença sexualmente transmissível, pois a grande maioria dos casos de candidíase vaginal não tem relação com o ato sexual. O número de parceiros que uma mulher tem na vida não interfere no risco dela desenvolver candidíase, e mulheres que praticam o celibato podem desenvolver vulvovaginite pela Candida albicans.

Fatores de risco para candidíase vaginal

Em geral, a Candida albicans prolifera-se nas seguintes situações: redução da acidez vaginal (aumento do pH vaginal), alterações na flora microbiana da vagina, alterações hormonais ou fraqueza do sistema imunológico.

Vários fatores de risco para candidíase vulvovaginal já são bem conhecidos, sendo os mais importantes:

  • Diabetes Mellitus – mulheres diabéticas, principalmente aquelas com glicemia cronicamente mal controlada, são indivíduos particularmente propensos a desenvolver vulvovaginite por Candida (leia: PRIMEIROS SINTOMAS DO DIABETES).
  • Uso recente de antibióticos – cerca de 25 a 30% das mulheres que precisam fazer  um curso de antibióticos de largo espectro acabam desenvolvendo um episódio de candidíase vaginal. Isso ocorre porque os antibióticos agem contra as bactérias naturais da flora vaginal, mas são inertes contra os fungos.
  • Alterações hormonais – níveis muito elevados ou muito baixos de estrogênio interferem no meio vaginal e aumentam o risco de candidíase. Isso explica porque situações como gravidez, reposição hormonal, menopausa, uso de anticoncepcionais hormonais e até o período ovulatório podem facilitar o aparecimento da vulvovaginite por Candida.
  • Imunossupressão – mulheres imunossuprimidas, seja por doenças, como o HIV, ou por uso de drogas imunossupressoras, apresentam maior risco de desenvolverem candidíase.

Situações de risco ainda não comprovadas

Os fatores de risco listados acima são aqueles que comprovadamente influenciam no risco da mulher desenvolver uma candidíase. Há muitos outros, mas estes não apresentam resultados consistentes nos estudos clínicos realizados. Portanto, é possível, mas não é definitivamente correto que afirmar que os seguintes fatores aumentam o risco de candidíase:

Como esses possíveis fatores de risco, apesar de não serem comprovados, podem ser evitados, faz sentido que as mulheres que apresentam candidíase recorrente tentem se resguardar. No entanto, quem nunca teve candidíase vulvovaginal ou teve somente um ou dois episódios ao longo de vários anos não precisa se preocupar com esses possíveis fatores de risco, pois eles não são assim tão relevantes.

Candidíase vaginal recorrente

Cerca de 5% das mulheres têm candidíase vaginal recorrente, que se caracteriza pela ocorrência de mais de 4 episódios de candidíase por ano. As recorrência habitualmente ocorrem pela falta de eficácia no tratamento de uma infecção anterior, o que permite que a mesma cepa de candidíase volte a crescer após algum tempo. Raramente, a recorrência da candidíase se dá por uma nova infecção, provocada por uma cepa diferente de Candida albicans.

Estudos sugerem que as mulheres que apresentam candidíase vaginal recorrente podem ser geneticamente mais susceptíveis à infecção pela Candida albicans, por alterações no sistema de defesa da região vaginal.

Sintomas da candidíase vaginal

Prurido vulvar (coceira vaginal) é o sintoma mais importante da candidíase. Ardência ou dor na região vaginal também são comuns e podem ser acompanhadas por disúria (dor ao urinar) ou dispareunia (dor durante o ato sexual).

Outros sinais frequentes são a vermelhidão na região da vulva e o corrimento vaginal. O corrimento da candidíase vaginal é habitualmente leitoso, ou tipo queijo cottage, e sem odor.

Os sintomas da candidíase podem se agravar nos dias que antecedem a descida da menstruação.

Diagnóstico da candidíase vaginal

Nenhum dos sintomas descritos acima é exclusivo da vulvovaginite pela Candida. Várias infecções ginecológicas, tais como a tricomoníase e vaginose bacteriana, podem causar sintomas semelhantes. Na verdade, de todas as mulheres que procuram o ginecologista com queixa de coceira vaginal, menos de 50% têm candidíase. A maioria apresenta outras causas de infecção ginecológica.

Portanto, o diagnóstico da candidíase vulvovaginal só pode ser estabelecido com certeza através da avaliação laboratorial do corrimento. Para tal, o ginecologista precisa realizar um exame ginecológico no qual ele utiliza uma espécie de cotonete para colher material da parede da vagina. Esse material é enviado para o laboratório, para que o germe causador da vaginite possa ser identificado.

Tratamento da candidíase vaginal

Os casos mais simples de candidíase vulvovaginal podem ser tratados com cremes de aplicação vaginal, entre eles o cotrimazol, nistatina e miconazol. Outra opção é o fluconazol comprimido de 150 mg em dose única (leia: FLUCONAZOL – Tratamento para candidíase e outras micoses). Ambas formas de tratamento têm taxas de sucesso acima de 90%, mas a posologia por via oral é mais confortável por ser simples e curta, sendo atualmente a forma mais utilizada.

Nos casos de candidíase recorrente, o tratamento é habitualmente feito com fluconazol por via oral por até 6 semanas.

Se você quiser saber mais detalhes sobre o tratamento da candidíase vaginal, temos um artigo exclusivo sobre o assunto: TRATAMENTO PARA CANDIDÍASE VAGINAL.

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QUANDO FAZER O TESTE DE GRAVIDEZ?

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Com quantos dias de gravidez eu já posso fazer o teste de gravidez? Quantos dias depois da concepção o teste de gravidez torna-se positivo? É realmente necessário esperar pelo atraso menstrual? Posso fazer os testes caseiros antes de realizar o teste de farmácia?

Temos vários artigos sobre gravidez e diagnóstico de gravidez no nosso site, mas nenhum deles foca o momento correto de se fazer o teste de gravidez. As perguntas listadas acima têm sido feitas com alguma frequência pelas nossas leitoras, motivo pelo qual resolvemos escrever um artigo exclusivo sobre quando fazer o teste de gravidez. Neste artigo nós vamos explicar quantos dias de gravidez são necessários para que o resultado do teste de gravidez torne-se confiável.

Afinal, se a mulher já está grávida, por que os testes dão negativos nos primeiros dias e gestação?

Quanto tempo devo esperar para fazer o teste de gravidez?

Não existe uma resposta única para essa pergunta, pois isso depende do tamanho do ciclo menstrual da mulher e do momento que ocorreu a fecundação. Porém, como a maioria das mulheres tem um ciclo com mais ou menos 28 dias, umas com alguns dias a mais, outras com alguns dias a menos, o momento em que o teste de gravidez torna-se positivo não varia muito na maioria dos casos.

Todos os testes de gravidez utilizam o hormônio beta hCG como forma de diagnosticar uma gravidez em curso. Isso faz sentido, pois esse hormônio começa a ser produzido pelas células do embrião nos primeiros dias após a concepção (leia: ENTENDA O SEU BETA HCG).

Em geral, recomenda-se fazer o teste somente após a menstruação ter atrasado, pois é mais ou menos nessa época que os níveis de beta hCG tornam-se altos o suficiente para serem detectados pelos testes de gravidez.

Por que é necessário esperar a menstruação ter atrasado para fazer o teste de gravidez?

O atraso menstrual em si nada tem a ver com os níveis de Beta hCG. É apenas uma coincidência que, na maioria das mulheres, os níveis de beta hCG só tornem-se suficientemente elevados para serem detectados ao redor do fim do ciclo menstrual, ou seja, na época que a menstruação deveria aparecer. Vamos explicar com mais detalhes.

A ovulação costuma ocorrer no meio do ciclo menstrual. Isso significa que a maioria das mulheres ovula mais ou menos 14 dias antes do fim do ciclo. Como o tempo de vida do óvulo é de apenas 24 horas, ele precisa ser fecundado neste curto intervalo de tempo, caso contrário, não há como ocorrer uma gravidez. Logo, quando a mulher engravida, o óvulo é fecundado cerca de 14 dias antes da data prevista para a próxima menstrual descer.

Uma vez fecundado, o zigoto (produto da fecundação do óvulo pelo espermatozoide) migra das trompas em direção ao útero. Essa migração demora de 6 a 12 dias. Durante esse tempo o zigoto se transforma em embrião e desenvolve o trofoblasto, um grupo de células que irão dar origem à placenta. É o trofoblasto quem produz o hormônio hCG. Essa produção, porém, só inicia-se quando o embrião implanta-se na parede do útero (leia: Sintomas da Gravidez nas Primeiras 12 Semanas).

Portanto, na melhor das hipóteses, o hormônio hCG começa a ser produzido 6 dias depois da fecundação; na pior das hipóteses, 12 dias depois da fecundação. Só por essa explicação já dá para entender por que não adianta fazer o teste de gravidez poucos dias depois de ter tido uma relação sexual desprotegida. Se ainda não foi iniciada a produção do hCG pelo embrião, não há como nenhum teste de gravidez dar positivo.

Após o início da produção do hCG, são necessários alguns dias para que ele alcance uma concentração sanguínea suficiente para que possa ser detectado pelos exames de sangue mais sensíveis. Isso significa que mesmo na melhor das hipóteses, que é uma implantação do embrião no útero ao redor do 6º dia após a concepção, são necessários mais uns 2 a 4 dias para que tenhamos quantidades relevantes de hCG no sangue. Consequentemente, na melhor das hipóteses, o hCG só torna-se detectável de 4 a 6 dias antes da menstruação descer. Na maioria dos casos, porém, o embrião não implanta-se tão cedo, e a época que o hCG torna-se detectável é apenas 1 ou 2 dias antes da data esperada para próxima menstruação. E não podemos esquecer que existem os casos de implantação tardia, o que faz com que o hCG só torne-se positivo depois do atraso menstrual.

Qual teste de gravidez torna-se positivo primeiro?

Existem apenas 2 tipos de testes de gravidez confiáveis: a dosagem do beta hCG no sangue e os testes de farmácia que detectam a presença do hCG na urina (leia: TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA). O teste mais confiável é com certeza a dosagem sanguínea do hCG. Esse exame é tão mais confiável, que mesmo que você tenha um teste de farmácia positivo, é indicado fazer o exame de sangue para confirmar o resultado.

Os testes de sangue conseguem detectar o beta hCG com concentrações até 20 menores que os testes de urina. Além disso, para que o beta hCG apareça na urina, é preciso antes que o hCG no sangue esteja em concentrações relevantes. Por isso, o teste de sangue torna-se positivo alguns dias antes do teste de urina, podendo estar positivo mesmo antes do atraso menstrual.

Contudo, como o teste de farmácia é muito mais simples de ser feito, fornece um resultado de forma quase que instantânea, não requer picadas com agulha e é capaz de detectar o beta hCH apenas poucos dias depois do teste de sangue, ele acaba sendo a opção mais simples para quem quer saber se está grávida ou não.

Se você quiser saber a forma de fazer o teste de gravidez em marcas específicas, como os testes Clearblue, Confirme, Gravtest Easy, Materntest tira test, Baby Sure e outros, leia: COMO FAZER OS TESTES DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA.

Quando o resultado do teste de gravidez é realmente confiável?

As causas de teste de gravidez falso positivo, ou seja, um teste dar positivo em uma mulher que não está grávida, são raras. Portanto, em princípio, se um teste de gravidez, seja de urina ou sangue, der positivo, devemos acreditar que a mulher esteja realmente grávida.

Em contrapartida, um teste de gravidez falso negativo, ou seja, um teste dar negativo em uma mulher grávida, é relativamente comum, principalmente se o teste estiver sendo feito antes do atraso menstrual. Nestes casos, o teste dá negativo não é porque a mulher não está grávida, mas sim porque o nível de hCG produzidos pelo embrião ainda está tão baixo, que os exames não conseguem detectá-lo. Falsos negativos são mais comuns nos exames de urina do que nos exames de sangue.

Os testes de gravidez sanguíneos costumam ficar positivos entre o 8º e o 13º dia após a concepção (isto é, 1 a 6 dias antes do atraso menstrual). A partir do primeiro dia de atraso menstrual, a chance do teste de gravidez de sangue dar positivo é de 99%. Se a sua menstruação está atrasada um dia e o teste de sangue deu negativo, a chance de você estar grávida é muito baixa. Se por acaso você estiver com sintomas de gravidez e não se convencer que não está grávida, o teste pode ser repetido após 5 dias (leia: 20 PRIMEIROS SINTOMAS DE GRAVIDEZ). Às vezes, a mulher erra o cálculo do seu ciclo e acaba achando que a menstruação está atrasada quando ainda não está. Isso é comum em mulheres com ciclos muito irregulares. Nestes casos, o teste de sangue realmente pode dar falso negativo.

Já o teste de gravidez de farmácia não é tão simples de ser interpretado. Existem dezenas de marcas diferentes, algumas delas com maior sensibilidade que outras para detectar o beta hCG. Algumas marcas conseguem detectar o beta hCG com 1 dia de atraso menstrual em 97% das mulheres grávidas, mas há outras cuja a sensibilidade é só de 54%, ou seja, 46% das grávidas terão um falso negativo. Portanto, para que um teste de gravidez de farmácia seja realmente confiável, o ideal é só fazê-lo com 5 dias de atraso menstrual. O teste de farmácia pode até ser feito após 1 dia de atraso, mas se ele vier negativo, é preciso repeti-lo após 1 semana, pois a chance de ser um falso negativo não é baixa.

O teste de gravidez caseiro pode ser feito antes dos testes de farmácia ou de sangue?

Conforme nós explicamos detalhadamente no artigo: Teste de Gravidez Caseiro ? Mito ou Verdade?, os testes de gravidez feitos em casa, seja com água sanitária, Coca-Cola, vinagre, pasta de dente ou qualquer outro produto caseiro, não são confiáveis e não servem para diagnosticar ou descartar uma gravidez. Esses testes não têm nenhum embasamento científicos e ainda podem fazer mal, pois a reação da urina com cloro ou com a água sanitária pode liberar gases tóxicos.

Portanto, se você acha que pode estar grávida, não adianta fazer teste de gravidez caseiro. A conduta correta é ir à farmácia comprar um teste de gravidez real.

Perguntas comuns sobre o momento certo de fazer o teste de gravidez

Se eu estiver usando algum método anticoncepcional, a época de fazer o teste de gravidez pode ser alterada?

Não, nenhum método contraceptivo interfere no resultado do beta hCG.

Algum medicamento pode impedir o teste de gravidez de ficar positivo?

Não, nenhum medicamento interfere no resultado do beta hCG de forma a torná-lo negativo em mulheres grávidas.

Teste de gravidez negativo após 1 semana de atraso menstrual é definitivo?

Sim, a não ser que você tenha errado a data da vinda da menstruação. Se você acha que a menstruação está atrasada 7 dias, mas ela realmente só está atrasada 1 ou 2 dias, pode haver um falso negativo.

Se eu não souber a data da próxima menstruação, quando devo fazer o teste de gravidez?

Caso a mulher tenha um ciclo muito irregular ou não esteja acompanhando as datas da sua menstruação para saber quando o próximo período deve chegar, o teste de gravidez deve ser feito, pelo menos, 21 dias depois da relação sexual que poderia gerar uma gravidez. Se a mulher teve múltiplas relações neste período, o intervalo deve ser contado a partir da última relação desprotegida. Obviamente, caso a menstruação desça antes do 21º dia, não é preciso mais fazer o exame, pois isso indica que a mulher não engravidou.

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É POSSÍVEL ENGRAVIDAR ESTANDO MENSTRUADA?

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\"Engravidar
É possível engravidar durante a menstruação? Essa pergunta é muito comum e pode ser respondida de forma curta ou longa. Vamos começar pela forma curta.

Todo mundo sabe que para engravidar é preciso haver o encontro de um espermatozoide com o óvulo, fato que só é possível ocorrer durante o período fértil da mulher. Sendo assim, faz todo sentido imaginar que seja impossível que a mulher engravide no momento da sua menstruação, uma vez que a menstruação não faz parte do período fértil do ciclo.

O raciocínio acima está correto, mas a conclusão está errada. É possível, sim, engravidar se você tiver relações desprotegidas durante a sua menstruação. Não é comum nem muito provável, mas de forma alguma é impossível.

Portanto, a resposta curta e simples para a pergunta que dá origem ao título desse artigo é: sim, é possível engravidar estando menstruada.

Vamos então à resposta longa, que vai explicar por que, apesar de parecer ilógico, é possível engravidar durante o período menstrual. Ao longo do texto vamos procurar responder e explicar as três seguintes perguntas:

1- Posso engravidar estando menstruada?
2- Posso engravidar logo depois do fim do período menstrual?
3- Posso engravidar logo antes do início da próxima menstruação?

Antes de seguirmos em frente com as explicações, vamos falar superficialmente sobre o período fértil e a fecundação, que é o momento em que o espermatozoide encontra com o óvulo.

Neste artigo vamos falar do período fértil apenas o suficiente para podermos explicar sobre os riscos de engravidar durante a menstruação. Se você procura informações mais detalhadas sobre o período fértil, acesse os seguintes links:

Atenção, esse texto só faz sentido para as mulheres que não fazem uso de anticoncepcionais hormonais. Se você usa pílula anticoncepcional, não há risco de gravidez por todo o ciclo menstrual, mesmo no momento da pausa da cartela.

É possível estar fértil durante a menstruação?

É pouco provável, mas há situações especiais em que isso torna-se possível. São esses os casos que levam a mulher a engravidar quando ela tem relações desprotegidas durante o período menstrual.

Para entender como isso é possível, vamos explicar de forma bem simples 4 conceitos:

  • Duração do ciclo menstrual.
  • Momento da ovulação.
  • Duração da menstruação.
  • Período fértil.

Duração do ciclo menstrual

O ciclo menstrual, também chamado de ciclo ovulatório, começa no primeiro dia da menstruação e termina no dia anterior à nova menstruação. Ou seja, o ciclo começa quando a menstruação desce num determinado mês e termina assim que a menstruação volta no mês seguinte.

Na maioria das mulheres, o ciclo menstrual dura cerca de 28 a 35 dias. Mas algumas pessoas podem ter ciclos mais curtos ou mais longos que essa média. Os ciclos muito curtos ou muito longos são especialmente comuns nas adolescentes e nas mulheres que estão próximas da menopausa.

Há mulheres que têm o ciclo menstrual bem regular, com duração estável ao longo dos meses, enquanto outras têm ciclos irregulares, com durações que variam de mês a mês.

Momento da ovulação

Independentemente do tamanho do ciclo e da sua regularidade, a ovulação costuma ocorrer entre 12 a 14 dias antes do fim do ciclo. Isso significa que uma mulher que menstruou após um ciclo de 28 dias, ovulou ao redor do 14º dia. Já uma mulher com ciclo de 40 dias ovulou ao redor do 26º dia, enquanto uma mulher com um ciclo curto de 22 dias ovulou ao redor do 8º dia de ciclo.

Conforme veremos mais à frente, são as mulheres que têm ciclo menstrual curto que podem estar tecnicamente férteis durante a menstruação.

Duração da menstruação

A menstruação em si costuma durar de 3 a 7 dias. Aquele sangue que a mulher perde durante o período menstrual é, na verdade, o revestimento interno do útero que está desabando, estimulado por alterações hormonais do fim do ciclo ovulatório. É importante destacar que o fato de você estar menstruando não significa que o seu ciclo hormonal esteja parado à espera da menstruação acabar. Pelo contrário, o ciclo hormonal que levará à próxima ovulação foi reiniciado no primeiro dia da menstruação. Isso significa que no 7º dia do seu período,  o seu corpo já está no 7º dia do ciclo ovulatório.

Período fértil

A última informação que precisamos saber para fechar nosso raciocínio é o conceito de período fértil. Chamamos de período fértil o intervalo de tempo em que é possível que uma relação sexual desprotegida gere uma gravidez.

Quando a mulher ovula, o seu óvulo fica viável para ser fecundado somente por 12 a 24 horas, indo a um máximo de 36 horas em alguns casos. Isso não significa, porém, que o período fértil dure apenas 12 a 36 horas. Os espermatozoides são capazes de sobreviver no sistema reprodutor feminino por 3 a 5 dias (há alguns que permanecem viáveis por até 7 dias, mas isso não é comum). Isso significa, portanto, que o período fértil compreende os 5 dias de vida dos espermatozoides mais as 24 horas do óvulo, ou seja, o período fértil costuma ser de 6 dias no total.

Situações nas quais é possível engravidar estando menstruada

Se você entendeu tudo o que foi explicado até aqui, provavelmente já consegue imaginar por que uma mulher pode engravidar tendo relações durante a menstruação. Vamos concluir nossas explicações com alguns exemplos.

Imagine uma mulher com um ciclo menstrual curto, de apenas 24 dias. Se o seu ciclo tem 24 dias, isso significa que a ovulação ocorre ao redor do 10º dia de ciclo. Como já sabemos que os espermatozoides costumam ficar viáveis durante 5 dias dentro do corpo da mulher e que o óvulo sobrevive por 24 horas, isso significa que qualquer relação sexual desprotegida que tenha ocorrido entre o 5º e o 11º do ciclo podem gerar uma gravidez. Portanto, se a menstruação desta mulher tiver duração de 5 a 7 dias, é perfeitamente possível que ela engravide caso tenha relações nos 2 últimos dias do seu ciclo menstrual (5º ao 7º dia de ciclo)

Portanto, quanto mais curto for o ciclo menstrual e mais longo for o tempo de menstruação, maiores são as chances de uma mulher engravidar durante o seu período. Mulheres com ciclo menstrual menor que 24 dias e tempo de menstruação maior que 5 dias são aquelas com maior risco.

É importante lembrar que a maioria das mulheres não tem ciclos tão curtos nem menstruações tão longas. Uma mulher com ciclo menstrual de 28 dias e tempo de menstruação de 5 dias não consegue engravidar durante a menstruação, pois a sua ovulação ocorre ao redor do 14º de ciclo e a menstruação dura somente até o 5º dia. Mesmo que essa mulher tenha relações no último dia da sua menstruação, os espermatozoides só iram sobreviver até o 10º do ciclo. Quando a ovulação chegar, há pelo 4 dias que não haverá mais espermatozoides viáveis para fecundar o óvulo.

É possível engravidar nos primeiros dias de menstruação?

É muito pouco provável, mas também não é impossível. Se uma mulher tiver um ciclo extremamente curto, com cerca de 20 ou 21 dias de duração, a sua ovulação ocorre ao redor do 6º dia de ciclo, o que permite que uma relação sexual no primeiro dia de menstruação ainda possa prover espermatozoides viáveis no momento da ovulação.

Essa situação é extremamente incomum, mas, mais uma vez, não é impossível.

É possível engravidar logo após o fim da menstruação?

Como já vimos, ainda que baixo, quanto mais perto do final da menstruação, maior é o risco de uma relação desprotegida gerar uma gravidez. Portanto, um relação sexual que tenha ocorrido após o fim da menstruação tem ainda mais riscos que uma relação que tenha ocorrido dentro do período menstrual. E esse risco vai aumentando exponencialmente conforme os dias vão passando. Uma relação que tenha ocorrido 3 dias depois do fim do período tem mais risco que uma relação que ocorreu dois antes, que por sua vez tem mais risco que uma relação ocorrida no dia seguinte ao fim da menstruação.

Novamente, quanto mais curto for o ciclo e mais longo for o tempo de menstruação, maior é o risco de gravidez quando se tem uma relação desprotegida logo após o fim do período menstrual.

É possível engravidar logo antes da descida da menstruação?

Essa é a situação mais improvável de todas. Para que uma relação sexual que tenha ocorrido 1 ou 2 dias antes da descida da menstruação leve à uma gravidez seriam necessários a ocorrência simultânea de várias situações improváveis, como uma ovulação muitíssimo precoce e um esperma de altíssima qualidade, que gerasse espermatozoides viáveis por pelo menos 7 dias. É muito pouco provável.

Portanto, o período mais seguro para se ter relações desprotegidas ocorre no intervalo de tempo entre o momento que o óvulo degenera-se e torna-se inviável (cerca de 24 a 36 horas depois da ovulação) e o início do próximo período menstrual. Isso significa um intervalo de segurança de 10 a 12 dias nas mulheres com ciclo ovulatório ao redor de 28 dias.

O problema é que a maioria das mulheres não sabe quando ovulou e não consegue ter certeza do dia exato que a próxima menstruação virá. Desta forma, é muito difícil saber quando são esses 10 dias mais seguros para ter relações sem proteção.

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GLÂNDULA DE BARTHOLIN – Cisto, Abscesso e Bartolinite

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As glândulas de Bartholin são duas glândulas que se localizam na vulva, porção externa da genitália feminina, e têm como função a produção de um fluido lubrificante.

Existem dois problemas da glândula de Bartholin que são relativamente comuns: a formação de cisto ou de abscesso, este último um processo chamado também de bartolinite. Ambas complicações costumam surgir quando há uma obstrução do orifício de saída da glândula que impede a adequada drenagem dos seus fluidos.

Neste artigo vamos explicar o que são as glândulas de Bartholin e quais são os sintomas, causas e tratamentos do abscesso e do cisto de Bartholin.

O que é a glândula de Bartholin

Como já referido na introdução deste artigo, as glândulas de Bartolhin são dois pares de glândulas localizadas nos pequenos lábios, próximo à vagina. A sua função é produzir um fluido mucoso que serve para lubrificar e umidificar a vulva e a parte mais externa da vagina, principalmente durante o ato sexual.

Os ductos que transportam os fluidos produzidos pela glândula possuem cerca de 2,5 cm de comprimento e os seus orifícios de saída, por onde efetivamente são secretados o muco, possuem 0,5 cm de diâmetro.

Anatomia genital feminina (clique para ampliar)

Para facilitar a identificação anatômica das glândulas, se você pensar na vagina como um relógio, os orifícios de saída estarão localizados na marca das 4h e 8h. Em condições normais, as glândulas de Bartholin são pequenas e não costumam ser visíveis nem palpáveis.

Problemas da glândulas de Bartholin

As doenças da glândula de Bartholin ocorrem basicamente quando a saída de um ou ambos os ductos fica obstruída, impedido a eliminação do muco produzido. As duas complicações mais frequentes que surgem deste problema são o cisto de Bartholin e o abscesso da glândula de Bartholin. Vamos falar um pouquinho sobre cada uma das duas.

Os tumores sólidos benignos e malignos da glândula de Bartholin são muito raros e, portanto, não serão abordados neste artigo.

Cisto de Bartholin

Se o orifício de saída da glândula de Bartholin torna-se obstruído, todo o muco por ela produzido acaba ficando retido ao redor da própria glândula, criando um cisto, que nada mais é do que uma tumoração com conteúdo líquido no seu interior. Este cisto é chamado de cisto de Bartholin.

Cerca de 2% das mulheres em idade fértil desenvolvem o cisto de Bartholin. As crianças não costumam desenvolver esse problema, porque as glândulas de Bartholin não começam a funcionar até a puberdade. Da mesma forma, os cistos são incomuns após a menopausa, pois as glândulas tendem a se atrofiar e perder função com a idade.

Sintomas do cisto de Bartholin

Quando o cisto é pequeno, ele costuma passar despercebido, pois além de não ser facilmente visível ou palpável, ele também é indolor na maioria dos casos. Quando o cisto cresce para além de 1 cm de diâmetro, e esse processo pode levar de meses a anos, a mulher pode notar o surgimento de uma pequena tumoração (um carocinho) em um dos seus pequenos lábios. O cisto, nestes casos, costuma ser papável e visível, porém mantém-se indolor. Cistos maiores que 3 cm de diâmetro podem causar algum desconforto ao toque ou durante a relação sexual. Quanto maior for o cisto, maior é a chance dele causar desconforto, inclusive ao andar ou sentar.

Tratamento do cisto de Bartholin

Nenhum tratamento faz-se necessário nos casos de cistos assintomáticos. A paciente pode apenas fazer banhos de assento com água morna e manter a região limpa para evitar sua contaminação. Na imensa maioria dos casos, o cisto desaparece espontaneamente após alguns dias.

Se o cisto crescer muito e estiver causando algum desconforto, seja físico ou estético, ele pode ser drenado através de uma pequena incisão.

Nas mulheres com mais de 45 anos de idade, fase da vida em que esse tipo de cisto começa a ser incomum, é importante o médico avaliar a lesão com cuidado, pois ele pode ser, na verdade, um tumor, e não um cisto simples. Nestes casos, é prudente realizar uma incisão na lesão para que possamos fazer uma biópsia e ter certeza de que não se trata de um carcinoma da vulva.

Abscesso da glândula de Bartholin

O abscesso da glândula de Bartholin é uma complicação que surge quando o líquido aprisionado dentro do cisto de Bartholin contamina-se com bactérias e torna-se purulento. Essa complicação também é chamada de Bartholinite, cujo termo significa inflamação das glândulas de bartholin.

A bactéria que mais comumente infecta o cisto e provoca abscesso da glândula de bartholin é a Escherichia coli, a mesma que habitualmente provoca os quadros de infecção urinária. Bactérias que normalmente habitam nossa pele tais como os Estafilococos e os Estreptococos também podem ser a causa. As bactérias que provocam a gonorreia e a clamídia, ambas doenças sexualmente transmissíveis, também podem ser o agente infeccioso responsável pela formação do abscesso.

Sintomas do abscesso da glândula de Bartholin

Ao contrario do cisto, o abscesso é uma tumoração que provoca intensos sintomas. A dor, o inchaço, a vermelhidão e o calor local são as principais características do quadro. Febre não é tão frequente e só ocorre em cerca de 20% dos casos. Em algumas situações, o abscesso pode drenar espontaneamente, liberando um líquido claramente purulento. Ao ser drenado, os sintomas costumam desaparecer.

Se além do abscesso, a paciente também apresentar corrimento vaginal amarelado ou esverdeado, o ginecologista deve sempre pensar em uma DST como a causa da bartholinite (leia: Tipos de Corrimento Vaginal: Branco, Amarelo, Marrom?).

Tratamento do abscesso da glândula de Bartholin

De maneira oposta ao cisto, que costuma ser assintomático e não requer tratamento específico, o abscesso da glândula de Bartholin, habitualmente, requer intervenção médica.

Se o abscesso for pequeno e pouco doloroso, a lesão pode ser tratada com banhos de assento frequentes, com duração de 15 minutos, 3 a 4 vezes por dia. Esse procedimento ajuda na drenagem espontânea do pus. Mesmo quando o banho de assento não é suficiente para tratar o abscesso, ele ajuda no alívio dos sintomas.

Na maioria dos casos, porém, o abscesso precisa mesmo de uma intervenção médica, como a drenagem cirúrgica. Esse procedimento é feito com uma simples incisão na lesão, realizada sob anestesia local. Após o pus ter sido todo drenado, o ginecologista implanta um pequeno cateter de borracha dentro do cisto, que serve para evitar que haja reacúmulo de pus. Esse cateter é retirado após 6 semanas.

Se a paciente não tiver febre e se a drenagem do pus tiver sido feita de forma eficaz, não é preciso prescrever antibióticos. Porém, se a causa do abscesso da glândula de Bartholin tiver sido uma DST, como a gonorreia ou a clamídia, o tratamento com antibioterapia adequada está indicado, pois a simples cura do abscesso não significa que a DST terá sido tratada.

Se após um tratamento bem sucedido a paciente voltar a apresentar recorrência do abscesso, uma técnica cirúrgica alternativa, chamada marsupialização, pode ser tentada. Neste tipo de cirurgia, também realizada sob anestesia local, o médico faz uma pequena incisão na lesão e depois sutura as suas bordar com a pele, de forma a manter um pequeno orifício permanentemente aberto para que os fluídos produzidos pela glândula de Bartholin não tenham mais risco de ficarem retidos.

Se a técnica de marsupialização falhar, e a paciente voltar a apresentar episódios de bartholinite, a solução final é uma cirurgia para retirada da glândula de Bartholin. Raramente é preciso chegar a esse recurso mais radical.

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PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO – MENARCA

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\"Menarca\"
A primeira menstruação da vida de uma mulher recebe o nome de menarca e ocorre habitualmente entre os 10 e 14 anos de idade. Aos 15 anos, mais de 95% das meninas já terão tido a sua primeira menstruação, motivo pelo qual essa é a idade considerada limite para o surgimento da menarca. As meninas que completam 16 anos sem nunca terem menstruado devem ser avaliadas por um(a) ginecologista, para que ele(a) possa investigar os motivos de tal atraso.

A menarca é uma das manifestações da puberdade, mas não é a única nem a mais precoce. Várias alterações no corpo das meninas podem ser notadas antes do surgimento da menarca e servem de aviso para a chegada da primeira menstruação.

Neste artigo vamos explicar o que é a menarca, quando ela surge, quais são os seus sinais e sintomas e o que pode significar quando aos 16 anos de idade a menstruação ainda não apareceu.

O que é a menarca?

Conforme explicado na introdução do texto, menarca é o nome que damos à primeira menstruação de uma mulher, sendo este um evento marcante na vida da menina, tanto do ponto de vista cultural quanto fisiológico.

A menarca surge porque os ovários das mulheres começam a produzir hormônios a partir do início da puberdade. A primeira menstruação é apenas uma das muitas alterações que o corpo da mulher sofre por influência hormonal ao longo da adolescência.

O surgimento da menstruação marca o início da vida fértil da mulher, apesar da primeira menstruação em si não estar necessariamente associada a uma ovulação. A primeira menstruação pode ocorrer exclusivamente por ação do estrogênio sobre o endométrio, que é o tecido que recobre a parede interna do útero. Após a menarca, porém, a tendência é que a menina comece a ovular, inicialmente de forma irregular, o que se traduz por ciclos menstruais também irregulares, e, posteriormente, com o passar dos anos, de forma mais regular e previsível.

Portanto, após a menarca, qualquer atividade sexual sem métodos contraceptivos pode resultar em uma gravidez. O surgimento da primeira menstruação é uma ótima oportunidade para que os pais conversem sobre métodos anticoncepcionais e levem a menina para uma primeira avaliação do ginecologista (leia: 20 Métodos Anticoncepcionais e Suas Taxas de Sucesso).

Quando surge a primeira menstruação?

Curiosamente, ao longo dos últimos 150 anos, a idade da menarca tem vindo a baixar progressivamente. Relatos do século XIX nos mostram que a primeira menstruação ocorria em média entre 16 e 17 anos de idade. Ao redor de 1920, a média de idade da menarca já havia caído para 14 e 15 anos, e, desde a segunda metade do século XX encontra-se ao redor de 12 e 13 anos.

Vários fatores podem explicar essa tendência de redução da idade da menarca, entre eles, mudanças na dieta ao longo das gerações, percentual de gordura das meninas, sedentarismo, exposição ao fumo, consumo de álcool, fatores socioeconômicos, estresse, etc. O fator individualmente mais importante, porém, ainda é a história familiar. As meninas cujas mães tiveram uma menarca tardia tendem a menstruar mais tarde também.

Atualmente, a menarca costuma ocorrer entre 10 e 14 anos, sendo a média entre 12 e 13.

Quais são os sinais que sugerem que a menarca está próxima?

Como já referido, a menarca é um dos marcos da puberdade, mas não é o primeiro deles. Anos antes da menarca, o corpo da menina já começa a passar por várias transformações, induzidas pelo início da produção de hormônios sexuais pelos ovários. Em geral, a menarca costuma surgir 2 a 2,5 anos após o início da puberdade.

O primeiro sinal do início da puberdade costuma ser a aceleração do crescimento, chamado de estirão puberal. Entretanto, nos primeiros anos da puberdade, essa aceleração ainda não é tão nítida, e, na maioria dos casos, o primeiro sinal perceptível é o surgimento do broto mamária, chamado de telarca. Em 15% das meninas, o aparecimentos dos primeiros pelos pubianos, evento chamado de pubarca, ocorre antes da telarca e acaba por ser o sinal perceptível mais precoce da puberdade. Portanto, a primeira menstruação ocorre, habitualmente, cerca de 2 anos depois da telarca ou da pubarca.

Entre  6 a 12 meses antes da menarca, o aumento da produção de estrogênio pelos ovários gera alterações na mucosa da vagina, o que provoca o surgimento de um corrimento vaginal fisiológico. Esse corrimento que surge nos primeiros anos de puberdade é habitualmente fino, de coloração esbranquiçada, não tem odor e não provoca coceira ou ardência. Ele é um corrimento benigno e não tem nenhum significado clínico. Se você quiser conhecer as caraterísticas dos diferentes tipos de corrimento vaginal, leia: Tipos de Corrimento Vaginal: Branco, Amarelo, Marrom?

Cerca de 6 meses antes da menarca, a menina passa pela fase final do estirão puberal, que é a fase da adolescência com maior velocidade de crescimento. Meses antes da menstruação, a menina chega a ter uma velocidade de crescimento de 8 a 10 cm por ano. Quando a menstruação chega, a menina já alcançou cerca de 96% da sua altura final, e a velocidade de crescimento cai, anunciando o fim do estirão puberal. Portanto, após a menarca, a menina não para de crescer, ela apenas o faz de modo menos intenso e mais lento. Uma menina que tenha 1,60 metro de altura durante a menarca ainda pode crescer até 1,66 ou 1,67 metro nos próximos 2 ou 3 anos.

O que fazer se a primeira menstruação não tiver aparecido até os 16 anos?

A ausência de menstruação chama-se amenorreia. A amenorreia é dividida em duas formas: primária e secundária. Quando a menstruação para de descer em mulheres que já menstruaram alguma vez na vida, chamamos de amenorreia secundária. Quando a mulher chega aos 16 anos* sem nunca ter menstruado, dizemos que ela tem amenorreia primária.

* Alguns médicos consideram 15 anos, em vez de 16, a idade limite para a dizer que a menina tem amenorreia primária.

Portanto, se uma menina tem crescimento normal e já apresenta sinais da puberdade, mas aos 15-16 anos ainda não apresentou a menarca, ela deve fazer uma visita ao ginecologista para investigar a causa. Essa visita ao ginecologista deve ser antecipada, caso aos 13 anos de idade a menina não tinha tido a sua menarca e também não apresente nenhum sinal do início da puberdade. A ausência da menstruação, da telarca e da pubarca aos 13 anos é um sinal de puberdade tardia e precisa ser investigada.

É importante sempre saber a idade da menarca da mãe. Se a mãe teve sua menarca somente aos 15 ou 16 anos, podemos ficar mais descansados, pois o mais provável é que a filha tenha a sua primeira menstruação com mais ou menos a mesma idade. Por outro lado, se a mãe teve sua menarca aos 12 anos e a filha aos 15 ainda não menstruou, isso é um indício de que possa haver algum problema.

Quais são os sinais e sintomas da menarca?

Dias antes da descida da primeira menstruação, a mulher pode começar a ter, pela primeira vez, os sintomas da famosa tensão pré-menstrual (TPM). Alterações de humor, retenção de líquidos, aumento da sensibilidade das mamas, cólicas abdominais e câimbras são sinais e sintomas comuns.

Quando a primeira menstruação descer, o habitual é que menina note inicialmente um borrão de sangue na calcinha ou no vaso sanitário.

Como é a primeira menstruação?

O aspecto da primeira menstruação varia de caso a caso, mas o mais comum é que o fluxo seja fraco. Há meninas, porém, que desde a primeira menstruação já apresentam grande fluxo menstrual.

A cor da menstruação varia de acordo com o tempo de sangramento e com o fluxo. O sangue da menstruação costuma ser vermelho meio escuro, quase vinho. Porém, quando ele fica muito tempo em contato com o ar, o sangue oxida e torna-se mais escuro. Portanto, no inicio da menstruação, o sangue tende a ser mais vivo, mas com o passar dos dias ele vai ficando mais escuro. Se o fluxo for grande, o sangue é eliminado mais rapidamente e tem menos tempo para ser oxidado. Por outro lado, se desde o início o fluxo menstrual for pequeno, o sangue demora mais tempo para ser eliminado e acaba ficando mais escurecido.

A existência de “bolinhas” na menstruação é perfeitamente normal e indica apenas a presença de coágulos. A menstruação não é um sangramento ativo, como aquele que ocorre quando nos machucamos; a menstruação é a descamação da parede interna do útero. Portanto, o que é expulso pela vagina é uma mistura de tecidos, glândulas, muco, secreções, sangue coagulado, vasos sanguíneos e outras estruturas que faziam parte da parede do endométrio.

Se você quiser saber mais sobre a menstruação, leia: 30 PERGUNTAS SOBRE MENSTRUAÇÃO.

O que ocorre após a primeira menstruação?

A primeira menstruação costuma durar entre 3 a 8 dias e depois desaparece. Não espere nenhuma alteração nítida no seu aspecto imediatamente após a menarca. Se você não contar, ninguém vai saber que você já menstruou.

O dia que a segunda menstruação virá é sempre uma incógnita. Como o ciclo hormonal da menina ainda é muito imaturo, a ovulação ocorre de forma imprevisível. O próxima menstruação pode vir no mês seguinte ou somente 2 meses depois. Nos primeiros dois anos, a principal característica do ciclo menstrual é ser irregular e pouco previsível.

Não é incomum que a menina apresente alguns sangramentos vaginais no meio do ciclo. Em muitos casos, esse sangramento é até mais volumoso que o da menstruação.  Essa perda de sangue vaginal é chamada sangramento anovulatório disfuncional. A diferença deste sangramento para a menstruação é o fato dele ocorrer com menos de 24 ou mais de 38 dias de intervalo, não provoca sintomas, tais como cólicas ou retenção de líquidos, costuma ter grande volume e não está associado a uma ovulação.

Meninas virgens podem usar absorventes internos?

Sim, o hímen normal é uma membrana em forma de anel, com um orifício no seu centro. É por esse orifício que sai o sangue da menstruação e é nele que o absorvente interno se acomoda. A escolha entre absorvente externo ou interno é pessoal e depende de fatores como conforto e o volume da menstruação.

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OPÇÕES DE TRATAMENTO DA CÓLICA MENSTRUAL

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A cólica menstrual, também chamada de dismenorreia, é definida como uma dor do tipo cólica que acomete a região inferior do abdômen e surge logo antes ou durante o período menstrual.

A cólica menstrual é um evento tão comum que até 90% das adolescentes e 25% das mulheres adultas sofrem dessa dor todos os meses.

A dismenorreia é provocada pelas contrações uterinas durante a menstruação, que são importantes para que o útero consiga expulsar todo o tecido uterino desvitalizado. Em algumas mulheres, porém, as cólicas menstruais são muito intensas, provocadas por contrações tão vigorosas, que até mesmos os vasos sanguíneos que irrigam o útero ficam comprimidos, causando uma isquemia uterina temporária.

Neste artigo vamos falar sobre as opções de tratamento da cólica menstrual. Se você procura informações sobre a cólica menstrual em si, incluindo sintomas, causas e fatores de risco, acesse o seguinte link: CÓLICA MENSTRUAL ? Sintomas, Causas e Tratamento.

Se você também procura informações sobre a tensão pré-menstrual (TPM), não deixe de ler: SINTOMAS DA TPM ? Tensão pré-menstrual.

Tratamento da cólica menstrual

O objetivo do tratamento da cólica menstrual deve ser sempre aliviar a dor ao máximo possível. Se der para eliminar a dor completamente, ótimo. Porém, infelizmente, a completa resolução da dor nem sempre é alcançável.  Nesses casos, com cólicas mais intensas, o objetivo deve ser o alívio da dor de forma suficiente para que a mulher consiga realizar as suas tarefas habituais do dia a dia.

O tratamento da dismenorreia pode ser feito com medicamentos de verdade ou apenas com medidas educacionais, tais como exercícios, dieta adequada, técnicas de relaxamento e remédios caseiros. O que define o tipo de tratamento mais adequado é o grau de intensidade das cólicas. A intensidade da cólica menstrual pode ser dividade em 4 graus:

    • Dismenorreia grau 0: a menstruação não provoca dor, ou o faz de forma muito discreta, sem causar qualquer tipo de pertubação para mulher. ? Esse tipo de menstruação não requer nenhum tratamento específico.
    • Dismenorreia grau 1: a menstruação provoca uma pequena cólica, que na imensa maioria dos casos não atrapalha as atividades diárias. ? Esse tipo de menstruação raramente requer medicamentos e medidas caseiras são mais do que suficiente para aliviar a dor.
    • Dismenorreia grau 2: a menstruação provoca cólicas moderadas a forte, algumas vezes acompanhadas de outros sintomas, como irritabilidade, dor de cabeça e mal-estar. A cólica pode ser intensa o suficiente para atrapalhar a execução das tarefas habituais do dia a dia. ? Esse tipo de menstruação costuma ser tratada com medicamentos.
    • Dismenorreia grau 3: a menstruação provoca cólicas muito intensas, quase sempre acompanhadas de sintomas, como diarreia, cansaço, dor de cabeça, irritação ou vômitos. A cólica é forte e quase sempre atrapalha a execução das tarefas habituais do dia a dia ? Esse tipo de menstruação costuma ser tratada com medicamentos, mas eles nem sempre funcionam.

Papel do placebo no tratamento da dismenorreia

O placebo por definição é uma substância ou tratamento que não tem nenhum efeito direto sobre a doença, mas que o paciente acredita ser eficaz. E porque o paciente acredita que esse falso tratamento é real, ele pode realmente funcionar em determinadas situações.

O placebo pode ser simplesmente uma pílula feita de farinha ou uma vitamina qualquer. Pode ser também uma pulseira que supostamente emite vibrações, terapia com luzes coloridas ou um medicamento homeopático.

A cólica menstrual tem uma característica interessante, que é a elevada, porém temporária, eficácia dos placebos. No primeiro mês, 84% das mulheres tratadas com um placebo referem melhora das cólicas menstruais. Esse efeito, porém, não dura muito. No segundo mês, a taxa de eficácia já cai para 29%, no terceiro mês para 16% e no quarto para 10%.

Quanto mais intensa for a cólica menstrual, menos eficaz é o tratamento com placebos.

Tratamento caseiro e não medicamentoso das cólicas menstruais

O tratamento das cólicas menstruais com medidas caseiras pode ser efetuado em qualquer caso, sendo geralmente a única medida necessárias nas dismenorreias graus 0 e 1. Abaixo vamos citar as opções de tratamento não-medicamentoso que nos estudos científicos apresentaram taxa de eficácia superior aos placebos.

a) Calor local

A aplicação de calor na região inferior do abdômen é uma medida muito eficaz para aliviar as cólicas. Estudos mostram que uma bolsa de água quente pode ser tão efetiva quanto anti-inflamatórios e melhor até que analgésicos comuns, como o paracetamol.

A aplicação de calor na região do abdômen pode ser utilizada em conjunto com analgésicos ou anti-inflamatórios, ajudando a aumentar a eficácia dos medicamentos.

b) Exercício físico

A prática regular de exercícios físicos ajuda a diminuir a intensidade da cólica menstrual. Mulheres sedentárias costumam ter cólicas mais intensas que as mulheres que fazer regularmente alguma atividade física.

c) Yoga

Não há muitos estudos sobre a eficácia da Yoga no tratamento da dismenorreia, mas os poucos que existem sugerem que ela é eficaz. Na verdade, qualquer medida que ajude a controlar o estresse parece ser eficaz no controle da dismenorreia, incluindo massagem, técnicas de relaxamento, meditação, etc.

d) Relação sexual

Estudos mostram que o orgasmo pode aliviar a intensidade da cólica menstrual em algumas mulheres. O problema é que dificilmente a mulher terá desejo sexual se a dor estiver de intensidade moderada ou grave.

e) Dieta

Uma dieta pobre em gordura animal e rica em vegetais e ômega 3 pode reduzir de forma significativa a intensidade e a duração das cólicas menstruais. Porém, os estudos publicados até o momento foram feitos com poucos pacientes, o que torna o grau de evidência fraco.

f) Cigarro e álcool

O consumo de cigarro e bebidas alcoólicas está relacionada a um agravamento dos sintomas da cólica menstrual. Se você tem cólicas fortes, evite essas duas substâncias.

g) Acupuntura

A maioria dos estudos sobre a eficácia da acupuntura na dismenorreia é pequeno e de má qualidade. Há, porém, alguns poucos bons estudos, e estes mostram que a acupuntura parece ser eficaz. Em geral, o resultado da acupuntura parece ser inferior aos dos medicamentos, mas ela é uma boa opção para aqueles que desejam evitar fármacos. De qualquer forma, o grau de evidência ainda é fraco

Tratamento com remédios para cólicas menstruais

O tratamento medicamentoso da dismenorreia é feito preferencialmente com anti-inflamatórios ou com anticoncepcionais hormonais. Nenhum estudo até o momento conseguiu comprovar a superioridade de um sobre o outro. Ambos parecem ser igualmente eficazes e podem ser usados ao mesmo tempo.

a) Anti-inflamatórios não esteroidais (AINES)

Os anti-inflamatórios são eficazes em 85% dos casos e, ao contrário do placebo, o seu efeito não diminui com o tempo.

Os AINES mais indicados para o controle da cólica menstrual são o ibuprofeno (leia: IBUPROFENO ? Indicações, Efeitos Adversos e Doses.) e o ácido mefenâmico (mais conhecido como Ponstan®).

Analgésicos comuns, como o paracetamol, têm eficácia inferior aos anti-inflamatórios e, por isso, não costumam ser usados como tratamento de primeira linha. A única exceção parece ser a dipirona (metamizol), que é um analgésico que tem um efeito antiespasmódico relevante, sendo uma boa opção para o alívio das cólicas tanto de origem uterina, intestinal ou renal (leia: Dipirona | Metamizol ? Indicações, Efeitos Colaterais e Perigos).

b) Anticoncepcionais hormonais

Os anticoncepcionais hormonais ajudam na estabilização do ciclo menstrual e controlam o fluxo e as contrações uterinas, ajudando na redução da cólica menstrual.

Todas as formas de anticoncepção hormonal são eficazes, incluindo:

O DIU Mirena, que é um DIU que contém pequenas doses de hormônio, também ajuda no tratamento dismenorreia. Por outro lado, o DIU de cobre não é indicado, pois costuma agravar os sintomas (leia: DIU de Cobre e DIU Mirena ? Anticoncepcional intrauterino).

c) Vitaminas e sais minerais

Alguns pequenos estudos avaliaram a eficácia de determinadas vitaminas no controle da cólica menstrual. A que tiveram melhores resultados foram a vitamina E e a vitamina B1. Em todos eles, porém, os estudos foram pequenos e o grau de evidência é fraco. O magnésio também parece ser superior ao placebo, mas os estudos pequenos e de má qualidade não nos permitem tirar conclusões.

d) Adesivos de nitrato

Os adesivos transdérmicos contendo nitrato são uma opção de tratamento, mas a sua eficácia é inferior a dos AINES e a dos anticoncepcionais, e a taxa de efeitos colaterais, como dor de cabeça, é mais alta.

e) Nifedipina

A nifedipina é um medicamento anti-hipertensivo que ajuda a reduzir a dor da dismenorreia. Nas mulheres hipertensas, ele é uma boa opção de tratamento, apesar de ser inferior aos AINES.

A endometriose é uma hipótese que deve ser pensada em todas as mulheres com cólicas menstruais intensas, que não respondem bem a nenhum dos tratamentos citados acima (leia: ENDOMETRIOSE ? Sintomas e Tratamento).

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COMO FAZER OS TESTES DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA

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Os testes de gravidez de farmácia estão disponíveis desde a década de 1970, mas somente nos últimos anos eles se tornaram amplamente acessíveis, economicamente viáveis e confiáveis do ponto de visto clínico.

Há atualmente no mercado farmacêutico dezenas de marcas diferentes de teste de gravidez que podem ser feitos em casa e que fornecem o resultado em poucos minutos. Já existem até testes digitais que fornecem o resultado por escrito de forma clara e inequívoca.

Porém, essa grande oferta de testes diferentes pode trazer alguma confusão, pois o modo como cada uma das marcas sugere que o teste seja feito e a forma como elas fornecem o resultado não costumam ser exatamente iguais.

Para facilitar a compreensão dos resultados e para ensinar como deve ser feita a colheita da urina, selecionamos algumas marcas de testes de gravidez famosas e vamos explicar como cada uma delas deve ser feita. Lembre-se que todo teste de farmácia positivo deve ser confirmado com um teste de gravidez sanguíneo feito em laboratório. Os testes de farmácia são testes de rastreio, que apesar de serem muito confiáveis, não fazem o diagnóstico definitivo da gravidez. A dosagem do Beta hCG sanguíneo é o teste definitivo.

Neste artigo vamos nos ater apenas à apresentação dos resultados e à forma correta de colher a urina. Se você procura mais informações sobre os testes de gravidezl, não deixe de ler também os seguintes artigos:

– QUANDO FAZER O TESTE DE GRAVIDEZ?
– COMO FUNCIONA O TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA
– TESTE DE GRAVIDEZ CASEIRO FUNCIONA?
– ENTENDA O SEU BETA HCG

Como devem ser feitos os testes de gravidez mais vendidos do mercado

1- Teste de Gravidez Clearblue Digital

Vamos começar pelo mais fácil. O teste de Gravidez Clearblue Digital é aquele que apresenta os resultados de forma mais evidente, pois ele aparece por escrito em um pequeno painel digital. Esse teste tem a vantagem de também estimar as semanas de gravidez.

O teste de Gravidez Clearblue Digital deve ser feito idealmente a partir do primeiro dia de atraso menstrual, pois, deste modo, a sua taxa de confiabilidade é maior que 99%.

Para fazer o exame, retire a tampa a azul e urine diretamente sobre a fita por cerca de 5 segundos. Outra opção é colher a urina em um recipiente seco e limpo e mergulhar a fita por 20 segundos. Deixe o aparelho deitado na pia ou em qualquer superfície reta. Se não tiver onde apoiar, fique segurando o aparelho com a fita voltada para baixo. Após 3 minutos, o aparelho irá apresentar os resultado no seu painel digital, conforme demonstrado na imagem ao lado.

Não é preciso utilizar a primeira urina da manhã. Esse teste de gravidez pode ser realizado a qualquer hora do dia.

O teste de Gravidez Clearblue DIGITAL pode ser encontrado nas farmácias por um preço ao redor de R$ 20,00 a R$ 30,00.

2- Teste de Gravidez Confirme em tira

O teste de gravidez Confirme em tira é muito popular por ser um dos mais baratos do mercado, custando entre R$ 5,00 e R$ 10,00. Apesar de barato, sua taxa de confiabilidade é de 99%, se o teste for realizado a partir do primeiro dia de atraso menstrual.

Para fazer esse teste, retire a tira da embalagem somente na hora de fazer o exame. O teste de gravidez Confirme em tira pode ser realizado a qualquer momento do dia.

Use o pote que vem com o teste para colher a urina. A seguir, segure a tira na extremidade azul e mergulhe no pote com urina, tendo atenção para não ultrapassar a área demarca (veja ilustração acima).

Após 1 minuto, retire a tira da urina e deixe-a repousar sobre uma bancada por 5 minutos. A leitura do resultado deve ser feita aos 5 minutos. Se o teste tiver sido bem feito, logo abaixo da área azul da tira surgirá uma fina faixa roxa ou rosada, que é chamada faixa controle. Essa primeira faixa indica apenas que o teste foi realizado com sucesso, ela não tem nada a ver com o resultado do teste em si.

Se o exame for positivo, ou seja, se a mulher estiver grávida, abaixo da faixa controle surgirá também outra faixa roxa ou rosada, que pode ter intensidade forte ou fraca. Se a gravidez ainda estiver muito inicial e os níveis de hormônio beta-hCG na urina ainda estiverem baixos, a reação da tira será fraca, assim como a intensidade da faixa. Portanto, se após 5 minutos existirem 2 faixas roxas, por mais fraca que seja a segunda, isso indica um teste positivo.

Por outro lado, se a mulher não estiver grávida, e o teste for negativo, só haverá uma única faixa visível, que é a faixa controle. Se não houver faixa alguma, isso significa que o teste não foi bem feito e deve ser repetido com uma nova tira.

É importante frisar que o resultado do teste deve ser lido com 5 a 10 minutos após a sua realização. Novas faixas que possam surgir após 10 minutos não têm valor.

Outros testes em tira no mercado que são feitos de forma semelhante:

  • Gravtest Easy.
  • Materntest tira test.
  • Baby Sure.
  • Easy Test Plus.
  • Gravindex.
  • Fast test.
  • Bioeasy.

Obs: não deixe de ler a bula, pois, apesar dos princípios serem os mesmos, podem haver pequenas variações nos tempos indicados.

3- Teste de gravidez Confirme Plus

O teste de gravidez Confirme Plus é uma versão mais estruturada e com uma aparência mais elegante que os testes em tira, mas, no fundo, apresenta o mesmo princípio e a mesma taxa de confiabilidade, caso seja realizado a partir do primeiro dia de atraso menstrual.

A forma de fazer esse teste é ligeiramente diferente. Abra o envelope e segure o dispositivo na área de suporte. Retire a tampa e urine diretamente sobre a membrana absorvente por cerca de 10 segundos. Tenha cuidado para não molhar a janela que apresenta os resultados. Se achar essa forma difícil, você pode urinar em um pote e mergulhar a membrana absorvente, como explicado nos testes anteriores.

Após ter certeza que a membrana ficou bem molhada, volte a tampar o dispositivo e deixo-o em repouso sobre uma superfície plana. O resultado deve ser lido após 5 minutos. Assim como nos testes em tira, o aparecimento de apenas um listra ao lado da letra C (controle) indica teste negativo, enquanto o aparecimento de 2 listras, uma ao lado da letra C e outra ao lado da letra T, independentemente da sua intensidade, indica teste positivo. O resultado do teste não deve ser lido após 10 minutos.

Se não aparecer uma listra ao lado da letra C, isso significa que o teste não foi bem feito e deve ser repetido com um novo kit.

O teste de gravidez Confirme Plus custa entre R$ 10,00 e R$ 20,00.

Outros testes em tira no mercado que são feitos de forma semelhante:

  • Confirme Compact.
  • Gravilex Gold.

4- Teste de Gravidez Clearblue Plus

O teste de gravidez Clearblue plus é muito semelhante ao teste de gravidez Confirme Plus descrito acima. A diferença está na forma como o resultado é apresentado.

Abra o envelope e segure o dispositivo na área de suporte. Retire a tampa e urine diretamente sobre a membrana absorvente branca por cerca de 5 segundos. Assim que a membrana entrar em contato com a urina, ela se tornará rosa. Se achar essa forma difícil, você pode urinar em um pote e mergulhar a membrana absorvente, como explicado nos testes anteriores.

O teste de gravidez Clearblue plus fornece o resultado em 3 minutos. Se for negativo, haverá uma faixa vertical na janela controle e uma faixa horizontal na janela de resultado. Se o teste for positivo, haverá uma faixa vertical na janela controle e uma cruz, de intensidade variável, na janela controle.

Se não houver uma faixa na janela controle, o teste não tem validade e deve ser repetido com um novo kit.

O teste de gravidez Clearblue Plus custa entre R$ 10,00 e R$ 20,00.

Se você tiver dúvidas sobre a forma de fazer algum teste de gravidez que não tenha sido citado neste artigo, deixe um comentário na área de perguntas mais abaixo.

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