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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

PITIRÍASE VERSICOLOR – PANO BANCO

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A pitiríase versicolor é uma micose de pele muito comum provocada pelo fungo do gênero Malassezia. A pitiríase versicolor também é conhecida pelos nomes pano baco, micose de praia ou tínea versicolor.

O pano branco não é uma doença contagiosa, portanto não há transmissão do fungo de uma pessoa para outra. Esta micose também não tem relação com falta de higiene ou contato com locais de uso público, tais como piscinas, banheiros ou vestiários.

Neste artigo vamos abordar as causas, os sintomas, as formas de diagnósticos e os tratamentos existentes para o pano branco.

Se você procura informações sobre a pitiríase rósea, acesso o seguinte link: PITIRÍASE RÓSEA ? Sintomas e tratamento.

O que é pano branco – Como surge a pitiríase versicolor

Como já referido na introdução do artigo, a pitiríase versicolor é uma micose de pele provocada provocada pelo fungo Malassezia. A espécie mais comum é a Malassezia globosa, mas muitos casos também são causados pela Malassezia furfur.

As lesões da pitiríase versicolor costumam se apresentar como machas hipopigmentadas (mais claras que a pele), daí da doença também ser chamada de pano branco. O termo micose de praia, muito usado para descrever essa micose de pele, surgiu pelo fato das lesões tornarem-se mais aparentes após a exposição solar. Este fato ocorre porque, ao contrário das lesões, a pele sadia ao seu redor consegue se bronzear normalmente, aumentando o contraste entre as duas regiões.

Todavia, o termo micose de praia não é o mais adequado, pois pode levar à falsa impressão de que a pitiríase versicolor possa ser adquirida na praia. Na verdade, ninguém “pega” pano branco uma vez que o fungo Malassezia costuma ser um germe da flora microbiana natural da nossa pele. Só para se ter uma ideia, a Malassezia pode ser encontrada em cerca de 20% das crianças e em mais de 90% dos adultos. Por ser um fungo que depende de gordura para sobreviver, ele costuma ser facilmente encontrado em áreas mais oleosas da pele, tais como o tronco, pescoço, face e couro cabeludo.

Portanto, o pano branco não é uma doença que se pegue de alguém ou de algum lugar. Não é a areia da praia, a toalha que você usou ou o contato com a espreguiçadeira que lhe transmitiu o fungo. A Malassezia já existia há anos na sua pele, ela apenas passou a se manifestar clinicamente.

Os sintomas da pitiríase versicolor surgem quando por algum motivo a população do fungo Malassezia que sempre viveu pacificamente na sua pele passa a se proliferar exageradamente. Em geral, alguns fatores estão associados a essa proliferação do fungo e ao surgimento dos sintomas. Os mais comuns são:

  • Oleosidade excessiva da pele.
  • Viver em locais muito quentes e úmidos.
  • Sudorese excessiva.
  • Alterações hormonais, incluindo uso de pílula anticoncepcional.
  • Adolescência.
  • História familiar.
  • Fraqueza do sistema imunológico.

Apesar da fraqueza imunológico poder ser um gatilho para a proliferação da Malassezia, a grande maioria dos pacientes com pano branco são jovens perfeitamente saudáveis.

Sintomas do pano branco

Apesar do sinal mais comum da pitiríase versicolor ser o aparecimento de manchas brancas na pele, a verdade é que as manchas do pano branco podem ter mais de uma aparência diferente. Enquanto a maioria das lesões são hipopigmentadas, isto é, mais claras que a pele, há casos também de machas hiperpigmentadas, ou seja, mais escuras que a pele.
As manchas do pano branco não costumam provocar sintomas, mas algumas pessoas se queixam de coceira.

As lesões da pitiríase versicolor podem ser brancas, cinzentas, cor de salmão, acastanhadas ou até avermelhadas, daí o termo versicolor. As manchas costumam ser múltiplas e ovais, apresentando, habitualmente, uma fina camada descamativa e se localizam preferencialmente na parte superior do tronco e dos braços e no pescoço. Nas crianças a face é um local frequentemente acometido. As lesões, em geral, são pequenas, mas se forem múltiplas podem se coalescer, formando uma ou mais grandes manchas na pele.

Habitualmente, as lesões do pano branco são comuns no verão, pois nesta época a maior exposição solar favorece o aumento do contraste entre as manchas e as áreas de pele sadia. Como já referido anteriormente, ao contrário do que diz o senso comum, não é a praia ou a piscina que provocam o pano branco, elas apenas intensificam o seus sinais.

A pitiríase versicolor é um problema basicamente estético. A infecção fúngica é muito superficial e não costuma causar maiores problemas de saúde. Em geral, os pacientes só procuram o médico por conta do incômodo estético.

Em alguns casos, as lesões podem desaparecer espontaneamente com tempo, mas muito pacientes ficam com as manchas na pele de forma persistente caso não sejam tratados.

Diagnóstico do pano branco

As lesões do pano branco costumam ser bem típicas, e o diagnóstico na maioria das vezes pode ser feito clinicamente, sem necessidade de nenhum exame complementar. Se houver alguma dúvida, o dermatologista pode fazer uma raspagem das lesões e levar o material para observação no microscópio, o que facilmente identifica a presença do fungo.

Tratamento do pano branco

Existe uma grande variedade de remédios disponíveis para o tratamento do pano branco. Como é uma micose superficial, a maioria dos casos de pitiríase versicolor pode ser tratada com medicação de uso tópico, como cremes, loções e shampoos. O uso de comprimidos fica geralmente restrito aos casos de lesões muito extensas ou quando o tratamento tópico não funciona.

Entre as opções de tratamento tópico do pano branco, os mais utilizados são aqueles à base de:

  • Sulfeto de selênio em solução tópica ou shampoo.
  • Ciclopirox Olamina em creme, pomada ou solução tópica.
  • Cetoconazol em creme, pomada ou shampoo (leia: CETOCONAZOL ? Pomada, Shampoo e Comprimidos).
  • Terbinafina em creme.

Quando as manchas são tão extensas que tornam a aplicação tópica de medicamentos um trabalho difícil, ou quando o tratamento tópico não é eficaz, o uso de antifúngicos em comprimidos costuma ser indicado. As opções mais indicadas são o itraconazol ou o fluconazol (leia: FLUCONAZOL | Tratamento para candidíase e outras micoses).

O cetoconazol também é uma opção eficaz contra o pano branco, porém, ao contrário da formulação para uso tópico, o cetoconazol em comprimidos pode ser tóxico ao fígado, motivo pelo qual atualmente damos preferência ao fluconazol ou itraconazol quando optamos por antifúngicos por via oral (leia: CETOCONAZOL ? Pomada, Shampoo e Comprimidos).

A taxa de cura da pitiríase versicolor é de cerca de 80 a 90%. É importante destacar que, em alguns casos, as lesões podem demorar meses para desaparecer, fazendo com que as manchas em si não sirvam como parâmetro para cura a curto prazo. Nos casos em que as lesões demoram para desaparecer, a eficácia do tratamento pode ser comprovada através da raspagem das lesões.

Em alguns indivíduos, a erradicação do fungo pode ser mais difícil, e o paciente pode precisar de tratamento preventivo com antifúngicos tópicos um vez por mês, principalmente se o mesmo viver em regiões tropicais. Este tratamento impede que a população de Malassezia torne-se excessivamente grande durante o verão.

FEBRE CHIKUNGUNYA – Sintomas, Transmissão e Tratamento

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A febre chikungunya, chamada em português de febre chicungunha*,  é uma doença provocada por um vírus, que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, tais como febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, cansaço e manchas avermelhadas pelo corpo. Felizmente, a febre chicungunha não provoca complicações hemorrágicas, sendo, portanto, uma infecção menos fatal que a dengue.

* em Angola, a febre chikungunya é popularmente chamada de catolotolo.

A febre chicungunha pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, os mesmos que transmitem o vírus da dengue e da febre amarela, motivo pelo qual essa virose conseguiu recentemente chegar ao Brasil.

Neste artigo vamos fazer uma revisão sobre a febre chikungunya, incluindo sintomas, formas de transmissão, diagnóstico e tratamento. Vamos explicar também como o vírus Chikungunya chegou ao Brasil.

Se você procura informações sobre a outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, acesse os seguintes artigos:

Transmissão da febre chikungunya

A febre chicungunha é uma infecção transmitida pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que é um arbovírus, ou seja, um vírus transmitido por artrópodes. No caso específico da febre chicungunha, o artrópode que transmite o vírus são os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Portanto, a febre chicungunha, assim como tantas outras, é uma doença transmitida pela picada de determinados mosquitos. Exceto situações específicas que serão explicadas mais abaixo, não há transmissão do CHIKV diretamente de uma pessoa para outra. Você pode conviver, abraçar, apertar as mãos e até beijar uma pessoa contaminada que não há risco de contágio.

Assim como o ocorre na dengue, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus não conseguem transmitir o vírus Chikungunya imediatamente após a sua contaminação. Quando o mosquito pica alguém infectado pela febre chicungunha, o sangue contaminado entra pelo seu sistema digestivo e é absorvido. A partir daí, o vírus passa a se replicar dentro do organismo do inseto, só indo aparecer nas glândulas salivares após alguns dias. Esse intervalo de tempo necessário para o mosquito contaminado tornar-se um mosquito contaminante é chamado de período de incubação extrínseco.

O período de incubação extrínseco do vírus Chikungunya é de cerca de 10 dias. Todavia, este período pode variar. Em geral, quanto mais quente for a temperatura do ambiente, mais curto é o período de incubação extrínseco. Em locais onde a temperatura ambiente é baixa, o mosquito pode morrer antes que o período de incubação extrínseco esteja completo, o que justifica a maior incidência da doença em áreas tropicais.

A transmissão através da picada de mosquito é responsável por praticamente todos os casos de febre chicungunha. Porém, há outras formas possíveis de se contaminar com o CHIKV. Uma delas é a chamada transmissão vertical, que ocorre da mãe para o bebê durante o parto. Até onde sabemos, o vírus Chikungunya não causa má-formações no feto, pois, aparentemente, a transmissão não ocorre dentro útero, mas sim no momento do parto, seja ele natural ou por cesariana.

Os recém-nascidos contaminados costumam desenvolver a doença entre 3 a 7 dias, e o quadro clínico costuma ser bem mais grave que nos adultos. Não há evidências de que o CHIKV possa ser transmitido pelo aleitamento materno.

Outra forma possível de contaminação é através do contato com sangue de pacientes infectados. Acidentes com agulhas contaminadas ou transfusão de sangue são vias potenciais. O transplante de órgãos também é forma possível de transmissão do vírus.

Febre chikungunya no Brasil

O vírus Chikungunya foi reconhecido pela primeira vez na década de 1950 após um surto da doença na Tanzânia, na África oriental. Desde então, a doença foi reconhecida em vários países da África e do sudeste asiático, ficando restrita a estas regiões por décadas.

Porém, em 2006 estudos identificaram uma mutação no CHIKV, que tornou mais fácil a sua transmissão através do Aedes albopictus. Desta forma, vários países do mundo, incluindo os EUA e o sul da Europa, passaram a ter 2 espécies de Aedes com grande capacidade de transmissão do vírus Chikungunya. Como tanto o Aedes aegypti quanto o Aedes albopictus encontram-se presente por praticamente todo o continente americano, sabia-se que era uma questão de tempo para que a doença chegasse e se espalhasse por essas bandas.

Casos importados da doença já haviam sido registrados em vários países do continente americano nos últimos 10 anos, mas em 2013 surgiram, no Caribe, os primeiros casos de transmissão local do vírus Chikungunya dentro das Américas. Desde então, a doença tem se espalhado rapidamente, atingindo pelo menos 41 países no continente em apenas 1 ano.

No Brasil, os primeiros casos de transmissão do vírus Chikungunya foram identificados em Setembro de 2014. Até então, todos os casos conhecidos eram importados, adquiridos por brasileiros que haviam viajado para áreas endêmicas. Como era esperado, a combinação entre a elevada prevalência dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus no território brasileiro e a ausência de anticorpos contra o novo vírus entre a população fez com que rapidamente surgissem surtos da febre chicungunha em diferentes regiões do país. Em pouco mais de 1 mês, mais de 1000 casos foram notificados em todo o Brasil.

Sintomas da febre chikungunya

O termo chikungunya vem de um dialeto da Tanzânia e significa algo como ?aquele que se dobra?. O termo surgiu pelo fato dos pacientes acometidos pela doença terem intensas dores articulares, que fazem com que o mesmo fique com o tronco sempre arqueado.

O período de incubação da febre chicungunha no ser humano pode ser de até 2 semanas, mas, na maioria dos casos, a doença surge entre 3 a 7 dias após o indivíduo ter sido picado pelo mosquito. Cerca de 80% dos pacientes contaminados irão desenvolver sintomas.

A chamada fase aguda da febre chicungunha começa com uma febre alta de início súbito, geralmente ao redor do 40ºC, associada à mal-estar e intensa poliartralgia (dor em várias articulações). As dores articulares costumam surgir nas primeiras 48 horas e acometem cerca de 90% dos pacientes com febre chicungunha. As dores surgem no corpo inteiro, mas os locais mais afetados costumam ser as mãos, punhos, pés e tornozelos. Intensa dor lombar também é comum. O paciente pode ter dor em mais de 10 grupos articulares ao mesmo tempo, o que o deixa bastante incapacitado.

Nos primeiros 2 ou 3 dias de doença, até 75% dos pacientes apresentam um rash maculopapular na pele, que são pequenos pontos avermelhados e agrupados, que podem ou não ter algum relevo. O rash surge com predomínio no tronco, mãos e pés. Cerca de 1/4 dos pacientes queixam-se de prurido nas lesões.

Dor de cabeça, dor muscular, cansaço, diarreia, vômitos, conjuntivite, dor de garganta e dor abdominal também são sintomas comuns na fase inicial da doença.

A fase aguda dura de 3 a 7 dias, período no qual os sintomas começam a desaparecer. Em cerca de 80% dos casos, porém, o paciente entra em uma fase chamada subaguda, que se caracteriza pela continuidade ou mesmo exacerbação das dores articulares. Apesar de não ter mais febre, o paciente pode permanecer semanas com poliartralgia. Se as dores articulares durarem mais de 3 meses, dizemos que o paciente entrou na fase crônica da doença, que pode durar por até 3 anos.

Complicações da febre chikungunya

Como não possui uma fase hemorrágica, a febre chicungunha costuma ser uma virose mais benigna que a dengue. O seu problema não costuma ser o risco de morte, mas sim o risco de incapacitação pelas intensas e prolongadas dores articulares.

Porém, quando adquirida por bebês, pacientes com mais de 65 anos ou por pessoas já previamente com múltiplas doenças, principalmente de origem cardíaca, pulmonar ou neurológica, a febre chicungunha costuma ter uma evolução mais agressiva, podendo, inclusive, levar esses pacientes ao óbito. A taxa de mortalidade da febre chicungunha é 50 vezes maior nos idosos quando comparados a adultos com menos de 45 anos.

Entre as complicações possíveis do CHIKV nesta população mais debilitada podemos citar: meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, hepatite aguda, insuficiência renal aguda, surdez, lesão ocular, miocardite, pericardite e insuficiência respiratória.

Diferenças entre a dengue e a febre chikungunya

A dengue e a febre chicungunha partilham de várias semelhanças. Em alguns casos, pode ser bastante difícil fazer o diagnostico diferencial somente através dos sinais e sintomas. Todavia, uma avaliação clínica mais cuidadosa pode nos ajudar.

A principal diferença é o acometimento das articulações. A dengue até pode causar dor articular, mas ela não costuma ser tão importante quanto a dor muscular ou a dor nos olhos. Na febre chicungunha, a poliartralgia é um dos sintomas mais exuberantes e é tipicamente dor das articulações das extremidades (mãos e pés). Outra diferença é o rash cutâneo. Na febre chicungunha as manchas vermelhas surgem nas primeiras 48 horas, enquanto que na dengue o rash só surge a partir do 3º ou 4º dia.

Na dengue, a queda das plaquetas costuma ser mais grave e eventos hemorrágicos, como machas roxas na pele, sangramento nasal ou de gengiva são bem mais comuns. A evolução para um forma hemorrágica é quase exclusiva da dengue.

Após o fim da fase aguda, o paciente com dengue costuma sentir-se cansado por vários dias, enquanto que o paciente com febre chicungunha queixa-se de dor articular.

A tabela abaixo faz um resumo sobre as principais diferenças entre a dengue, a chicungunha e a febre Zika:

Diagnóstico da febre chikungunya

Assim como na dengue, a febre chicungunha pode ser diagnosticada pela sorologia, que é um exame de sangue que consiste na pesquisa de anticorpos contra o CHIKV. Os anticorpos do tipo IgM já podem ser identificados no sangue do paciente a partir do 5º ao 7º dia de sintomas.

Uma forma mais rápida de diagnosticar a doença é através de uma exame chamado RT-PCR, que pesquisa a presença do material genético do vírus Chikungunya no sangue. Esse exame é mais caro, mas costuma ser capaz de diagnosticar a febre chicungunha já nos primeiros dias de doença.

Nas análises de sangue comum, é habitual encontrarmos linfopenia (valores baixos de linfócitos), trombocitopenia (valores baixos de plaquetas) e alterações nas enzimas hepáticas (TGO e TGP).

Tratamento da febre chikungunya

Tal como na dengue, não existe tratamento específico contra a febre chicungunha. Não há um medicamento que aja diretamente contra o vírus de modo a eliminá-lo do organismo mais rapidamente. A imensa maioria dos pacientes irá se curar de forma espontânea após cerca de 7 a 10 dias. O tratamento que se propõe, portanto, é apenas sintomático e de suporte.

Para evitar a desidratação, que é muito comum, indica-se o consumo de 1,5 a 2,0 litros de água por dia. Para o controle da febre e das dores articulares, as drogas mais indicadas são o paracetamol e a dipirona. O uso de anti-inflamatórios ou aspirina deve ser evitados na fase aguda, pois se o paciente tiver dengue em vez de febre chicungunha, esses medicamentos aumentam o risco de eventos hemorrágicos.

Na fase aguda também são contra-indicados os corticoides, pois estes são fármacos que inibem o sistema imunológico. Na fase crônica da doença, porém, se as dores articulares ainda estiverem presentes e não houver boa resposta aos analgésicos e anti-inflamatórios comuns, os corticoides podem ser uma opção válida para o controle da dor.

BROTOEJA NO BEBÊ – Causas e Tratamento

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A miliária, conhecida popularmente como brotoeja, é uma erupção de pele caracterizada pelo aparecimento de pequenas bolhinhas, que podem ser claras ou avermelhadas. A brotoeja é uma dermatite muito comum, principalmente nas crianças e nos bebês, e é causada pela obstrução dos ductos das glândulas que produzem suor.

Neste artigo vamos explicar o que é a brotoeja, quais são as suas causas, seus fatores de risco, sintomas e quais são os melhores tratamentos.

O que é a brotoeja

Nós somos capazes de suar porque possuímos glândulas que produzem suor, chamadas de glândulas sudoríparas, e ductos que transportam este suor das glândulas à pele. A brotoeja é uma erupção de pele provocada pela obstrução destes ductos, também conhecidos como poros da pele, impedindo que o suor produzido alcance a camada mais externa da pele. Com os ductos obstruídos, o suor produzido fica preso nas camadas mais interiores da pele, provocando rutura do ducto e uma reação inflamatória, cuja tradução clínica são as erupções da brotoeja.

As brotoejas podem ocorrer em qualquer idade, mas são bem mais comuns nos bebês e nas crianças pequenas, pois estes têm poros menores, e as suas glândulas e ductos ainda são muito imaturos. Em geral, a brotoeja no bebê costuma surgir a partir da primeira semana de vida.

Como existem glândulas sudoríparas em praticamente todo o corpo, qualquer local da pele está sujeito a desenvolver brotoejas. As brotoejas, porém, surgem com mais frequência nas áreas do corpo que mais suam, que são geralmente as dobras e as partes cobertas por roupas. Tronco, pescoço, barriga, em baixo das mamas, nádegas, axilas e virilhas são áreas especialmente susceptíveis. Nos bebês, o rosto é uma área muito comum também.

A região coberta pelas fraldas também podem desenvolver miliária, porém, é importante não confundir a brotoeja com a dermatite das fraldas, que é a famosa assadura (leia: ASSADURA | DERMATITE DA FRALDA).

Causas da brotoeja

Ainda não sabemos de forma completa o mecanismo fisiopatológico que leva à obstrução dos ductos sudoríparos, porém, alguns fatores de risco importantes já foram identificados:

  • Ductos imaturos: Porque os dutos dos bebês ainda não estão totalmente desenvolvidos, eles são mais frágeis e podem se romper com facilidade, prendendo o suor sob a pele. Este problema geralmente acontece em épocas de calor, mas podem ocorrer a qualquer momento, caso as crianças estejam com roupas muito grossas e quentes.
  • Febre: Os recém-nascidos e bebês que estejam com febre alta também podem desenvolver brotoejas, pois o seu corpo está transpirando excessivamente. A febre também pode causar miliária nos adultos, principalmente naqueles que estão acamados, com o dorso constantemente em contato com a cama.
  • Verão: quanto mais quente estiver o ambiente, mais as crianças suam, e maior é o risco de surgirem brotoejas.
  • Atividade física intensa: nos adultos, uma causa frequente de brotoeja é a atividade física, principalmente se estiver muito calor.
  • Tipo de roupa: alguns tecidos não são apropriados para dias quentes ou para realizar atividades físicas, pois eles impedem a evaporação do suor, o que dificulta a redução da temperatura corporal e estimula ainda mais a sudorese.
  • Cremes e talcos: alguns produtos aplicados na pele podem bloquear os poros, favorecendo o aparecimento das brotoejas.

Sintomas da brotoeja

A aparência da brotoeja pode variar de acordo com a profundidade da obstrução dos ductos sudoríparos. Em geral, temos 3 tipos de miliária:

Miliária cristalina

A miliária cristalina é a forma mais branda de brotoeja. Ela surge quando a obstrução do ducto é bem superficial. A miliária cristalina apresenta-se como vesículas (pequeninas bolhas), agrupadas e com líquido transparente em seu interior, sem sinais de inflamação ao seu redor. Este tipo de brotoeja não costuma causar sintomas, não havendo nem dor nem coceira.

Miliária rubra

A miliária rubra é a forma mais comum de brotoeja. Quando a obstrução dos ductos é um pouco mais profunda, o extravasamento de suor para as camadas inferiores da pele costuma provocar inflamação local, que se traduz clinicamente por pequenas bolhinhas avermelhadas na pele, que costumam coçar. Dor ou sensação de queimação também são comuns.

Como os ductos estão obstruídos, não há suor na área afetada, o que pode deixar a pele mais ressecada.

Quando o paciente apresenta episódios repetidos de miliária rubra, ele pode desenvolver miliária profunda, que uma forma de brotoeja que se apresenta com nódulos da cor da pele, que surgem imediatamente após o início de atividades físicas ou contato com calor. Esta forma de brotoeja pode acometer grandes áreas da pele, impedindo que o indivíduo sue adequadamente para resfriar o seu corpo, podendo provocar choque por excesso de calor.

Miliária pustulosa

A miliária pustulosa é uma forma mais incomum de brotoeja. Quando o obstrução dos ductos é profunda, bem próximo às glândulas sudoríparas, as lesões na pele tornam-se maiores, com sinais de inflamação e presença de pus dentro das vesículas.

Como prevenir as brotoejas

A prevenção das brotoejas nem sempre é possível, principalmente em bebês que vivem em locais de clima quente. Porém, é possível reduzir sua intensidade e frequências evitando roupas muito quentes, apertadas ou com tecidos que dificultem a evaporação o suor. Roupas feitas de algodão são as melhores.

Em dias de muito calor, evite banhos com água muito quente e deixe a criança em locais mais frescos, seja com ventiladores ou com ar condicionado, se possível. Se o bebê está desenvolvendo brotoejas com frequência, ou ele está sendo exposto a demasiado calor ou a sua roupa não está adequada.

No casos dos adultos que praticam atividades físicas, é importante vestir roupas adequadas para quem vai suar intensamente. Banho com água fria ajuda na prevenção da brotoeja, principalmente nos dias de muito calor.

Como tratar as brotoejas

A miliária cristalina é uma dermatite assintomática, inofensiva e de resolução espontânea em 3 ou 4 dias. Portanto, esta forma de brotoeja não necessita de nenhum tipo de tratamento. Ela serve apenas de aviso para que você ou o seu bebê utilizem roupa adequada e fiquem menos expostos ao calor.

A miliária rubra também é uma lesão benigna, mas pode ser bastante incômoda. Se houver muita comichão ou ardência, além das medidas de prevenção citadas acima, o paciente pode usar loções de calamina, mentol ou lanolina anidra.

Nas brotoejas dos bebês, o ideal é não utilizar nenhum remédio sem orientação do pediatra. Lesões de pele são extremamente comuns em bebês e várias delas podem se parecer com brotoejas. Evite utilizar cremes e loções por conta própria, assim como talco, pois estas substâncias podem causar ainda mais obstrução dos poros, agravando os sintomas.

Na maioria dos casos, a brotoeja não necessita de nenhum tratamento além dos cuidados com a umidade e o calor.

ERITEMA INFECCIOSO – Parvovírus B19

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O eritema infeccioso é uma infecção contagiosa de origem viral, que é capaz de provocar febre e erupções pelo corpo. Esta virose acomete preferencialmente as crianças em idade escolar, mas pode também atingir a população adulta.

O eritema infeccioso é provocada por um vírus chamado Parvovírus B19, motivo pelo qual ele também pode ser chamado de parvovirose. O eritema infeccioso também é conhecido por outros nomes, sendo os mais comuns, quinta moléstia ou síndrome da face esbofetada.

Neste artigo vamos explicar o que é o eritema infeccioso, quais são os seus sintomas, suas formas de transmissão e as opções de tratamento.

O que é o eritema infeccioso (quinta moléstia)

Como já referido na introdução do artigo, a quinta moléstia é uma infecção de origem viral, cuja população mais acometida são as crianças entre 5 e 15 anos. Cerca de 70% dos indivíduos chegam à idade adulta já possuindo anticorpos contra o parvovírus B19, motivo pelo qual esta virose é bem menos comum nesta faixa etária. Todavia, quem conseguiu passar toda infância e adolescência sem se infectar com o vírus, pode vir a desenvolver o eritema infeccioso em qualquer ponto da vida adulta.

O parvovírus B19 é um vírus que só consegue infectar os humanos. Ele é diferente do parvovírus canino, que é capaz de provocar grave infecção nos cães, mas é completamente inofensivo para os seres humanos. Portanto, o parvovírus humano não passa para os cães, da mesma forma que o parvovírus canino não é contagioso para os humanos.

O eritema infeccioso é a forma de apresentação clínica mais comum da infecção pelo parvovírus B19, mas não é a única. A infecção pelo parvovírus B19 costuma ser benigna e assintomática na maioria dos casos, mas pode provocar graves quadros de anemia e aplasia da medula óssea em pacientes imunossuprimidos, grávidas (grave para o feto) e portadores de anemia falciforme (leia: ANEMIA FALCIFORME | TRAÇO FALCIFORME). Neste artigo nós vamos nos ater apenas ao eritema infeccioso.

Transmissão do parvovírus B19

A forma de transmissão mais comum do parvovírus B19 é através do contato com secreções das vias aéreas. Este fato é interessante porque muitos dos pacientes com eritema infeccioso podem não apresentar sintomas respiratórios. Mesmo na ausência de espirros, tosse, coriza ou qualquer outro sintoma respiratório, é possível encontrar o parvovírus B19 em grandes quantidades na saliva dos pacientes doentes. Essa existência do vírus nas secreções orais faz com a transmissão possa ocorrer através do beijo, de gotículas de saliva durante uma conversa (perdigotos), de mãos contaminadas, de copos e talheres contaminados, da roupa de cama, etc. Como o vírus é capaz de sobreviver muitas horas no ambiente, a transmissão através de objetos inanimados recentemente manuseados por pessoas contaminadas é uma forma muito comum de contágio.

O paciente torna-se contagioso de 5 a 10 dias após ter sido contaminado, e assim permanece por cerca de 5 dias. Como o período de incubação pode durar entre 4 a 14 dias, em muitos casos, no momento em que o paciente está mais contagioso, ele ainda encontra-se assintomático. O surgimento dos sintomas coincide com o aparecimento dos anticorpos, que são os responsáveis por acabar com a fase contagiosa da doença. Portanto, em geral, o paciente quando apresenta as clássicas erupções de pele já não encontra-se mais contagioso.

Outra forma de transmissão do parvovírus B19 é a chamada transmissão vertical, que é aquela que ocorre da mãe para o feto. Uma mulher que nunca tenha tido eritema infeccioso e que se infecta durante a gravidez pode transmitir o vírus para o feto. Se essa transmissão ocorrer nas primeiras 20 semanas de gestação, há um risco aumentado de abortamento.

Gestantes que já tiveram contato com o parvovírus durante a infância, mesmo que não tenham desenvolvido sintomas, estão imunes ao vírus e não correm risco de terem problemas na gravidez.

O parvovírus B19 também pode ser transmitido através da transfusão de sangue.

Sintomas do eritema infeccioso

A maioria dos pacientes que tem contato com o parvovírus B19 pela primeira vez não desenvolve nenhum tipo de sintoma. Outros apresentam um quadro muito brando, parecido com qualquer resfriado comum. O resultado é que, apesar de 70% dos adultos já terem tido algum tipo de contato com o vírus,  apenas uma minoria tem conhecimento de tal fato.

Nos pacientes que desenvolvem sintomas do eritema infeccioso, o quadro começa como uma virose inespecífica, com sintomas comuns, tipo coriza, febre baixa, dor de garganta, espirros, dor de cabeça, tosse, mal estar, coceira pelo corpo e dor nas articulações. Esse quadro inicial, chamado de pródromo, dura de 2 a 3 dias e depois desaparece.

Dois a sete dias após a fase prodrômica, os sintomas voltam, desta vez sob a forma de erupção da pele, chamado de exantema ou rash. O rash do eritema infeccioso comporta-se tipicamente em 3 fases.

Fase 1 – o exantema inicia-se pela face, dando ao paciente uma aparência de “face esbofetada”. Esse rash é caracteristicamente bem avermelhado, acometendo ambas as bochechas e com discreto relevo. Em geral, as áreas ao redor do nariz, boca e olhos são poupadas.

Esse rash facial é mais comum nas crianças que nos adultos e costuma durar de 2 a 4 dias. Ele não é doloroso, mas pode causar alguma coceira.

Fase 2 – 1 a 4 dias após o exantema facial, o rash espalha-se pelo corpo. Nesta fase, as lesões de pele adquirem uma aparência muito característica, que é chamada de rash reticular ou rash em forma de renda, como pode ser visto na foto ao lado. O rash reticular é mais comum nas crianças do que nos adultos.

No adultos, os sintomas do eritema infeccioso podem ser diferentes. Além do rash frequentemente não ter a típica aparência reticular, podendo ser facilmente confundido com rash da rubéola, da escarlatina ou de alergias de pele, alguns adultos podem até não desenvolver rash algum.

Enquanto mais de 75% das crianças apresentam exantemas, menos 50% dos adultos o fazem.

Em algumas pessoas, principalmente nas mulheres adultas, o sintoma mais importante, e, às vezes, único, da infecção pelo parvovírus B19 é uma intensa dor articular, habitualmente com sinais de artrite (dor, calor e inchaço nas articulações). Mãos, punhos, joelhos, tornozelos e pés são os locais mais acometidos.

O acometimento articular costuma durar de 1 a 2 semanas, mas, em alguns casos, pode demorar meses para sumir completamente.

Fase 3 – após a fase aguda do exantema, que dura de 1 a 3 semanas, o paciente pode ainda passar semanas, ou até meses, experimentando recorrências do rash, principalmente após contato com água quente, exposição solar excessiva, dias muito quentes, estresse psicológico ou exercício físico intenso.

Após a cura, o paciente torna-se imune à doença.

Diagnóstico do eritema infeccioso

Quando o quadro clínico é muito característico, com o rash facial tipo esbofetada e o rash reticular no corpo, o diagnóstico pode ser feito apenas de forma clínica, através dos sintomas.

Nos casos no quais há dúvidas, o médico pode solicitar uma sorologia para parvovírus B19, que é um exame de sangue que pesquisa a presença de anticorpos contra o vírus. Quando o paciente apresenta as lesões de pele e/ou as dores articulares, já costumam haver anticorpos específicos contra o parvovírus B19 circulando no sangue.

Tratamento da eritema infeccioso

Na imensa maioria dos casos, o eritema infeccioso é uma doença benigna e autolimitada, que cura-se sozinha sem a necessidade de nenhum tipo de tratamento.

Se o paciente queixa-se de coceira ou dor articular, medicamentos sintomáticos, como um anti-histamínico ou analgésicos podem ser prescritos para aliviar os sintomas.

 

FEBRE ZIKA – ZIKA VÍRUS

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O Zika vírus (ZIKV) é um vírus da família Flaviviridae, o mesmo da dengue e da febre amarela. Ele é responsável por uma doença chamada febre Zika, que apresenta sinais e sintomas similares aos da dengue, porém mais brandos. E as semelhanças não acabam por aqui, a febre Zika também é uma infecção típica de países de clima tropical, transmitida através de mosquitos, como o Aedes aegypti.

A febre Zika é uma doença nova no Brasil. Como esse vírus é transmitido por um mosquito presente em boa parte do território nacional e nunca havia circulado na população brasileira, o que significa dizer que as pessoas não têm imunidade contra essa virose, a doença rapidamente se espalhou por vários estados do país.

Neste artigo vamos explicar o que é a febre Zika, quais são os seus sintomas, formas de transmissão, métodos diagnósticos e opções de tratamento. Vamos falar também sobre os casos de microcefalia associados ao vírus Zika.

Se você procura informações sobre outras viroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, acesse os seguintes links abaixo:

– DENGUE – Sintomas e tratamento.
– FEBRE AMARELA – Vacina, transmissão e sintomas.
– FEBRE CHIKUNGUNYA ? Sintomas, transmissão e tratamento.

O que é o Vírus Zika / Febre Zika

O vírus Zika é responsável pelo desenvolvimento de uma doença febril, que costuma apresentar um quadro clínico semelhante ao da febre Chikungunya, que é uma espécie de dengue mais branda.

O vírus Zika foi identificado pela primeira vez em 1947, em Uganda, em um macaco rhesus que estava sendo utilizado em uma pesquisa sobre febre amarela. Até aquele momento, o vírus era desconhecido e não havia casos relatados de infecção nos seres humanos. A primeira descrição de febre Zika em humanos ocorreu em 1954, na Nigéria. Desde de então, casos esporádicos de febre Zika têm sido descritos em países da África tropical e sudeste da Ásia.

Em 2007, porém, o primeiro grande surto de febre Zika foi descrito na Micronésia, no Pacífico sul. De lá pra cá, várias ilhas do Pacífico sul têm apresentado casos frequentes de febre Zika, o que tem chamado a atenção das autoridades de saúde sobre uma possível disseminação do vírus por vários países da Oceania e da Ásia.

Inesperadamente, o vírus Zika foi descoberto no Brasil em Maio de 2015, na Bahia, trazido provavelmente por algum turista. Alguns especialistas acham que a introdução do vírus no Brasil se deu durante a maciça vinda de turistas na Copa do Mundo de 2014.

Transmissão da febre Zika

Assim como o vírus da febre amarela, o vírus Zika pode causar doença em seres humanos e macacos, sendo ambos um reservatório para a contaminação de mosquitos da família Aedes, tais como Aedes aegypti, Aedes africanus, Aedes apicoargenteus, Aedes furcifer, Aedes luteocephalus e Aedes vitattus. Destes, apenas o primeiro existe no Brasil. O Aedes albopictus, outro membro da família Aedes existente no Brasil, é também um provável vetor da febre Zika, apesar do isolamento do vírus neste mosquito ainda não ter sido demonstrado.

O Aedes aegypti infecta-se com o Zika vírus toda vez que ele pica uma pessoa ou macaco previamente infectado. Assim como ocorre na dengue e na febre amarela, o mosquito não torna-se imediatamente um transmissor do vírus. Após ser ingerido pelo mosquito, o Zika vírus ainda precisa de cerca de 10 dias para multiplicar-se e migrar do sistema digestivo para as glândulas salivares do Aedes. Só a partir deste momento é que o mosquito passa a ser capaz de transmitir o vírus durante a picada.

A febre Zika não é uma doença contagiosa, portanto, não é preciso impedir que o paciente infectado tenha contato com outras pessoas.

Se você quiser aprender a identificar o mosquito Aedes aegypti, acesse o seguinte link: RECONHEÇA O MOSQUITO AEDES.

Outras formas de transmissão do vírus Zika

O vírus Zika pode ser encontrada em fluidos biológicos, como leite materno, urina, sêmen e saliva. Isso NÃO significa, porém, que esses fluidos sejam necessariamente fontes de contaminação.

Até o momento, nenhum estudo conseguiu demonstrar que o vírus é capaz de se replicar no leite materno, o que sugere que há partículas do vírus no leite, mas não vírus viável para contaminação. Portanto, até o momento, não há dados clínicos que indiquem o vírus Zika seja transmitido pelo aleitamento materno. Deste modo, não motivos que justifiquem a suspensão da amamentação por parte de mães que vivem em áreas de epidemia.

A transmissão sexual do vírus Zika também é possível, apesar de ser menos comum que a transmissão por mosquitos. O vírus Zika pode ser encontrado no sêmen mesmo após a cura clínica do paciente, quando já não há mais vírus detectável no sangue. Há relatos de pacientes que ainda apresentavam o vírus nas secreções penianas 30 a 40 dias depois de terem tido o quadro de Zika. Já nas mulheres o vírus costuma permanecer nas secreções vaginais por menos tempo, ao redor de 11 dias após o desaparecimento dos sintomas.

Portanto, o mais prudente é que pessoas que tiveram Zika recentemente utilizem métodos contraceptivos de barreira, tais como a camisinha, durante cerca de 2 meses, que é o tempo máximo que o vírus costuma estar presente nas secreções genitais. Em casos de homens contaminados com esposas grávidas, a orientação é para o uso da camisinha durante toda a gestação.

Apesar do vírus poder ser encontrado na saliva, não existe nenhum caso relatado de transmissão da febre Zika através do contato com esse fluido, seja através de beijos, tosse ou espirro.

Sintomas da febre Zika

Após ser picado por um mosquito Aedes contaminado, o paciente leva de 3 a 12 dias (período de incubação) para começar a apresentar manifestações clínicas. Estima-se que apenas 1 em cada 5 pessoas contaminadas (20%) irá desenvolver sintomas da febre Zika.

Dentre aqueles que desenvolvem sintomas, o quadro costuma ser de febre baixa (por volta de 38-38,5ºC), dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, principalmente as pequenas, como dedos das mãos e dos pés, conjuntivite, dor nos olhos, fotofobia, coceira na pele e rash (erupções avermelhadas na pele).

São sintomas menos comuns, mas também possíveis: dor abdominal, diarreia, prisão de ventre, aftas, tontura ou perda do apetite.

As manchas vermelhas que surgem na pele na febre Zika são chamadas de rash maculopapular, o que significa que são pequenas e múltiplas manchas avermelhadas com discreto relevo. Essas pequenas manchas pode se confluir, formando grandes manchas avermelhadas.

O rash da febre Zika costuma ser bem difuso, iniciando-se na face e depois disseminando-se pelo pescoço, tronco e membros. Algumas pessoas queixam-se de coceira intensa. Com 2 a 3 dias, o rash começa a melhorar e desaparece dentro de 1 semana.

A febre Zika é uma infecção benigna, que costuma durar de 2 a 7 dias e não provoca complicações hemorrágicas como a dengue. O quadro de dor nas articulações pode demorar até 1 mês para desaparecer.

A distinção entre a febre Zika, a febre Chikungunya e casos mais brandos de dengue apenas pelos sinais e sintomas é muito difícil de ser feita. Para tal, são necessários exames laboratoriais.

Complicações da febre Zika

Assim como ocorre em outras viroses, uma das complicações possíveis da febre Zika é o desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré (SGB), uma complicação de origem neurológica que causa progressiva e temporária perda de força muscular. Explicamos a SGB em detalhes neste artigo: SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ – Sintomas e tratamento.

Febre Zika na gravidez – Microcefalia

No dia 28 de Novembro de 2015, o Ministério da Saúde confirmou ser muito provável haver relação causal entre a febre Zika e casos de fetos com a microcefalia, uma malformação neurológica na qual o tamanho da cabeça do feto ou da criança é menor do que o esperado para a idade.

Essa achado é surpreendente, pois é a primeira vez no mundo que essa complicação é descrita. A febre Zika é comum em vários países da Ásia e da África, e esse tipo de malformação nunca havia sido relatada. Os casos no Nordeste brasileiro foram os primeiros a serem notificados.

Aparentemente, o risco de microcefalia é maior se a gestante contrair a febre Zika nos primeiros três meses de gravidez (primeiro trimestre), que é o momento em que o feto está sendo formado. O risco parece existir também, porém em menor grau, quando a virose é adquirida no 2º trimestre de gestação. A partir do 3º trimestre, o risco de microcefalia é baixo, pois o feto já está completamente formado.

O fato de uma gestante ter febre Zika durante a gestação não é garantia de que o feto terá malformações. Por ser uma complicação recentemente identificada, ainda não sabemos exatamente qual é o percentual de gestantes infectadas que acabam por ter filhos com microcefalia. Alguns estudos mais recentes sugerem um risco de 14% caso o vírus seja contraído ainda no primeiro trimestre nas mulheres brasileiras. Isso significa que 1 em cada 7 grávidas contaminadas terá um filho com microcefalia.

É importante destacar, porém, que estudos realizados com grávidas contaminadas pelo vírus Zika no primeiro trimestre na Polinésia Francesa detectaram uma risco muito mais baixo, de apenas de 1%. Nesta população, apenas 1 em cada 100 mulheres contaminadas pelo Zika no início da gravidez tiveram filhos com microcefalia. O porquê do risco de microcefalia ser muito maior no Brasil ainda é um mistério.

Pelo o que sabemos até o momento, as mulheres que tiveram a doença e ficaram curadas antes de engravidar não apresentam risco de terem fetos com microcefalia pelo vírus Zika. Porém, o intervalo de dias entre a infecção e a gravidez que pode ser considerado seguro ainda não é muito certo. Atualmente, baseado em estudos preliminares, sugere-se 8 semanas de intervalo após o desaparecimento dos sintomas para que a mulher volte a tentar engravidar, mas essa orientação ainda precisa ser confirmada por mais estudos.

Mulheres em áreas com surto de Zika devem evitar a gravidez?

Isso é um assunto polêmico. Apesar de alguns especialistas terem ido à televisão e aos jornais sugerir que as mulheres em áreas de surto não engravidem, o Ministério da Saúde não compartilha dessa mesma opinião. O fato é que se formos olhar com atenção aos números, vamos constatar que nos últimos 3 meses de 2015, época que em que os casos de microcefalia começaram a aumentar de forma alarmante, menos de 0,5% de todas as gestantes em áreas de surto tiveram comprovadamente bebês com microcefalia associada ao vírus Zika. Ou seja, mais de 99,5% das gestantes tiveram filhos nessas regiões sem problemas.

Portanto, apesar de ser uma situação que merece muita atenção, sugerir que a toda a população de várias regiões do Brasil deixe de engravidar parece ser uma solução radical demais no momento.

Diferenças entre febre Zika, Dengue e Chikungunya

Diferenças entre os sinais e sintomas da febre Zika, dengue e febre Chikungunya

Diagnóstico da febre Zika

O diagnóstico de certeza da febre Zika é feito através de um exame de sangue chamado sorologia para o Zika vírus. A sorologia consiste na pesquisa de anticorpos específicos contra o vírus Zika. A lógica por trás desse exame é a seguinte: só terá anticorpos contra o vírus Zika, as pessoas que já foram contaminadas pelo mesmo.

Os primeiros anticorpos contra o vírus Zika costumam surgir com 5 dias de doença. Em geral, sugere-se que o paciente faça o exame de sangue no 5ª dia de doença e depois repita-o após 2 a 3 semanas para que os níveis de anticorpos possam ser comparados.

A sorologia é o método mais simples, mas segundo o ministério da Saúde, esse método ainda não está disponível comercialmente no Brasil.

O diagnóstico dos casos de Zika no Brasil têm sido feito com uma técnica chamada de PCR, que pesquisa diretamente no sangue do paciente a presença de material genético do vírus. Esse exame é mais confiável, porém é mais caro e não está disponível em todos os locais, apenas nos laboratórios de referência do Ministério da Saúde.

Como a febre Zika é benigna e de curta duração, o diagnóstico acaba servindo muito mais para controle epidemiológico do que para auxílio no tratamento. Na verdade, quando o resultado do exame de sangue fica pronto, a grande maioria dos pacientes já não apresenta mais sintomas da doença.

Tratamento da febre Zika

A febre Zika é uma doença autolimitada, que cura-se espontaneamente em poucos dias. A doença não costuma provocar as complicações hemorrágicas comuns na dengue.

Não há nenhum tratamento específico para essa virose. O recomendado é repouso e ingestão de líquidos. Para o tratamento da dor e da febre, o mais recomendado é o paracetamol. Como é difícil a distinção da febre Zika com formas mais brandas ou iniciais de dengue, o  uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou anti-inflamatórios é desencorajado.

Não há vacina para febre Zika, e o controle da doença na população passa pelo controle dos focos de Aedes aegypti.

Reinfecção pelo vírus Zika

Pessoas que já foram infectadas pelo vírus Zika desenvolvem imunidade contra a doença. Porém, ainda não sabemos se essa imunidade é para vida toda e se ela é suficiente para impedir que uma pessoa tenha mais de um episódio de febre Zika ao longo da vida.

10 Causas de Febre com Manchas Vermelhas na Pele

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Manchas avermelhadas na pele costumam ser chamadas de rash cutâneo, exantema ou erupções cutâneas. Quadros de febre que se apresentam com erupções na pele são muito comuns durante a infância, mas podem também acometer adultos. Em geral, as doenças febris exantemáticas são provocadas por infecções de origem viral, porém, algumas delas podem ter origem em infecções bacterianas.

Na maioria dos casos, as infecções que provocam exantema febril são benignas e de curta duração, como a rubéola, a catapora, a roséola e a mononucleose.

Neste texto vamos fazer uma rápida revisão sobre as 10 principais doenças cuja apresentação clínica típica é a erupção cutânea e a febre.

Antes de seguirmos em frente, é importante explicar que vários vírus diferentes podem eventualmente provocar rash cutâneo. Entre eles estão o adenovírus, parainfluenza e vários tipos de enterovírus. Todos esses podem causar quadros de resfriado ou gastroenterite. Em geral, essa viroses são brandas, autolimitadas e sem uma apresentação clínica muito típica,  o que torna a identificação do agente infeccioso difícil e desnecessária. São geralmente aqueles casos em que o médico apenas diz que você tem uma virose, sem definir de forma mais específica o diagnóstico (leia: VIROSE ? Sintomas, Causas e Tratamento).

As doenças que serão descritas neste artigo são os chamados casos clássicos de rash com febre. São casos cuja apresentação clínica é bem característica, o que permite a elaboração de uma hipótese diagnóstica de forma relativamente simples. São elas em ordem alfabética:

1- Catapora – varicela.
2- Dengue, febre Chicungunha ou febre Zika
3- Eritema infeccioso.
4- Escarlatina.
5- Exantema súbito.
6- Herpes Zoster.
7- Mononucleose.
8- Rubéola.
9- Sarampo.
10- Síndrome mão-pé-boca – Vírus de Coxsackie.

As erupções cutâneas de origem alérgica não costumam causar febre e já foram abordadas em um artigo à parte: ALERGIA NA PELE | Principais causas.

Se você procura informações sobre manchas vermelhas na pele que provocam coceira, leia: 8 Causas de Manchas Vermelhas na Pele que Coçam.

Nomenclatura do rash

Antes de falarmos sobre as características de cada tipo de rash cutâneo, é importante explicar rapidamente o que significam alguns termos habitualmente usados para descrever esse tipo de lesão:

– Pápula: são pequenas elevações, tipo bolhinhas, com diâmetro menor que 1 cm.

– Mácula: é uma mancha na pele, plana, bem delimitada e com coloração nitidamente diferente da pele sadia ao redor.

– Maculopapular: é um rash com máculas e pápulas ao mesmo tempo. Em geral, são manchas vermelhas planas com pequeno relevo provocado pela presença de pápulas. Esta é a forma de rash mais comum das viroses exantemáticas.

– Vesícula: são bolhas com conteúdo líquido no interior.

– Crosta: é uma lesão em fase de cicatrização, com formação do que popularmente chamamos de “casquinha” da ferida.

1- Catapora – varicela

A catapora, também conhecida como varicela, é uma infecção de origem viral altamente contagiosa, que ocorre na maioria dos casos durante a infância.

A catapora tem como principais manifestações clínicas o rash, a perda do apetite e febre ao redor de 38,5ªC. O rash da catapora distribui-se por todo o corpo e tende a causar muita coceira.

O exantema da catapora desenvolve-se em 4 estágios: ele inicia-se como máculas, que rapidamente transformam-se em pápulas, em seguida em vesículas (bolhas), e, por fim, em crostas. Uma das características que ajudam a distinguir a catapora de outras doenças exantemáticas é a existência ao mesmo tempo de lesões em cada um dos estágios de desenvolvimento, ou seja, o paciente apresenta difusamente pelo corpo pápulas, vesículas e crostas.

Habitualmente, a partir do 4º dia de doença param de surgir novas lesões, e até o 6ºdia todas as lesões já viraram crostas. Neste momento, o paciente deixa de ser contagioso. Dentro de 1 ou 2 semanas, as crostas caem, deixando a pele temporariamente mais clara nestas regiões.

Para saber mais detalhes sobre a catapora, acesse o seguinte artigo: CATAPORA (VARICELA) ? Sintomas e tratamento.

2- Dengue, Chicungunha e febre Zika

A dengue, a febre Chicungunha e a febre Zika são viroses transmitidas pelos mosquitos do gênero Aedes, que costumam provocar quadros de febre alta, dor articular e rash cutâneo.

As manchas vermelhas na pele provocadas por essas três viroses são muito parecidas, sendo muito difícil a sua distinção apenas pelo exame físico.

A erupção cutânea dessas viroses é chamada de rash maculopapular, ou seja, manchas avermelhadas com pontos com discreto relevo. Essas pequenas manchas podem se confluir, formando grandes grupos de manchas avermelhadas, criando um aspecto que pode lembrar um mapa geográfico, como exemplificado na imagem ao lado.

Nas três viroses, o rash poder causar alguma coceira e costuma melhorar a partir do 3º dia.

Para saber mais sobre essas três viroses, acesse os seguintes links:
– SINTOMAS DA DENGUE ? Sinais de gravidade
– FEBRE CHIKUNGUNYA ? Sintomas, transmissão e tratamento
– FEBRE ZIKA ? ZIKA VÍRUS

3- Eritema infeccioso

O eritema infeccioso, também conhecido como quinta moléstia, síndrome da face esbofetada ou parvovirose, é uma virose contagiosa causada por um vírus chamado Parvovírus B19.

Os principais sintomas do eritema infeccioso são a febre (geralmente ao redor de 38ªC) e o rash cutâneo. O exantema desta virose inicia-se na face, provocando uma aparência que é chamada de ?face esbofetada?. Esse rash é bem avermelhado, acomete ambas as bochechas e apresenta discreto relevo. As áreas ao redor do nariz, da boca e dos olhos costumam ser poupadas.

1 a 4 dias após o aparecimento do rash na face, as manchas vermelhas espalham-se pelo corpo. Nesta fase, as lesões de pele adquirem uma aparência muito característica, que é chamada de rash reticular (manchas avermelhadas em forma de renda), como pode ser visto na foto ao lado. O rash reticular é mais comum nas crianças que nos adultos, que podem ter exantemas mais parecidos com aqueles da rubéola ou da escarlatina.

Para saber mais sobre o eritema infeccioso, acesse o seguinte link: ERITEMA INFECCIOSO ? Parvovírus B19.

4- Escarlatina

A escarlatina é uma doença causada pela bactéria Estreptococo beta hemolítico do grupo A, também conhecida como Streptococcus pyogenes, que surge habitualmente por um quadro de faringite ou amigdalite bacteriana.

O início dos sintomas da escarlatina costuma ser abrupto, com inflamação na garganta e febre alta, acima de 38,5ºC. Cerca de 24 horas após o início do quadro, surge o sinal mais característico da doença, que é o rash cutâneo.

A erupção de pele da escarlatina inicia-se na cabeça e espalha-se pelo corpo ao longo das horas seguintes. As palmas das mãos e as plantas dos pés costumam ser poupados.

O acometimento da pele pela escarlatina caracteriza-se pelo aparecimento de numerosas erupções avermelhadas de 1 a 2 mm, com discreto relevo, que podem dar à pele uma textura levemente áspera, tipo uma lixa. Além de muito avermelhadas, as lesões da escarlatina evanescem-se transitoriamente quando pressionamos a pele com o dedo.

Essas lesões do rash costumam se aglomerar nas áreas de dobras, como axilas, virilhas, prega do cotovelo, formando uma linha bem vermelha nestas regiões, que recebe o nome de linhas de Pastia.

Para saber mais sobre a escarlatina, acesse o seguinte link: ESCARLATINA | Sintomas e tratamento.

5- Exantema súbito – Roséola

A roséola, também conhecida como exantema súbito ou sexta moléstia, é uma virose causada pelo herpesvírus-6 ou pelo herpesvírus-7, que são vírus da família da herpes.

O rash da roséola é macular ou maculopapular e evanesce transitoriamente quando pressionado, podendo ser bem parecido com o da rubéola ou da escarlatina. Entretanto, o exantema da roséola tem uma característica muito típica: ele surge imediatamente depois que a febre desaparece. Daí o nome exantema súbito.

O quadro clínico da roséola é de febre alta (ao redor de 40ºC) por 3 a 5 dias, associado habitualmente à dor de ouvido e aumento dos linfonodos. Assim que a febre cede, surge o exantema, inicialmente no pescoço e no tronco, e a seguir na face e nas extremidades. Esse padrão de alastramento do rash também é típico e ajuda no diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas febris.

As manchas na pele da roséola duram apenas 1 ou 2 dias, mas há casos em que o exantema é tão fugaz, que não dura mais do que 4 horas.

Para saber mais sobre a roséola, leia: ROSÉOLA INFANTIL | EXANTEMA SÚBITO.

6- Herpes zoster

O herpes zoster, conhecido também como cobreiro ou zona, é uma doença infecciosa provocada pelo vírus Varicella-Zoster, o mesmo que provoca a catapora (varicela). O herpes zoster é uma infecção que ocorre por reativação do vírus da catapora em pessoas que tiveram a doença no passado.

A reativação do vírus Varicella-Zoster ocorre sempre que temos algum enfraquecimento no sistema imunológico. Situações como estresse intenso, doenças, uso de drogas imunossupressoras, traumas, exposição solar excessiva, falta de sono adequado, etc, podem ser fatores que favorecem o aparecimento do herpes zoster.

Quando o herpes zoster aparece, ele costuma começar como um rash em pápulas, bem doloroso e avermelhado, evoluindo rapidamente para as típicas vesículas agrupadas.

Novas vesículas vão surgindo ao longo de 3 a 5 dias, geralmente aliviando após 7 a 10 dias, quando as bolhas secam e começam a formar crostas.

Pode haver uma única lesão ou múltiplas lesões, espalhadas em “faixa”. A região torácica, abdominal e lombar são as mais acometidas. Uma caraterística é o fato da lesão acometer somente um lado do corpo, nunca ultrapassando a linha média.

Para saber mais sobre o herpes zoster, leia: HERPES ZOSTER | Sintomas e tratamento.

7- Mononucleose

A mononucleose, também conhecida como doença do beijo, é uma virose provocada por um vírus chamado Epstein-Barr virus (EBV), transmitido através de secreções das vias respiratórias.

A apresentação clínica característica da mononucleose é febre, aumento dos linfonodos e dor de garganta. O rash não é comum, mas pode surgir naqueles pacientes que são equivocadamente tratados com antibióticos, principalmente a amoxicilina (leia: AMOXICILINA E AMOXICILINA COM CLAVULANATO | Bula simplificada). Muitas vezes, o rash só surge uma semana depois do uso dos antibióticos.

O exantema da mononucleose também é maculopapular, com manchas vermelhas planas e pequenas elevações, que podem se fundir e criar grandes placas avermelhadas, que evanescem à digitopressão. As lesões são pruriginosas e podem ser muito parecidas com o rash da escarlatina ou da rubéola.

Para saber mais sobre a mononucleose, leia: MONONUCLEOSE INFECCIOSA | DOENÇA DO BEIJO.

8- Rubéola

A rubéola é mais uma virose, altamente contagiosa, e que costuma acometer as crianças, apesar de também poder ser vista em adultos. O quadro clínico típico da rubéola é febre e exantema.

O rash da rubéola também é maculopapular, semelhante ao que ocorre na escarlatina, na roséola e na mononucleose. São pequenas manchas avermelhadas com discreto relevo, que evanescem à digitopressão.

A erupção aparece primeiro na face, espalhando-se em seguida para o tronco e extremidades. O rash torna-se generalizado no prazo de 24 horas. As manchas avermelhadas na pele podem durar de 2 a 7 dias, sendo 3 dias de duração a apresentação mais comum. Além da pele, o rash também pode surgir no palato (céu da boca).

Para saber mais sobre a rubéola, acesse o seguinte link: RUBÉOLA | Sintomas e diagnóstico.

9- Sarampo

O sarampo é uma das viroses exantemáticas mais graves, tendo sido até a década de 1970 uma das principais causas de morte infantil no Brasil. Desde o ano 2000, porém, devido ao sucesso das campanhas de vacinação, os casos de sarampo se tornaram muito pouco frequentes. De uma média de mais de 100 mil casos por ano na década de 1980, a incidência de novos casos anuais hoje é de apenas 200, boa parte deles importados por pessoas que adquiriram o vírus fora do território brasileiro.

O rash do sarampo é um exantema maculopapular e evanescente, que surge cerca de 2 ou 3 dias após o surgimento da febre alta. As manchas são abundantes e podem confluir, criando grandes placas avermelhadas, como exemplificado na foto ao lado. Palmas das mãos e plantas costumam ser poupados.

O rash surge inicialmente na cabeça, espalhando-se pela parte superior do tronco, depois inferior e, finalmente, membros.

48 horas após o início do rash, o paciente começa a melhorar da febre. 3 a 4 dias depois, as machas vermelhas da pele começam a escurecer e vão desaparecendo gradativamente, criando uma fina descamação.

Para saber mais sobre o sarampo, leia: SARAMPO | Sintomas e vacina.

10- Síndrome mão-pé-boca – Vírus Coxsackie A

A síndrome mão-pé-boca é uma virose provocada habitualmente pelo vírus Coxsackie A, sendo uma das viroses exantemáticas febris mais fácies de se diagnosticar, dada a sua propensão em provocar lesões nas palmas das mãos, boca e plantas dos pés.

O quadro inicia-se habitualmente com dor de garganta e febre baixa, ao redor de 38,5ºC. Um ou dois depois começam a surgir as lesões na boca e na pele.

As lesões da boca surgem como pequenas vesículas, que logo se rompem e formam úlceras dolorosas (aftas). A língua e a mucosa da cavidade oral, principalmente a região interna das bochechas, são os locais mais acometidos.

O exantema da síndrome mão-pé-boca pode ser maculopapular ou vesicular. As lesões da pele não costumam coçar, mas podem doer. O exantema ou as bolhas geralmente envolvem as mãos (dorso dos dedos, área interdigital e palmas), pés (dorso dos dedos, borda lateral, calcanhar e planta), nádegas, coxas e braços. Com menos frequência, as vesículas podem ser vistas no tronco e na face.

A doença dura de 7 a 10 dias e costuma curar-se espontaneamente.

Para saber mais sobre a síndrome mão-pé-boca, leia: SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA ? Vírus Coxsackie.

ROSÉOLA INFANTIL – EXANTEMA SÚBITO

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A roséola infantil, também chamada de exantema súbito, é uma virose muito comum durante a infância, que manifesta-se através de erupções cutâneas (manchas vermelhas na pele) e febre. O exantema súbito é uma infecção viral benigna, que cura-se sozinha sem necessidade de tratamento e raramente provoca complicações.

Neste artigo vamos explicar os conceitos básicos do exantema súbito, incluindo os seus sintomas, suas causas, formas de transmissão, diagnóstico e opções de tratamento.

Para saber mais sobre outras causas comuns de febre e rash cutâneo, acesse o seguinte link: 10 Causas de Febre com Manchas Vermelhas na Pele.

O que é a roséola infantil

A roséola é uma uma virose benigna, de curta duração e com baixíssima taxa de complicações. O vírus responsável na maioria dos casos é o herpesvírus humano 6 (HHV-6), um vírus da família do herpes. Porém, a roséola também pode ser provocada por outros vírus, tais como, herpesvírus humano 7 (HHV-7), alguns enterovírus (coxsackievirus A, coxsackievirus B e echovirus), adenovírus e parainfluenza tipo 1.

A roséola infantil é uma infecção típica de bebês. Cerca de 75% dos casos ocorrem em crianças entre 6 meses e 1,5 ano de idade. Meninos e meninas são acometidos com igual frequência. Ao final da infância, praticamente todo mundo já terá tido algum contato com o vírus, mesmo aqueles que se infectaram, mas não chegaram a desenvolver os sintomas da roséola. Por isso, quadros de roséola em adultos são raros.

Transmissão da roséola infantil

A transmissão da roséola é feita habitualmente de pessoa para pessoa através do contato com secreções das vias respiratórias, principalmente pela saliva. Espirros, tosse, beijos, contato com perdigotos e brinquedos que vão à boca e são compartilhados com outras crianças são fontes potenciais de contágio.

Na maioria dos casos, os pacientes não conseguem identificar a origem da transmissão, pois esta se dá frequentemente através de indivíduos que são portadores assintomáticos do vírus. Explicando melhor: uma criança se contamina com o HHV-6, não desenvolve sintomas de roséola, mas passa vários dias sendo uma fonte de transmissão do vírus. Essa criança portadora assintomática pode passar o vírus para dezenas de outras crianças, principalmente se ela estiver frequentando uma creche. Dentre as crianças recém-infectadas, algumas irão desenvolver os sintomas da roséola, mas a maioria delas se transformará em novos portadores assintomáticos do vírus.

Sintomas da roséola infantil

Para aquele pequeno grupo que irá desenvolver sintomas, o período médio de incubação da roséola é de 10 dias. O quadro clínico inicia-se habitualmente com uma febre alta, que pode ultrapassar os 40ºC. A febre pode vir acompanhada de outros sinais e sintomas, tais como dor de ouvido, aumento dos linfonodos do pescoço, irritação, perda do apetite, nariz entupido, dor de garganta ou diarreia. Do mesmo jeito que surge subitamente, após 3 a 5 dias de temperaturas altas, a febre também vai embora rapidamente de uma hora para outra.

O sinal mais característico da roséola é o surgimento súbito de uma exantema (manchas vermelhas na pele) imediatamente após a resolução da febre, daí a doença também ser conhecida como exantema súbito. O rash da roséola não coça nem provoca dor.

O exantema da roséola inicia-se no tronco e depois espalha-se para membros e face. As lesões são habitualmente compostas por múltiplas pequenas manchas avermelhadas, de 0,5 centímetros, que podem ser planas ou com discreto relevo. O exantema dura de 1 a 2 dias, mas em alguns casos pode durar apenas poucas horas.

A roséola cura-se espontaneamente sem provocar complicações na maioria dos casos. Em algumas crianças, porém, a febre muito alta pode desencadear episódios de crise convulsiva. Apesar de ser um quadro bastante assustador para os pais, as crises são auto-limitadas e não provocam problemas maiores na imensa maioria dos casos.

Os vírus HHV-6 e HHV-7 também podem provocar uma outra forma de rash cutâneo, conhecido como pitiríase rósea. Este rash acomete preferencialmente crianças mais velhas e adultos jovens (leia: PITIRÍASE RÓSEA ? Sintomas e tratamento).

Diagnóstico da roséola infantil

Na maioria dos pacientes, a roséola é diagnosticada clinicamente, devido à sua típica apresentação de febre por 3 a 5 dias seguida de rash cutâneo em uma criança com menos de 3 anos. Antes do aparecimento do rash, é muito difícil estabelecer o diagnóstico, pois os sintomas são os mesmos que os de qualquer virose comum.

Raramente, o médico pode pedir uma sorologia, que é um exame que investiga a presença de anticorpos contra a roséola no sangue.

Tratamento da roséola infantil

A roséola é um quadro benigno e auto-limitado, e a maioria das crianças já se encontra curada dentro de uma semana após o surgimento da febre. O tratamento indicado, portanto, é apenas repouso, boa hidratação e controle da febre com analgésicos comuns.

SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA – Vírus Coxsackie

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A síndrome mão-pé-boca (SMPB), também chamada de doença mão-pé-boca, é uma infecção viral contagiosa muito comum em crianças, que é caracterizada por pequenas feridas na cavidade oral e erupções nas mãos e nos pés.

A síndrome mão-pé-boca é, na maioria dos casos, uma doença branda e benigna, que desaparece espontaneamente após alguns dias sem causar nenhum tipo de complicação. O maior problema costuma ser o risco de desidratação, pois a dor de garganta pode fazer com que a criança pare de aceitar alimentos e líquidos.

De todas as principais causas de exantemas febris (febre + manchas vermelhas na pele), a doença mão-pé-boca é uma das mais fáceis de ser diagnosticada, devido ao seu típico envolvimento da mucosa oral, solas dos pés e palmas das maões.

Neste artigo, vamos nos ater apenas à síndrome mão-pé-boca, se você procura informações sobre outras causas de febre e manchas vermelhas na pele, acesse o seguinte link: 10 Causas de Febre com Manchas Vermelhas na Pele.

O que é a síndrome mão-pé-boca

A síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral contagiosa, provocada habitualmente, mas não somente, pelo Coxsackievirus A16. Casos da SMPB também podem ser provocados por outros sorotipos do Vírus Coxsackie, tais como o Coxsackievirus A2, A4 ao A10, B2, B3 ou B5. Outros vírus, como o Echovirus 1, 4, 7 ou 19 ou o Enterovirus A71 também podem causar a mesma síndrome, com sinais e sintomas muito semelhantes.

O quadro clínico costuma ser autolimitado e de curta duração em todos os sorotipos, mas a síndrome mão-pé-boca provocada pelo Enterovirus A71 pode ser mais perigosa, pois pode complicar com casos de encefalite, meningite ou miocardite (inflamação do músculo cardíaco).

A SMPB ocorre frequentemente nas crianças com menos de 5 anos, mas pode, eventualmente, acometer adultos.

Transmissão da síndrome mão-pé-boca

O vírus que causam a doença mão-pé-boca podem ser transmitidos por contato com secreções das vias respiratórias, secreções das feridas das mãos ou dos pés e pelo contato com fezes dos pacientes infectados. Isso significa que o Vírus Coxsackie (e os outros vírus causadores da SMPB) podem ser transmitidos nas seguintes situações:

  • Beijar alguém infectado.
  • Ter contato com secreções respiratórias, geralmente através da tosse ou espirro.
  • Beber água contaminada.
  • Apertar a mão de alguém contaminado.
  • Ingerir alimentos preparados por alguém infectado, que não tenha feito a higienização adequada das mãos.
  • Contato com brinquedos ou objetos que possam ter sido contaminados por mãos sujas.
  • Contato com roupas contaminadas.
  • Trocar fraldas de crianças contaminadas.

Geralmente, a fase de maior contágio da síndrome mão-pé-boca é durante a primeira semana de doença. Porém, mesmo após a cura, o paciente pode permanecer eliminando o vírus nas fezes, o que o mantém contagioso durante dias ou até semanas depois dos sintomas terem desaparecidos.

A maioria dos adultos que se contamina com o Vírus Coxsackie não desenvolve sintomas, mas eles podem ser transmissores assintomáticos do vírus.

Sintomas da síndrome mão-pé-boca

O período de incubação da SMPB costuma ser de 3 a 6 dias. Os primeiros sintomas a surgirem costumam ser a dor de garganta e a febre, que fica por volta dos 38ºC. Mal-estar e perda do apetite também são frequentes. Num primeiro momento, a doença é muito parecida com qualquer quadro de virose comum, sendo impossível o seu diagnóstico clínico nesta fase.

Um ou dois dias após os primeiros sintomas, começam a surgir as lesões características que dão o nome à doença mão-pé-boca.

As lesões da boca começam como pontos avermelhados, que se transformam em pequenas bolhas e posteriormente em úlceras dolorosas, semelhantes às aftas comuns (leia: COMO TRATAR AS AFTAS?). Essas ulcerações surgem habitualmente na língua, e nas partes internas dos lábios e bochechas. O palato (céu da boca) também pode ser afetado.

Um ou dois dias após o surgimento das lesões da boca começam também a aparecer as lesões nas palmas das mãos e nas solas dos pés. A ferida inicia-se como pequenas bolhas, com um halo avermelhado ao seu redor. As lesões costumam ter de 0,1 a 1 cm de diâmetro e podem se romper, liberando um líquido que é bem contagioso. Nádegas, coxas, braços tronco e face também podem apresentar algumas lesões.

É importante destacar que nem todas as pessoas contaminadas pelo Vírus Coxsackie desenvolvem o quadro clínico completo da SMPB. 75% dos pacientes têm a síndrome completa, mas o restante pode ter apenas lesões na boca ou na pele.

No caso dos adultos, a imensa maioria dos indivíduos que entra em contato com o Vírus Coxsackie não desenvolve sintoma algum.

Complicações da doença mão-pé-boca

A síndrome mão-pé-boca costuma durar de 7 a 10 dias e cura-se espontaneamente, sem a necessidade de tratamento e sem causar complicações na maioria dos casos.

A complicação mais comum costuma ser a desidratação, pois, além do mal-estar, a dor de garganta é muito forte, e as crianças podem parar de aceitar alimentos e líquidos.

Os casos de SMPB causados pelo Enterovirus A71 também costumam ter um curso benigno, mas há um maior risco de complicações, tais como miocardite, meningite ou encefalite.

Diagnóstico da síndrome mão-pé-boca

Nos pacientes que apresentam o típico quadro de febre, úlceras orais e lesões nas palmas das mãos e plantas dos pés, o diagnóstico é feito facilmente, sem a necessidade de uma maior investigação laboratorial.

Nos casos atípicos, se o médico sentir a necessidade de fazer o diagnóstico, a identificação do vírus pode ser obtida através de exame de fezes ou das secreções da garganta ou das lesões de pele.

Tratamento da síndrome mão-pé-boca

Não existe tratamento específico para a SMPB. E nem precisa, pois a doença costuma ser autolimitada. Em geral, bastam anti-inflamatórios ou analgésicos comuns para controlar os sintomas de dor e febre. É importante manter as crianças bem hidratadas.

Nos casos mais graves, principalmente nas crianças que recusam a alimentação e passam a correr risco de desidratação, a internação hospitalar pode ser necessária.

Prevenção da síndrome mão-pé-boca

Pessoas contaminadas devem ficar em casa. Crianças não devem ir à creche ou à escola, e adultos devem faltar o trabalho até todos os sintomas terem desaparecidos.

Como o vírus ainda pode ser eliminado nas fezes mesmo após a cura dos sintomas, é importante orientar o paciente a lavar as mãos com frequência, principalmente após ir ao banheiro e antes de manusear comida. Nas creches, é preciso ter muito cuidado com a higiene das mãos na hora de trocar as fraldas, para que os profissionais não transmitam o vírus de uma criança pra outra.

Roupas comuns e roupas de cama podem ser fontes de contágio (principalmente se houver secreção das lesões da pele) e devem ser trocadas e lavadas diariamente. Brinquedos também devem ser lavados com frequência.

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca, mas há estudos muito avançados e promissores em curso.

PITIRÍASE RÓSEA – Sintomas e tratamento

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A pitiríase rósea é uma erupção de pele relativamente comum, que provoca um rash cutâneo caracterizado por manchas avermelhadas ou rosadas, que provocam intenso comichão. As suas causas ainda não estão totalmente esclarecidas, mas acredita-se que a doença tenha uma origem viral.

A pitiríase rósea é uma doença benigna e autolimitada. O seu maior problema é o fato de coçar muito e demorar para várias semanas para desaparecer.

Neste artigo vamos explicar o que é a pitiríase rósea, quais são as suas prováveis causas, os seus sintomas e as opções de tratamento.

Se você procura informações sobre a pitiríase versicolor, também conhecida como pano branco, acesse o seguinte link: PITIRÍASE VERSICOLOR ? PANO BANCO.

O que é pitiríase rósea

A pitiríase rósea é uma erupção de pele provavelmente provocada por alguns vírus da família do herpesvírus humano, tais como o herpesvírus humano 6 (HHV-6) e o herpesvírus humano 7 (HHV-7), os mesmos que causam nas crianças uma doença chamada exantema súbito, também conhecida como roséola infantil (leia: ROSÉOLA INFANTIL | EXANTEMA SÚBITO).

O exantema súbito e a pitiríase rósea são doenças diferentes causadas pelo mesmos vírus. O exantema súbito caracteriza-se por ser um rash cutâneo com febre alta e sem comichão, enquanto a pitiríase é um rash de pele sem febre, mas com intensa coceira.

Apesar de ser provocada por alguns membros da vírus da família do herpesvírus humano, a pitiríase rósea nada tem a ver com o herpes labial ou o herpes genital, que são doenças provocados por outros tipos de vírus desta família, nomeadamente os herpesvírus humano 1 (HHV-1) e o herpesvírus humano 2 (HHV-2) (leia: HERPES | Sintomas e tratamento).

Apesar de ser uma doença de provável origem viral, a pitiríase rósea não é contagiosa. Esse rash pode surgir em qualquer época da vida, mas é mais comum entre os 10 e 35 anos de idade, sendo rara nos bebês e nos idosos. Ela mais comum nas mulheres que nos homens, e os meses de outono e na primavera são as épocas na qual a doença surge com maior frequência.

Sintomas da pitiríase rósea

Em até 90% dos casos a pitiríase rósea iniciam-se com uma lesão única, chamada placa-mãe ou medalhão, que apresenta forma arrendondada ou ovalada, com 2 a 5 cm de diâmetro, bordas bem delimitadas e coloração rosada. Nos indivíduos de pele mais escura, a lesão pode ser arroxeada ou cinzenta. Com o passar dos dias, a placa-mãe cresce, começa a apresentar uma fina descamação e o seu centro torna-se mais claro. Abdômen, tórax e costas são as localizações mais comuns desta lesão inicial.

Alguns pacientes referem o aparecimento de alguns sintomas inespecíficos de virose dias antes do surgimento da placa-mãe. Os mais comuns são dor de garganta, mal-estar, dor de cabeça, diarreia ou dores pelo corpo.

Com o passar dos dias, inicia-se o chamado período eruptivo, também conhecido como rash secundário. Essa fase consiste no aparecimento de múltiplas lesões semelhantes à placa-mãe, porém menores. Em geral, essas lesões filhas se restringem ao tronco e à raiz das pernas, sendo muito comum o acometimento da região das virilhas. O acometimento do pescoço, face, pés e mãos pode ocorrer, mas é incomum, pois as lesões tendem a ficar centralizadas no centro do corpo, poupando as extremidades.

O número de lesões filhas pode variar de dezenas a centenas, dependendo da intensidade do rash. Essa múltiplas lesões também são avermelhadas, apresentam fina descamação e podem ser muito pruriginosas. Em alguns casos, a lesão mãe é muito maior que as lesões filhas, mas em outros, ela pode ser apenas levemente maior. Após o início do período eruptivo, o paciente pode ficar tendo novas lesões do rash ainda por vários dias, às vezes semanas.

Conforme as lesões vão ficando antigas, elas passam a ter um centro mais claro e um halo ao redor com descamação. Após 4 a 6 semanas, as primeiras lesões começam a sumir, mas podem deixar uma área despigmentada (mais branca que a pele), que pode durar meses para voltar à cor normal. Quanto mais escura é a pele, mais evidente é essa despigmentação.

Para além das lesões de pele, a coceira é o único sintoma que a pitiríase rósea costuma provocar. A intensidade do comichão varia de pessoa pra pessoa. Na maioria dos casos, a coceira é leve a moderada, mas pelo 1 em cada 4 pacientes classifica o seu prurido como intenso.

A pitiríase rósea cura-se espontaneamente, mas pode demorar. Contando desde o surgimento da placa-mãe até o desaparecimento das últimas lesões do rash secundário, a doença pode ter de 4 a 12 semanas de duração.

Caso o rash dure mais de 3 meses para desaparecer, a hipótese diagnóstica de pitiríase rósea deve ser repensada. Em geral, indica-se um biópsia da pele para confirmar o diagnóstico.

Diagnóstico da pitiríase rósea

Uma vez que o período eruptivo tenha surgido, o diagnóstico da pitiríase rósea costuma ser relativamente simples. Uma história de uma lesão mãe, com fina descamação e centro pálido, precedendo em alguns dias o surgimento de um rash pruriginoso e sem outros sintomas é uma apresentação muito típica da pitiríase rósea.

O diagnóstico pode ser mais complexo nos casos atípicos ou quando a lesão mãe ainda está numa fase muito inicial. Em cerca de 10% dos casos, não há a placa-mãe antecedendo o período eruptivo, o que torna o diagnóstico um pouco mais difícil.

Algumas doenças podem ser confundidas como a pitiríase rósea, sendo a dermatofitoses (lesões fúngicas da pele), a sífilis secundária e psoríase gutata as mais parecidas. Algumas alergias medicamentosas também podem causar lesões semelhantes às da pitiríase rósea. HIV é outro diagnóstico diferencial a ser pensado em casos atípicos.

Na maioria dos casos não é necessária a realização de exames complementares. Se o médico, porém, achar que o quadro clínico não está muito típico, alguns exames para descartar os diagnósticos diferenciais podem ser solicitados, tais como pesquisa de VDRL ou FTA-ABS para sífilis, sorologia para HIV e exame micológico da pele para descartar fungos.

Tratamento da pitiríase rósea

Não há um tratamento específico para a pitiríase rósea. A doença cura-se espontaneamente e sem deixar sequelas após 2 ou 3 meses, independentemente do que se faça.

O tratamento é geralmente indicado para aqueles pacientes que queixam-se de muita coceira. Pomadas ou cremes à base de corticoides de média potência, tais como hidrocortisona, mometasona ou triancinolona ajudam a aliviar o comichão. Essas pomadas podem ser aplicadas 2 a 3 vezes por dia por no máximo 3 semanas, para minimizar os riscos de efeitos adversos.

Loções tópicas com mentol ou calamina também ajudam e têm menos risco de provocar efeitos colaterais que os corticoides.

Anti-histamínicos por via oral também ajudam. Se o paciente tem dificuldade para dormir devido ao prurido, anti-histamínicos de primeira geração, que provocam sono, como a hidroxizina podem ser utilizados.

Uma vez que o rash e a coceira tenham desaparecidos, é rara a recorrência da doença.

Este post também está disponível em: Espanhol

8 Causas de Manchas Vermelhas na Pele que Coçam

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Chamamos de rash o aparecimento de uma ou mais manchas avermelhadas na pele. O rash pode ser assintomático, mas, na maioria das vezes, vem acompanhado de outros sintomas, tais como coceira, febre ou dor local.

Como existem dezenas de doenças que podem causar manchas vermelhas na pele, desde alergias até quadros infecciosos, a presença destes outros sintomas associados nos ajudam a estabelecer os diagnósticos mais prováveis.

Neste artigo nos vamos falar sobre as 8 causas mais comuns de rash pruriginoso, ou seja, manchas vermelhas na pele que causam coceira.

Se você procura informações sobre as principais causas de manchas na pele com febre (rash febril), acesse o seguinte link: 10 Causas de Febre com Manchas Vermelhas na Pele.

As seguintes causas de rash pruriginoso serão abordadas neste texto:

1- Urticária.
2- Pitiríase rósea.
3- Dermatite atópica.
4- Picada de mosquito.
5- Dermatite de contato.
6- Dermatofitoses (micose de pele).
7- Intertrigo (candidíase de pele).
8- Escabiose (sarna).

1 – Urticária

A urticária é uma das causas mais comuns de rash pruriginoso. Cerca de 20% da população apresenta pelo menos um episódio da doença em sua vida.

As urticárias de origem alérgica são as mais comuns e costumam aparecer logo após o contato com a agente causador. O tempo varia entre poucos minutos até 1 ou 2 horas. As principais causas são:

  • Antibióticos.
  • Aspirina.
  • Anti-inflamatórios.
  • Picadas de insetos, principalmente abelhas e vespas (leia: PICADA DE ABELHA E VESPA).
  • Contato com látex.
  • Alimentos, tais como ovos, leite, frutos do mar, soja, corantes (mesmo os naturais), nozes e amendoim.
  • Contato com substâncias, incluindo plantas, pólen, saliva de animal, tinta, resinas, perfume, detergente…

Rash da urticária

Apesar de ser frequentemente tratada como um processo alérgico, a verdade é que a urticária pode também ser desencadeada por reações não alérgicas. Infecções virais ou bacterianas, parasitas, exposição ao calor ou frio e exercício físicos são apenas alguns exemplos de gatilhos não alérgicos da urticária.

As lesões de pele da urticária são geralmente múltiplas, avermelhadas e coçam intensamente. As manchas costumam ter relevo e pode ter tamanhos variados, mas são, em geral, sempre arredondas. Em alguns casos, as manchas vermelhas podem se aglutinar e formar grandes placas. Quando pressionada com o dedo, a lesão da urticária tende a evanescer de forma efêmera, voltando a assumir a cor vermelha assim que retiramos o dedo.

A urticária aguda dura poucos dias, em geral de 1 a 5, mas há casos que podem demorar um pouco mais para sumir. Ao longo do dia novas lesões podem aparecer, e as mais antigas podem desaparecer, criando um padrão transitório e migratório do rash. Cada lesão individualmente costuma desaparecer em no máximo 24 a 36 horas.

Se você tem lesões de pele que coçam, e acha que a causa pode ser urticária, acesse o seguinte link para saber mais detalhes sore essa doença: URTICÁRIA | Sintomas e tratamento.

2 – Pitiríase rósea

A pitiríase rósea é outra causa extremamente comum de manchas vermelhas na pele com intensa coceira. Não sabemos exatamente por que a doença surge, mas estudos sugerem que ela seja provocada por alguns dos vírus da família do herpesvírus humano, tais como o herpesvírus humano 6 (HHV-6) e o herpesvírus humano 7 (HHV-7), os mesmos que causam nas crianças uma doença completamente diferente, chamada exantema súbito ou roséola infantil (leia: ROSÉOLA INFANTIL | EXANTEMA SÚBITO).

Apesar de ser uma erupção de pele de provável origem viral, a pitiríase rósea não é contagiosa.

Rash da pitiríase rósea

Na maioria dos casos, o rash inicia-se com uma única lesão arredondada, de cor rósea, com leve descamação e, habitualmente, do tamanho de uma moeda. Alguns dias depois, novas lesões, semelhantes à primeira, mas de tamanho menor, começam a surgir pelo tronco e ao redor das virilhas. Essas manchas avermelhadas podem ser muito pruriginosas e demoram de 1 a 3 meses para desaparecer. Neste período, novas lesões podem ir surgindo ao longo do corpo.

Com o passar dos dias, as lesões vão adquirindo uma forma de anel, com o centro mais claro e as bordas avermelhadas e com descamação.

Se você quiser saber mais detalhes e ver mais imagens sobre a pitiríase rósea, acesse o seguinte link: PITIRÍASE RÓSEA ? Sintomas e Tratamento

3- Dermatite atópica – Eczema atópico

A dermatite atópica, também chamada de eczema atópico, é um rash de pele que costuma ser bem pruriginoso, principalmente à noite. É uma erupção muito comum em bebês e crianças, mas pode também acometer adultos. Em cerca de 85% dos casos, a dermatite atópica surge dentro dos primeiros 5 anos de vida.

O eczema atópico é uma condição crônica, com períodos de melhora alternados com fases de agravamento do rash. Cerca de 40% das crianças deixam de ter a doença espontaneamente ao chegarem à vida adulta. No restante dos casos, esta dermatite não tem cura, permanecendo pelo resto da vida.

As causas da dermatite atópica são desconhecidas. Apesar do nome sugerir um processo alérgico, atualmente sabemos que a dermatite atópica não é uma alergia, mas sim um problema que surge por defeitos genéticos de algumas proteínas da pele.

Dermatite atópica

A dermatite atópica surge habitualmente em áreas de dobras, como as dobras dos joelhos, o pescoço e as dobras dos cotovelos. Os sinais e sintomas da dermatite atópica podem variar muito de pessoa para pessoa. Os mais comuns são:

– Intensa coceira, que costuma ser pior à noite.
– Manchas ou placas avermelhadas/acastanhadas, especialmente nas mãos, pés, tornozelos, pulsos, pescoço, tórax superior, pálpebras, dobras dos cotovelos e joelhos. Nas crianças, o rosto e couro cabeludo também costumam ser acometidos.
– Pele seca, escamosa ou rachada.

Se você quiser saber mais detalhes sobre o eczema atópico (dermatite atópica) leia: DERMATITE ATÓPICA | Sintomas e tratamento.

4- Picada de mosquito

Picadas de mosquitos são causas comuns de manchas vermelhas na pele com comichão. Durante a picada, os mosquitos injetam a sua saliva, que tem ação anticoagulante É a saliva do mosquito que costuma causar as reações alérgicas nas pessoas. Na maioria dos casos, a reação à picada é pequena e localizada, sendo o sintoma mais habitual uma pequena elevação avermelhada na pele com intensa coceira.

Picada de mosquito

Os sintomas da picada costumam surgir dentro de 20 minutos e podem demorar até 2 dias para desaparecer. Quanto mais sensível a pessoa é à saliva do mosquito, mais extensa e mais intensa costuma ser a reação à picada. Inicialmente, a lesão pode ser elevada, com um centro mais claro e as bordas avermelhadas. Como o passar dos dias, as lesões ficam mais planas e homogeneamente vermelhas.

Algumas pessoas pessoas apresentam uma sensibilidade maior que o normal às picadas de mosquito, desenvolvendo um quadro chamado prurigo estrófulo. São pessoas que, após uma única picada, desenvolvem várias lesões avermelhadas e pruriginosas, como se tivessem sido atacadas por vários mosquitos ao mesmo tempo em diferentes partes do corpo. No prurigo estrófulo, as lesões podem duram até 1 mês.

Para saber mais sobre picada de mosquito, acesse o seguinte link: PICADA DE MOSQUITO.

5- Dermatite de contato

A dermatite de contato é uma irritação da pele provocada pelo contato direto com alguma substância irritante. Existem duas formas de dermatite de contato. A mais comum é aquela causada por contato da pele com substâncias naturalmente irritantes, ou seja, substâncias que provocam irritação em praticamente todo mundo. A segunda forma é o contato da pele com substâncias na qual o paciente é alérgico. São, geralmente, substâncias que não provocam reação na pele da maioria das pessoas, apenas em quem é alérgico, como por exemplo, pessoas que tem alergia a luvas de látex.

Várias substâncias e objetos podem causar dermatite de contato, entre elas: bijuterias, a planta hera venenosa, látex, perfumes, borracha, couro, sabonetes, etc.

O principal sinal da dermatite de contato é o surgimento de um rash avermelhado, que na forma alérgica causa coceira, e na forma irritativa provoca ardência. Pequenas bolhas e rachaduras da pele também podem surgir. As lesões da dermatite de contato tendem a ficar restritas às áreas da pele que tiveram contato com a substância nociva.

Na maioria dos casos, essa dermatite desaparece após alguns dias, caso o paciente não tenha mais contato com a substância que desencadeou a lesão.

Se você quiser saber mais sobre dermatite de contato, leia o seguinte artigo: DERMATITE DE CONTATO.

6- Dermatofitose (micose de pele)

As micoses superficiais da pele são chamadas de dermatofitoses ou tínea. Os fungos dermatófitos, isto é, que provocam dermatofitoses, são os dos gêneros Trichophyton, Microsporum ou Epidermophyton. A dermatofitose é uma micose diferente da candidíase, que costuma provocar intertrigo (veja no próximo tópico)

As dermatofitoses podem acometer diversas áreas do corpo, como couro cabeludo, pés, barba, unhas ou tronco e membros. As micoses de pele são contagiosas e podem ser transmitidas pelo contato com roupas de cama, toalhas ou roupas comuns.

Os principais sintomas da micose de pele são a coceira e a vermelhidão local. A tínea geralmente começa com uma placa ou mancha avermelhadas e de formato ovalado, cujo o centro tende a clarear com o passar dos dias. Se não for tratada, as lesões costumam se expandir em forma de círculos. A tínea cruris, que é a micose que acomete as virilhas, também pode se apresentar como uma grande placa vermelha na face interna de ambas as coxas.

Para saber mais sobre dermatofitose, leia: MICOSE NA VIRILHA – Tinea Cruris.

7- Intertrigo (candidíase de pele)

O intertrigo candidiásico é uma micose de pele causada pelo fungo Candida, que acomete preferencialmente as áreas intertriginosas, ou seja, áreas onde há contato de duas peles, como, por exemplo, as virilhas, axilas, bolsa escrotal, região inferior das mamas ou a região entre os dedos.

Essas áreas de dobras são especialmente susceptíveis ao aparecimento do intertrigo, pois são regiões úmidas e quentes, o que favorece a proliferação de germes, principalmente de fungos.

Intertrigo

A candidíase de pele se manifesta por placas bem avermelhadas na pele, com leve descamação e pequeno pontos vermelhos ao seu redor. Essas lesões podem coçar ou arder e se localizam em áreas de dobras da pele.

Nos bebês, a candidíase de pele é comum nas áreas cobertas pela fralda.

Para saber mais sobre candidíase, acesse o seguinte link: CANDIDÍASE ? Sintomas, Tipos e Causas

8- Escabiose (sarna)

A escabiose, conhecida popularmente por sarna, é uma doença de pele causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. A sarna é uma infecção contagiosa, que pode se espalhar rapidamente através de contato físico próximo, como aquele ocorre entre pessoas quem moram na mesma casa ou com crianças em creches.

Escabiose

O sintoma clássico da escabiose é uma coceira difusa pelo corpo, que costuma ser mais intensa à noite. As lesões típicas da escabiose são pequenos pontinhos ou bolinhas avermelhadas e com relevo. Em alguns casos, as lesões podem ser tão pequenas que podem ser camufladas pelos arranhões causados pela intensa coceira.

Os locais mais envolvidos pela sarna são as mãos, punhos, cotovelos, axilas, mamilos, áreas ao redor do umbigo, genitália, joelhos, nádegas, coxas e pés. As costas são habitualmente poupadas e a cabeça, palmas e solas só costumam ser acometidas em crianças.

Para saber mais detalhes sobre a escabiose, leia: SARNA HUMANA | ESCABIOSE

Este post também está disponível em: Espanhol

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